Tracer 900 GT 2019, perguntas aos especialistas

Marco, só há um pequeno facto que é importante não esquecer: as estatísticas. Morre muito menos gente hoje em dia que nos anos 90 é não é por acaso. Nem é por acaso que hoje em dia tecnologias como o ABS são obrigatórias em motas de cc superior a 125, se não estou em erro. Até podes passar uma vida toda sem precisar, mas tendo, no dia em que for preciso pode ser a diferença entre apanhar um susto... ou cair. Porque abusar todos abusamos, com ou sem ajudas eletronicas.

Ditadura dos Flocos de Neve
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Foi uma piada, pus la o boneco, nao precisam de justificar o que é lógico, claro que é preciso sempre saber, nem que seja os conceitos essenciais a quem anda de mota.
Eu admito que nao percebo muito da coisa, sou um curioso, agora nao me lixem que já por varias li sobre a requerida capacidade aos pilotos de moto gp dos anos 90 e já nem falo nos motores a 2 tempos. Tal como quem andava na estrada nessa altura, ou se sabia ou nao e muita gente ficou pelo caminho por nao saber. Hoje há muito taralhoco a agarrar em motas de alta cilindrada sem perceberem grande coisa, tal e qual como esses tarolhocos nunca agarravam na gsxr 1100 do Nelson e faziam o que fazem na deles. Conduzir motas mais antigas requer mais habilidade, é um ponto inegável, nao é ser revivalista, old school ou o que lhe queiram chamar. Como também nao estou contra nenhuma dessas tretas tecnológicas que as actuais motas tem, se ajudam, se aumentam a segurança e previnem mortes ainda bem. Apenas estou a constatar diferentes realidades com motas de diferentes alturas, só se ofende quem quer. V
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Boas;
FZ 1000, o facto de ter motos com alguns anos e ser apologista das "motos puras" não que dizer que nunca tenha experimentado motos modernas carregadas de tecnologia, permitindo-me opinar com conhecimento de causa.

Clássicas em pista porque são baratas?? Arranja-me uma qualquer das seguintes baratas: Suzuki RGV 250, Yamaha TZR 250 3MA, Yamaha YZF 750 SP, Kawasaki ZXR 750R, Suzuki GSX 750, Yamaha R1 1998, Honda VTR 1000 SP, entre outras...

A imprensa que leio é um "bocadinho" mais especializada que a MCN e sinto-me suficiente à vontade para tirar as minhas conclusões.


Dmanteigas, antes de eu nascer já havia motos na família. Por exemplo, o meu pai conta já com mais de 50 anos a andar de moto...
Infelizmente tenho muita gente próxima que já não está por cá, mas tal nunca foi motivo para deixar de andar de moto.
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(01-02-2019 às 00:28)Johnny_1056 Escreveu:  Boas;
FZ 1000, o facto de ter motos com alguns anos e ser apologista das "motos puras" não que dizer que nunca tenha experimentado motos modernas carregadas de tecnologia, permitindo-me opinar com conhecimento de causa.

Clássicas em pista porque são baratas?? Arranja-me uma qualquer das seguintes baratas: Suzuki RGV 250, Yamaha TZR 250 3MA, Yamaha YZF 750 SP, Kawasaki ZXR 750R, Suzuki GSX 750, Yamaha R1 1998, Honda VTR 1000 SP, entre outras...

A imprensa que leio é um "bocadinho" mais especializada que a MCN e sinto-me suficiente à vontade para tirar as minhas conclusões.


Dmanteigas, antes de eu nascer já havia motos na família. Por exemplo, o meu pai conta já com mais de 50 anos a andar de moto...
Infelizmente tenho muita gente próxima que já não está por cá, mas tal nunca foi motivo para deixar de andar de moto.

Johnny, tal como eu portanto. Também já andei em super-desportivas clássicas sem qualquer ajuda electrónica. Não retiro uma palavra ao que disseste, são boas, são violentas e são para quem sabe, não permitem grandes invenções. Não tenho, nem de perto nem de longe, a skill para tirar proveito máximo, quer de uma, quer de outra. 

Quanto aos modelos que referes, estás a especializar para tornar o teu ponto válido, é o mesmo que virar a moeda e trazer à baila uma supperleggera, uma hp4 race, etc.

