Ciclistas "a par"
#71

O próprio CE permite que o ciclista não seja obrigado a circular nas ciclovias, o problema já vem do legislador.
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#72

Será que ainda era assim?

Para eles começarem com:

Citar:Os velocípedes deixam de estar obrigados a circular nas pistas que lhes são destinadas podendo fazê-lo junto do restante trânsito se se considerar que esta seja uma alternativa mais vantajosa. É aplicável ao velocípede o regime geral de cedência de passagem.

Só pelo facto de estarem feitas para exclusivamente para as bicicletas deviam ser obrigados a usar nem que fosse por vergonha de gastar tantos euros naquelas infraestruturas para isto...lol devil
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#73

É assim desde que entrou em vigor as alterações do CE que equiparam esses monos a veiculos. Deixam de estar obrigados a utilizar as ciclovias, portanto já tem uns anitos. Pior que isto é o legislador criar uma coisa que implica com outra, ou seja, a sinalização obriga-os a circular lá, mas depois há um artigo que diz que não são obrigados.

Lindo clap
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#74

Só são obrigados a circular nas ciclovias se houver nas mesmas este sinal:

[Imagem: NYWGqUz.jpg]

Mas sim! É um facto que muitas delas estão assim assinaladas, o que colide com essa "nova" visão do legislador, que dá a arbitrariedade da escolha. rolleyes

Ainda ontem estive quase vai não vai, para sentar um Zé Esmaltina sobre o capot do carro (pelo menos a vontade foi mesmo essa).... porque ele achava-se no direito de ir a par com o colega, a falarem um com o outro, ocupando metade da via, impedindo-me durante algum tempo e distância a ultrapassagem e fazendo uma aglomeração de demais veículos colados atrás de mim. E assim lá fomos a 20 / 25 Km/h atrás dos dois, eles em amena cavaqueira, lado a lado.
A possibilidade de confraternização entres eles deve ser também um direito consagrado nestas novas regras a eles destinadas.
Claro que depois de uma breve buzinadela de alerta/aviso, ainda reclamou!

P.S. - E sim, eu sei que podem circular a par.... mas desde que tal não cause perigo ou embaraço.... o que não era o caso. dead
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#75

Para a próxima aproxima o para-choques a meio metro da roda deles enquanto esperas oportunidade para lhes dar o "metro e meio", acho que os distrai da conversa e concentram-se no pedalar mais depressa devil
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#76

(27-04-2017 às 14:48)mr_trecolareco Escreveu:  Para a próxima aproxima o para-choques a meio metro da roda deles enquanto esperas oportunidade para lhes dar o "metro e meio", acho que os distrai da conversa e concentram-se no pedalar mais depressa  devil

Ou "sentavas-te" na buzina... Assim a "amena" cavaqueira passava a ser mais "gritante"... tong

E para qq dúvidas subsequentes:

Citar:Os velocípedes podem circular paralelamente numa via, exceto em vias de reduzida visibilidade ou quando o trânsito é intenso e desde que não causem perigo ou embaraço ao trânsito.
blink

[Imagem: wrong-bike.jpg]
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#77

(27-04-2017 às 15:48)n00b1e Escreveu:  Os velocípedes podem circular paralelamente numa via, exceto em vias de reduzida visibilidade ou quando o trânsito é intenso e desde que não causem perigo ou embaraço ao trânsito.

Invariavelmente, estas questões podem terminar numa discussão de semântica. Afinal de contas, o que é "embaraço"?

em·ba·ra·ço
substantivo masculino
1. Dificuldade; estorvo, obstáculo.
2. Perturbação de espírito.
3. Hesitação.
4. [Popular]  Gravidez.
5. [Medicina]  Leve doença, no canal digestivo.

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa


Por mim (que também gosto de andar de bicicleta), sempre que vejo um ciclista numa estrada movimentada, sofro uma "perturbação de espírito". Quando vêm aos magotes então, atinjo o nível de "leve doença no canal digestivo". Portanto, na minha ótica, o "embaraço" é constante.  lol
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#78

Não me querendo alongar muito por aqui, venho só deixar a minha curta posta:

Eu, desde meados de 2003 até por volta de 2015 tinha a bicicleta como veículo principal e hoje só não a uso todos os dias para vir para o trabalho devido à distância e à geografia do caminho, mas às vezes ainda lá calha e deixo a mota e o carro em casa.

