02-03-2017 às 12:08
(01-03-2017 às 19:07)IgordeMelo Escreveu:(01-03-2017 às 18:23)nelsonajm Escreveu:(01-03-2017 às 15:59)pedromt07 Escreveu: Deus do céu, porque não fazem mais assim?!
Porque deixaram de gostar de motos... e basicamente... porque... muita "gente" que anda de mota opta pelo efeito "dar nas vistas" em vez do efeito "emoção"... e como o cliente actual é este pseudo motociclista... que nem sabe o que é um 4 cilindros de baixa cilindrada... os fabricantes deixaram de as "fabricar"....hum...
Qual é o motociclista actual...(queria chamar de pseudo-motociclista... mas posso ser banido daqui... e achei melhor não o fazer....) que optaria por uma moto destas em detrimento duma NCoisa por exemplo... vestida de desportiva.... quase a totalidade... porque é mais fixe dizer que se tem uma 750... que uma 250...
Completamente na mouche. Penso que será porque o motociclista, generalizando, de hoje em dia, procura as comodidades todas e mais algumas, ao invés do prazer de condução.
Se tivermos a falar de quem faça grandes viagens, compreende-se certo tipo de motas, mas uma NC para fazer Cascais - Lisboa é coisa que nunca compraria.
Cada um é livre de escolher que tipo de mota gosta, infelizmente, o mercado vira-se para consumos e conforto e não para velocidade e perfomance de outros calibres.
Epa.... mas deixaram de fazer motos deste tipo (4 cilindros de baixa cilindrada), porque os actuais motociclistas deixaram de gostar de motos e há quem prefira uma NCoisa, olhando apenas a consumos e comodidade?
Mas que argumento mais descabido!!!
Já repararam que a NCoisa (e congéneres) tem um nicho de mercado próprio, e nem sequer é a moto mais vendida. E falando apenas no nosso mercado, que não é representativo de nada para os grandes construtores.
Primeiro, estas motos de 250cc, mesmo no tempo delas, poucas ou nenhumas foram comercializadas cá.... e as poucas que se ainda possam encontrar por aqui, foram "importadas" de outros países e legalizadas.
Mesmo nos anos 90, quando elas proliferaram em excelência, sempre existiram de igual forma, ofertas económicas e mais espartanas dentro do segmento das quarto de litro.
Não esqueçam que os motivos de estas motos existirem no seu tempo, foram outros.
O Diogo tocou em dois pontos muito importantes, e a meu ver, esses sim, talvez as verdadeiras razões para não compensar de todo manter este tipo de motos em catálogo:
1º Fiabilidade - Motores de baixa cilindrada, com elevadas prestações e com regimes bastante rotativos.... que nas mãos erradas, de quem descurasse a manutenção mais cuidada requerida e abusasse continuamente deles, iria comprometer exponencialmente a sua fiabilidade.
2º Custo de produção e comercialização - Com custos de produção quase equiparados a desportivas de maior cilindrada, que se reflectiam também em preços de comercialização elevados e quase ao nível de uma 600cc, claro que o consumidor iria preferir sempre algo maior. Não esqueçam também que no tempo das 4 cilindros de 250cc de que falamos, não existiam limitações e escalonamentos de carta de condução.
E depois a este custo, havia ainda que juntar o custo de uma manutenção mais regular e intensiva. Ou seja, tornavam-se modelos pouco atractivos à generalidade do cliente, e quem os escolhia, fazia-o mais por fetiche , a par de uma respectiva maior liberdade financeira, que por outra coisa.
E basta ver que ainda hoje como são vistas.... como motos fetiche quase e apenas.
Já se deram conta que as ditas 250 desportivas nunca deixaram de existir? Aliás, agora até evoluíram para 300cc.... mas claro, com uma arquitectura de motor diferente e specs também elas distintas.
É que essa coisa do "prazer de condução" pode ser tão relativo e subjectivo!!!
O prazer que um "biker" procura na sua "cuiser" é diferente do prazer que um "viajante" extraí da sua "tourer", que por sua vez é tão diferente do prazer que um "rocker" obtém na sua "cafe-racer", sendo totalmente distinto do prazer que um "power ranger" retira da sua "hiper-sport" ou de maneira totalmente oposta, que um "lamacento" tira da sua "MX"....

