A Indian Motorcycle revela em Milão a sua Scout FTR1200 Custom
#91

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Ou seja, mesma merda, só muda o cheiro (OEM ou aftermarket)!

Tenho alguma dificuldade em colocar algo que seja oficialmente "mutável" no mesmo saco de personalizações recorrendo kits aftermarket ou bricolage.

Sem essa fronteira definida ás tantas já escalamos até ás transformações extremas das "show bikes" como se fosse tudo a mesma merda. E não é.

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Hum.... longe vai o tempo em que o universo cruiser era o único propenso a alterações estéticas. Aliás, num mero bike-show já consegues hoje em dia ver mais motos transformadas / alteradas (esteticamente e não só), de outros segmentos, que não o universo cruiser.

Tecnicamente os britânicos já modificavam as suas utilitárias muito antes dos americanos começarem a transformar as suas cruisers.

A realidade é que a designação "custom" é erradamente conotada com o universo das cruiser.
A ponto de muitos construtores atribuirem uma designação tão genérica como "custom" a cruisers de série o que acaba por ser algo extremamente contraditório.

E ambos sabemos muito bem, que apesar da história nos mostrar um vasto número de cenários em que houve modificações associadas épocas, locais, culturas e contraculturas... é neste universo das cruiser que sempre teve maior expressão.

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Mas se algum fabricante de acessórios aftermarket se lembrasse de fazer também uma linha de tampas para esta moto em concreto, acabaria a não ser muito diferente...

Penso que há uma enorme diferença entre...
Um construtor produzir uma moto oficialmente "mutável" desvinculando-se dum catálogo estático com opções limitadas que variam quanto muito de 2-3 esquemas de cor lançados por ano...
De opções que permitem o cliente alterar a cosmética da sua moto para algo que não é oem.

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Nunca renegues o potencial "azeitista", mesmo vindo de fábrica, em material OEM!!!

[Imagem: 4xayUD1.jpg]

OK.. retiro o que disse!!!

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  E na mesma lógica das capas de telemóvel, hoje usas uma, amanhã usas outra, depois de amanhã usas ainda outra e daqui a 3 dias voltas à que usaste hoje... até te fartares, deixares de achar piada à coisa e acabares com a mota tão imutável como outra qualquer!

A beleza está na possibilidade de escolha.

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Nem vejo essa coisa da personalização como algo "descartável", do tipo hoje, uso a tampa azul com bolinhas... amanhã uso a tampa amarela com padrão de cornucópias.

Nem vejo como personalização propriamente dita..
Mas simplesmente variar um pouco.

Praticamente todas as motos que já tive foram pretas, pois é discreto e não me enjoa nem cansa.
O que não quer dizer que não me importasse de ter em outras cores.
Porém já sei que me iria fartar. Mas a última coisa que me iria ocorrer seria focar com vinil. Ou napa!

Mas perante a possibilidade de trocar algo de forma tão simples... siga!

(30-04-2020 às 18:18)carlos-kb Escreveu:  Não sei se é a marca inscrita num acessório ou a sua origem (OEM ou aftermarket), que define automaticamente o grau de "azeitismo"!

Não diria bem a marca, embora exista uma diferença substancial entre folheares a oferta duma Rizoma ou as sugestões da Wish.
Acho que tem mais a ver com as decorações que tentam parecer o que não é...
Ou simplesmente intenções de parecer melhor que acabam por ficar uma valente bosta.

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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#92

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#93

Azeite ou não azeite. Ser azeiteiro é uma arte, mas antes Mota azeiteira que barco
Acho engraçado poder mudar os plásticos, permite alguma brincadeira com as cores da Mota, invés de ter apenas 3 cores para escolher no ato da compra, e mantendo a qualidade OEM. Não vejo mal nenhum nisso e até acho que algumas marcas poderiam explorar essa opção.