Julgo que essa lei que permite os ciclistas andarem na estrada quando existe uma ciclovia vem do facto de muitas ciclovias, há uns anos, estarem em muito mau estado e as que estavam boas estavam cheias de peões a circular quando estes tinham uma calçada adjacente. Se é por causa disto ou não, não sei. Mas que isto acontecia é um facto e eu vivi-o em primeira mão, ninguém me contou. Eu tinha que ir ilegalmente na estrada ou tinha que ir constantemente a chatear-me com os peões porque não me saíam da frente na ciclovia.

O andar a par, se bem me lembro, a ideia proposta para alteração de lei era que se pudesse andar a par de forma a reduzir a diferença de velocidade do trânsito, ou pelo menos obrigar os carros a mudarem de faixa evitando razias. Assim que os carros já seguissem à mesma velocidade dos ciclistas estes deveriam deixar de seguir a par para facilitar a ultrapassagem... Mas claro está, a lei não foi bem aplicada e há sempre aqueles que abusam porque vão o caminho todo a olhar para o próprio umbigo e esquecem-se que tendo o direito ou não há pessoas que têm mais que fazer do que ir a olhar-lhes para as nádegas, se facilitassem todos não custava nada e só ganhavam respeito. Eu sigo a par, mas quando se aproxima um carro facilito a ultrapassagem, já o fazia quando era ilegal, não deixei de o fazer agora.

Isto tudo só tem vindo a aumentar o ódio entre automobilistas e ciclistas. E o pior, daquilo que tenho assistido, é que os que abusam não são os que usam a bicicleta para ir trabalhar, são mais os que a usam de forma lúdica. Esses que haviam de ser os que menos deviam exigir são os que mais se acham com direitos.
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#79

Cada um é responsável e sofre as consequências dos seus actos. Já aqui disse que sempre que posso facilito e evito abanar o pessoal. Mas há zonas e horas que é normal haver mto mais trânsito que dificulta imenso certas atitudes.

Mas se preferem não lidar com pessoas a andar a 5km/h ou a correr a 10km/h nas ciclovias vs lidar com motas/carros/camiões de 200kgs a 40ton a 50km/h ou 80km/h na estrada é uma escolha deles. rolleyes
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#80

Há muitas quexinhas por aqui, mas também há queixas sérias. Não vou comentar nenhumas.
Pior que a legislação e pior que as atitudes e consciências é o estado das estradas e da maneira como são reabilitadas, tal como as redes rodoviárias das cidades.
Há muitos municípios a apregoar a amizade ao ciclista, gastam dinheiro em maus projectos e fazem a festa. Mas a mentalidade dos dirigentes governativos e municipais ainda é a mentalidade dos carreiros transformados em estreitas estradas de paralelos do tempo de velha senhora. Temos um plano rodoviário a pensar nos proprietários de automóveis, exclusivamente. Incrível como se ainda aceita a circulação de camiões em certas vias, por exemplo.
Ainda a título de exemplo, aqui no burgo havia uma avenida de uma faixa para cada sentido bem comprida em mau estado de conservação. Decidiram reabilitá-la com um tapete perfeito de uma ponta a outra, repuseram a marcação da via e com extras luminosos dignos de uma pista de aterragem no Pedras Rubras, mas alagaram-na, tiraram espaço ao já estreito passeio de um dos lados e que foi pintado com a típica cor das ciclovias, enquanto do outro lado tinham espaço para uma ciclovia e passeio para peões, mas que apenas se ficaram por retirar a típica calçada e cimentá-lo.
Esta avenida liga a cidade a uma freguesia que tem mil habitantes e deste milhar mil e quinhentos são ciclistas ( lol claro que estou a exagerar um pouquinho, mas está lá perto) que antes atravessavam uma via perigosa, cheia de buracos, utilizada por camiões erradamente devido a falta de boa sinalização, onde o limite é 50 e todos andavam a 80 como se estivessem a fazer uma drag race na Lua. Agora fazem o mesmo, mas a 120. E os peões estão salvos no passeio, porque aquelas luzinhas que piscam são como os olhos do Vitor Baia, desviam o perigo só por piscarem. Mas o município foi lá inaugurar o monumento ao ciclista todos sorridentes e isso é que importa.
E podia usar aprofundar outros exemplos, mas ainda estou na cagadeira e já tenho gente à minha espera.
Mas tudo bem, porque depois há cidades como Berlim e cidades como Hanoi.

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Passeata raiana
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