(30-10-2019 às 13:01)Liquid_Fire Escreveu:  Eu tenho o caso prático do meu dia a dia que exemplifica e reforça os beneficios do uso de mota como meio de mobilidade, e logo algo que deveria ser incentivado à bruta pelo estado pois iria resultar num retorno economico já que pessoas paradas no transito em nada contribuem para a economia do Pais.
Com a escalada dos preços nas casas em lisboa, as pessoas foram empurradas para a periferia, à 5 anos atras eu fazia o ic16 as 8:30 sem qualquer problema e quase nunca parava, hoje em dia é filas em 3 ou 4 pontos de congestão de veiculos, porque com a enorme afluencia de novos morados em odivelas, e zonas norte com acesso à a5 o ic16/ic17 ficou impossivel de se utilizar, coisa que facilmente se resolve com uso de mota, que diz este percurso diz outros dos centros urbanos.

o ESTADO é demasiado burro para perceber que devia continuar a incentivar o uso de motociclos de baixa cc, o ambiente e a economia agradeciam.

A questão é sempre a mesma: Dá retorno? €
confused

Velasquez87
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O problema é que o estado olha sempre para os numero que são quantificaveis diretamente no retorno de euros nos cofres no estado mas nunca sabe avaliar o retorno indirecto, tal como disse, pessoas presas no transito nada produzem, é a economia de um pais parada, e como cada vez temos menos industria e mais serviços, pessoas dos grande centros urbanos que passam horas paradas no transito ao fim de um ano são vários milhões de euros, mas pronto ao estado interessa as coimas e iuc's desta vida, pois o dinheiro gerado pela economia não é palpável nas ajudas de custo, subvenções vitalícias e outras mordomias a que os nossos governantes têm direito...
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(30-10-2019 às 11:58)el_Bosco Escreveu:  A explicação que ouvi para os carros tbm tem a ver com isso. O custo do processo administrativo para valores tão baixos "não compensa", supostamente.

E diz-me lá que carros são esses que estão isentos?
Os <1000cc anteriores a 1989?
Mas 11,58€ correspondentes aos <1000cc anteriores a 1995 já compensa?
think

(30-10-2019 às 12:01)marco.clara Escreveu:  Depois quando houver mais motas que carros, é só proibir a circulação das mesmas como em Bruxelas e voilá! Anda tudo de trotinetes!

Touché!
O mesmo se aplicará aos eléctricos que estão actualmente isentos.
Provavelmente porque "não compensa".
lol

(30-10-2019 às 12:53)Macavenco Escreveu:  Eu percebo isso, mas sendo um valor relativamente baixo ...


Observa este cenário:

Tenho uma Cagiva Mito de 1996 que durante 16 anos foi isenta pois o primeiro escalão começava nos 180cc.

Em 2009 entra em vigor a lei das 125.
Em 2010 assistiu-se a um crescimento de vendas superior a 400% neste mecado.
Em 2011 ocorreu o resgate do FMI (cujo programa de assistência obrigou a aumento de receitas fiscais)
Em 2012 o primeiro escalão do IUC passou a começar nos 120cc. (E a minha Cagiva ao fim de 16 anos de isenção passa a pagar 5,37€.)
Em 2013 acaba o programa de assistência. O mercado das baixas cilindradas continua forte.
Em 2016 as motos passam a poder usar a faixa do BUS nas principais cidades. (como inauguraram ciclovias e a propaganda política andava em torno de mobilidade)
Em 2017 surge esta isenção do IUC para valores abaixo dos 10 euros.
Em 2018 tentam te enfiar com as inspecções nas motos... mas o tiro lá saiu pela culatra, pelo menos até 2021.

Na minha opinião o que dão com uma mão, tiram sempre com outra.
E tecnicamente contribuí com 32.87 EUR ao longo dos 6 anos que não houve isenção.
Sim, nada comparado com o absurdo que pago pelas outras, mas isto a todo o parque de 125 que já cá andava antes de 2012 e considerando o aumento que teve desde 2009, custa-me a acreditar que fosse "pinners".
wtf

(30-10-2019 às 12:53)Macavenco Escreveu:  ...lá por serem de maior cilindrada, e até ocuparem um pouco mais de espaço, as "maiores" também facilitam essa retirada, não apenas as 125.

Verdade, mas se pensarmos que começamos a entrar em segmentos que gastam e poluem tanto ou mais que um carro, perde-se um pouco essa "sensação" de "solução de mobilidade".
Essas agora são as trotinetas.

(30-10-2019 às 13:01)Liquid_Fire Escreveu:  Eu tenho o caso prático do meu dia a dia que exemplifica e reforça os beneficios do uso de mota como meio de mobilidade, ...

Eu também, mas... sejamos honestos:
Ir trabalhar de R1200S ou Super Duke será propriamente exemplo de "mobilidade" comparativamente a uma pequena scooter?
cool

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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dfelix, no final da tua resposta fiquei sem perceber exactamente qual a conclusão. É apenas que se deve isentar por ser um veículo que melhora a mobilidade?

Eu sou da opinião que todos os que usam algum veículo, e já que o imposto existe, devem pagar esse imposto.
Também acho que deve ser proporcional ao veículo em si (cilindrada, emissões correspondentes, etc), daí valores mais baixos para as cilindradas mais baixas, os tais escalões (tal como existem no IRS, etc).

Se todos pagaram uma parte, pode ser que seja mais comportável para todos. Tentar que deixem de haver extremos muito altos.
É um "distribuir o mal pelas aldeias", mas não vejo razão para que assim não possa ser.

Tu pagaste 32,87€ em seis (6) anos. Achaste muito?
Sinceramente eu não acho que 6€ (número redondo) por ano seja uma coisa que não se possa/consiga pagar. Lá está, com este valor nas 125 que circulam era bastante receita que podia ser bem aplicada, como disse anteriormente.
Achaste que não melhorou nada por teres contribuído esse valor para o Estado? Possivelmente...

Agora diz-me quanto pagas pelas outras que tens (que não sei quais são, mas imagino que tenham mais de 750 cm3).
Não digas que eu sei... tenho uma, mais de 120€ por ano.


Se formos a ver pelo lado ambiental então esquece, que mais cedo ou mais tarde os motores de combustão vão ser condenados, e isso inclui as 125.
Responder




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