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V
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#94

É muito fixe falar de motas quando se tem uma desculpa oficial para não ser confrontado com o facto de não andarem de mota...
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#95

Ou sou eu que preciso de mais café ou entao precisas de meter mais tabaco nisso oh lone, n percebi ponta do quiseste dizer! lol
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#96

(04-05-2020 às 12:27)Nfilipe Escreveu:  Ou sou eu que preciso de mais café ou entao precisas de meter mais tabaco nisso oh lone, n percebi ponta do quiseste dizer!
Same

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#97

(04-05-2020 às 12:27)Nfilipe Escreveu:  Ou sou eu que preciso de mais café ou entao precisas de meter mais tabaco nisso oh lone, n percebi ponta do quiseste dizer! lol

X3 lol
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#98

Lá anda a Indian no HillClimb...uma FTR 750 de estrada seria bem digerida pelo mercado...já uma destas era boa para a ilha da Madeira...subidas e tal...

[Imagem: Indian-FTR750-Factory-Hillclimb-Racer-0-Hero.jpg]

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#99

Estranha e desproporcional... mas parece cumprir o objectivo. lol

Ora, siga uma concorrente para a Tenere dentro de 3...2...1...
OK, não faz muito sentido. Mas algo estilo V85TT.. até seria interessante. think

Uma coisa é certa...
A Polaris já conseguiu "brincar" mais com esta base em pouco tempo de vida do que a Harley em décadas.

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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Depois do test drive que fiz ontem, deixo a minha review:

[Imagem: 0f2394bdf656069a63da7ff295fff588.jpg]

A moto é alta.
Mais alta que a expectativa. Até porque a marca produz cruisers habitualmente "baixinhas".
Estive a consultar as specs indica 840mm de altura no banco.
Mais 10mm que por exemplo a V85TT que é uma trail com 830mm.
Ainda assim, mesmo com a minha baixa estatura não senti incómodo.
Pois é bastante compacta. E o banco está bem desenhado, sendo mais estreito junto ao depósito.

[Imagem: e39a81dc612d6613c13ceeac84d3562b.jpg]

O peso (226/235kg) não é de todo incómodo.
Não custa levantar a moto do descanso. Não se sente sequer o peso em marcha.
Sente-se apenas nas manobras parado que implique um pé no chão.
E sendo alta, quem é de baixa estatura como eu, terá aquele momento constrangedor em que com o pé direito no chão... a perna esquerda não é suficientemente longa para colocar o descanso ainda em cima dela. O que obriga a sair para colocar.

O banco é duro.
Quem está habituado ou gosta de poltronas certamente irá se queixar.
O material é excelente e permite sair com o corpo em curva mantendo uma aderência adequada.
Tem uma margem simpática que permite recuar o corpo em maiores velocidades. Ou simplesmente impedir que escorregue para trás nos arranques.

Ao arrancar, a embraiagem (de cabo) pega no ultimo terço e quase de repente.
O que obriga a uma pequena habituação a encontrar o "ponto".
Até porque o comportamento do motor é on/off. Logo, exige alguma precisão no acelerador para arrancar numa rotação certa entre o motor a bater ou sair desenfreada a querer derrapar ou levantar a roda.

[Imagem: 6c21804594681d41735f91b0b1ddf323.jpg]

A posição de condução é muito idêntica à de qualquer naked agressiva.
Pés recuados, tronco direito e um guiador baixo e largo. Aquela posição de halterofilista que transmite confiança para enfrentar tudo que possa surgir pelo caminho.

A protecção aerodinâmica é zero.
Como o guiador é baixo, o LCD quase não aparece na visão periférica.
A única paisagem presente é a estrada. Com se espera de uma moto deste género.

O LCD tem um tamanho adequado. Não tem grande resolução e a imagem até é bastante pixelizada.
Mas tem uma excelente visibilidade mesmo com luz solar directa.
Tem dois modos de visualização. Um mais clássico com mostradores redondos e um mais desportivo.
E tem todos os gadgets que nos dias de hoje são comuns. Os 3 mapas "normal", "sport" e "rain". A integração com o telemóvel. E outras settings que não justificou perder tempo a explorar.