É inegável que uma super-desportiva antiga é, sem meter unicórnios na mistura, uma opção mais económica para a pista/rua.
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Boas;
FZ1000, curiosamente uma das últimas revistas que chegou a casa colocou em confronto directo uma Honda CBR 1000 comprada no mercado de usados, que foi trabalhada até um plafond total de 8000£ contra uma Honda RC213V com Kit de 150000£. A diferença por volta cifrou-se em 0.76s em que a CBR rodou em 1:43.63... O piloto foi o Michael Rutter e o circuito usado foi o de Almeria.
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Não me recordo se deitei a revista fora ou não ( deixei no trabalho ), senão metia aqui para veres.
Quanto ao caso que referes, a cbr era de que ano? ( fica para amanhã a continuidade da conversa ).
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(01-02-2019 às 00:25)dmanteigas Escreveu:  Marco, só há um pequeno facto que é importante não esquecer: as estatísticas. Morre muito menos gente hoje em dia que nos anos 90 é não é por acaso.

Pode ser que sim, pode ser que não. Parece-me mais uma questão de percepção. Não acredito muito nestas "estatísticas", simplesmente porque são amiúde usadas como armas de arremesso na direção que melhor se aprouver.

Por mais que procure não encontro uma estatística fiável sobre este simples indicador: número de mortes/ano em acidentes de viação com motas.

O melhor que já consegui encontrar foi no site da PORDATA, onde efetivamente se verifica um decréscimo, mas apenas para o indicador de número de mortes/ano em acidentes de viação em geral. Ora, envolvendo qualquer tipo de viatura, o decréscimo deve-se obviamente a um inúmero conjunto de fatores. Não distinguindo acidentes de motos/carros, não é possível chegar a uma conclusão.

Por outro lado, tens a ANSR e os media em geral a "atirar" a torto e a direito a sua "outra estatística" sobre o aumento do número de mortes em acidentes com motas, de ano para ano, como justificação para os mais variados objetivos relacionados com a dita "prevenção rodoviária".
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Mas nao deixa de ser curioso essas estatísticas! Eu também nao sei números mas nos anos 90 eu ainda nao andava de mota mas lembro-me bastante bem que as motas que se viam contava-se pelos dedos de uma mão, já nos dias de hoje, ve se motas em tudo o que é sitio, cidades entao estao cheia delas. Logo o pessoal que anda de mota, dos anos 90 ate aos dias de hoje cresceu exponencialmente.

Mas existe outro factor para a redução das mortes que nao passa pela tecnologia nas motas mas sim a informação, nos anos 90 a informação era muito pouco e escassa! Alias nao é de ha muito que o capacete é obrigatório. Nos anos 90 não havia grande consciência dos perigos das motas ou mesmo da protecção para andar de mota, ao contrario de hoje.

Essas estatísticas valem o que valem, ainda assim nao ha semana que nao passe que nao haja um acidente mortal de mota que nao apareça no correio da manha.
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A mentalidade dos anos 90 era bem diferente do que é agora.
Antigamente era normal andar sem capacete, com o capacete no braço ou ligeiramente pousado na cabeça. Mesmo de carro era normal andar sem cinto.
Quando havia uma operação stop, a malta avisava dando sinal de luzes com quem se cruzavam para colocarem o capacete ou o cinto.

Eu era miúdo e quando andava a pendura com os meus irmãos, os capacetes ficavam em casa. Não fazia qualquer sentido, era estúpido e perigoso mas na altura era normal.
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(01-02-2019 às 00:25)dmanteigas Escreveu:  Marco, só há um pequeno facto que é importante não esquecer: as estatísticas. Morre muito menos gente hoje em dia que nos anos 90 é não é por acaso. Nem é por acaso que hoje em dia tecnologias como o ABS são obrigatórias em motas de cc superior a 125, se não estou em erro. Até podes passar uma vida toda sem precisar, mas tendo, no dia em que for preciso pode ser a diferença entre apanhar um susto... ou cair. Porque abusar todos abusamos, com ou sem ajudas eletronicas.

Nos anos 90 Portugal tinha uma rede rodoviária que começava a receber os fundos de coesão comunitária. Tínhamos 600 ou 700 kms de autoestrada, atualmente temos mais de 3000.

A Lei dos Rails (que ainda não se cumpre na sua totalidade) foi aprovada em 2006 se não recordo mal.

Em matéria de equipamento de protecção, preços e acessibilidade aos mesmos não existe comparação possível.

Depois a mentalidade...
Andar sem capacete, atitudes perigosas desnecessárias, álcool, etc, etc...

Não se deve exclusivamente à electrónica introduzida nos veículos.

No anos 90 morria bué pessoal, eu infelizmente enterrei alguns, mas apontar a electrónica como principal factor para que hoje em dia morra menos pessoas não me parace de todo fiável.
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