(30-10-2019 às 11:58)el_Bosco Escreveu: A explicação que ouvi para os carros tbm tem a ver com isso. O custo do processo administrativo para valores tão baixos "não compensa", supostamente.
E diz-me lá que carros são esses que estão isentos?
Os <1000cc anteriores a 1989?
Mas 11,58€ correspondentes aos <1000cc anteriores a 1995 já compensa?
(30-10-2019 às 12:01)marco.clara Escreveu: Depois quando houver mais motas que carros, é só proibir a circulação das mesmas como em Bruxelas e voilá! Anda tudo de trotinetes!
Touché!
O mesmo se aplicará aos eléctricos que estão actualmente isentos.
Provavelmente porque "não compensa".
(30-10-2019 às 12:53)Macavenco Escreveu: Eu percebo isso, mas sendo um valor relativamente baixo ...
Observa este cenário:
Tenho uma Cagiva Mito de 1996 que durante 16 anos foi isenta pois o primeiro escalão começava nos 180cc.
Em 2009 entra em vigor a lei das 125.
Em 2010 assistiu-se a um crescimento de vendas superior a 400% neste mecado.
Em 2011 ocorreu o resgate do FMI (cujo programa de assistência obrigou a aumento de receitas fiscais)
Em 2012 o primeiro escalão do IUC passou a começar nos 120cc. (E a minha Cagiva ao fim de 16 anos de isenção passa a pagar 5,37€.)
Em 2013 acaba o programa de assistência. O mercado das baixas cilindradas continua forte.
Em 2016 as motos passam a poder usar a faixa do BUS nas principais cidades. (como inauguraram ciclovias e a propaganda política andava em torno de mobilidade)
Em 2017 surge esta isenção do IUC para valores abaixo dos 10 euros.
Em 2018 tentam te enfiar com as inspecções nas motos... mas o tiro lá saiu pela culatra, pelo menos até 2021.
Na minha opinião o que dão com uma mão, tiram sempre com outra.
E tecnicamente contribuí com 32.87 EUR ao longo dos 6 anos que não houve isenção.
Sim, nada comparado com o absurdo que pago pelas outras, mas isto a todo o parque de 125 que já cá andava antes de 2012 e considerando o aumento que teve desde 2009, custa-me a acreditar que fosse "pinners".
(30-10-2019 às 12:53)Macavenco Escreveu: ...lá por serem de maior cilindrada, e até ocuparem um pouco mais de espaço, as "maiores" também facilitam essa retirada, não apenas as 125.
Verdade, mas se pensarmos que começamos a entrar em segmentos que gastam e poluem tanto ou mais que um carro, perde-se um pouco essa "sensação" de "solução de mobilidade".
Essas agora são as trotinetas.
(30-10-2019 às 13:01)Liquid_Fire Escreveu: Eu tenho o caso prático do meu dia a dia que exemplifica e reforça os beneficios do uso de mota como meio de mobilidade, ...
Eu também, mas... sejamos honestos:
Ir trabalhar de R1200S ou Super Duke será propriamente exemplo de "mobilidade" comparativamente a uma pequena scooter?