(30-10-2019 às 18:58)dfelix Escreveu:  Observa este cenário:

Tenho uma Cagiva Mito de 1996 que durante 16 anos foi isenta pois o primeiro escalão começava nos 180cc.

Em 2009 entra em vigor a lei das 125.
Em 2010 assistiu-se a um crescimento de vendas superior a 400% neste mecado.
Em 2011 ocorreu o resgate do FMI (cujo programa de assistência obrigou a aumento de receitas fiscais)
Em 2012 o primeiro escalão do IUC passou a começar nos 120cc. (E a minha Cagiva ao fim de 16 anos de isenção passa a pagar 5,37€.)
Em 2013 acaba o programa de assistência. O mercado das baixas cilindradas continua forte.
Em 2016 as motos passam a poder usar a faixa do BUS nas principais cidades. (como inauguraram ciclovias e a propaganda política andava em torno de mobilidade)
Em 2017 surge esta isenção do IUC para valores abaixo dos 10 euros.
Em 2018 tentam te enfiar com as inspecções nas motos... mas o tiro lá saiu pela culatra, pelo menos até 2021.

Na minha opinião o que dão com uma mão, tiram sempre com outra.
E tecnicamente contribuí com 32.87 EUR ao longo dos 6 anos que não houve isenção.
Sim, nada comparado com o absurdo que pago pelas outras, mas isto a todo o parque de 125 que já cá andava antes de 2012 e considerando o aumento que teve desde 2009, custa-me a acreditar que fosse "pinners".
wtf

houve atualizações?

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(05-11-2018 às 11:25)carlos-kb Escreveu:  E atenção que quando se mexe na merda, por dar azo a fazer-se ainda mais borrada. Já viram alguma vez os nossos governantes darem com uma mão sem tirarem com a outra?

Pensem bem no que querem... porque para eles mexerem no IUC das motos, de certeza que não será para dar benesses a ninguém.... ainda mais quando está prevista a entrada da Euro5 em 2020 para as motas (falta pouco mais de 1 ano).

Eu também preferia não pagar... ou mesmo pagar muito menos... mas estamos em Portugal! Vale a pena pensar nisto. proud

«-Ah e tal, as motos com mais de 750cc são taxadas no IUC como se fossem veículos de luxo!»

Tanta vez ouvi isto, apesar de igual forma achar, o valor exorbitante. Mas enquanto muitos se queixavam que se deveria fazer algo em relação ao IUC das motos, sempre disse (e tendo visto o que por norma acontece nestas matérias) que quando mexessem no IUC das motos, não seria certamente para beneficiar o contribuinte, mas sim e pelo contrário, seria para agravar mais a coisa.
Se em 2018 o vaticinava, eis que para 2024, o Orçamento Geral do Estado estabelece a primeira mexida desde há muito, que mantém os mesmos injustos e desfasados da realidade de mercado escalões de ano e cilindrada, com o respectivo aumento anual inflacionário, e adiciona a novidade da chamada componente ambiental. Ou seja, ao IUC já de si injusto para um motociclo, vamos adicionar um valor anual referente às emissões, que se traduz num aumento muito significativo do seu valor, especialmente (e como é hábito), nas motos de cilindrada mais elevada.

[Imagem: adnruqA.png]

Apesar da premissa de que «o aumento máximo será limitado a 25 euros em 2024. No entanto, será progressivamente aumentado nos anos seguintes, “até que a taxa de IUC represente a totalidade da tributação relativa ao CO2 emitido por estes veículos”​», quer dizer que em 2025 já teremos várias motos (como o caso da minha) a pagar cerca de 170 euros de IUC anuais.

Viva o Me®dina... redeye censored

[Imagem: Rn7d5uF.jpg]

[Imagem: QKmafvp.png]
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Junto isso aos cerca de 83 euros que terei de pagar por uma xr600 de 94...
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