[Imagem: 8295c115799391f52c7ee79377daa1c1.jpg]

[Imagem: 28885bd99f4725a300bf91f62eaecee7.jpg]

O motor tem um comportamento on/off.
Saí do local ainda com o mapa "normal" e logo na primeira curva mal dei gás.. ela quis atravessar!
O controlo de tracção actuou de imediato... ainda assim o comportamento é muito permissivo e sente-se a traseira abanar.
Cerca de 10km depois passei para o "sport", com que fiz de Lisboa a Bucelas, as curvas da N116 e regresso por Cabeço de Montachique, Loures até novamente Lisboa.


Gostei muito da entrega do motor.
Muito vigoroso em baixas. Bastante desembaraçado nos restantes regimes, transmitindo sempre a sensação de estar a transmitir força bruta nas rodas.
E dá para sentir 3 patamares distintos:

Consegue ser civilizada até por volta das 4000rpm se o uso do acelerador for milimétrico.
Mas enrolando com mais intensidade ela responde de forma vigorosa.
E isto torna-a muito divertida em cidade e localidades. Depois de se sair num entroncamento ou rotunda, a retoma da velocidade apela a um bocadinho extra de acelerador para lembrar a razão que pode levar alguém a comprá-la.

Na casa das 5/6000rpm que ela parece ser mais racional.
Fiz de Loures a Bucelas com algum trânsito nestes regimes e deu a sensação que é perfeitamente possível andar com ela em "modo passeio" sem a tentação de querer ir mais depressa.

Porém, quando ela sobe das 6000rpm torna-se mais espevitada.
Não é uma subida de regime rápido com se sente nos twins hiperquadrados das desportivas. É uma subida mais lenta mas em força como nos boxers mais antigos.

Em estrada e livre de trânsito a transição entre estes patamares não se nota.
Tem no entanto uma aceleração meio "elástica"... e com um efeito de "fisga".
Ou seja, a qualquer regime quando se dá acelerador... sente-se imediatamente o motor a dar resposta, mas só depois nos sentimos catapultados em aceleração.
Depois de dormir sobre o assunto, fico com ideia que isto poderá estar relacionado com settings de electrónica que não explorei como o anti-wheelie.

O "fueling" da moto poderia ser melhor.
Ao longo do percurso, nomeadamente na N116 onde há troços de curvas muito boas intercalados por duas ou três zonas rápidas senti alguns engasgos nessas transições. E acredito que isto, tal como a sensação de fisga possa estar relacionada com os mapas não estarem devidamente optimizados. (Talvez por outras razões como as emissões)
Não gostei do tacto do acelerador. Tem um curso demasiado longo e uma mola muito dura.
Como tenho uma lesão antiga no pulso direito, já me estava a ressentir no final destes cerca de 10km mais entusiasmantes da N116.

Ainda relativamente ao motor, algo que me desapontou foi estar limitado electrónicamente para não passar dos 200kmh. Pois chega lá confortavelmente e tem ainda rotação para explorar.
No entanto, ela pode simplesmente estar limitada por configuração.

A caixa é muito decente.
Tem um escalonamento muito idêntico ao boxer, sentido-se um salto gigante entre relações nas passagens em baixo regime. Mas que mal se sente na segunda metade do conta-rotações.
É bastante precisa, e em subida de relação as passagens directas fluem muito bem.
No entanto, tem um ponto-morto fantasma entre 5ª e 6ª que pode obrigar a que esta passagem tenha de ser feita com maior convicção.

Gostei muito da ciclística da moto.
É muito incisiva em curva. Sendo alta sente-se que tem muito para deitar. E muito poderosa na saída.
Porém tudo isto é um autêntico desafio. Pois nunca me consegui sentir confiante.
E depois de pensar um pouco no assunto, aponto dois motivos:

A travagem não estava ao nível do conjunto.
E isto é estranho, porque tem as mesmas pinças e bomba que equipa diversas nakeds e superdesportivas que já experimentei e travam muito bem.
Comentei isto com o vendedor, que estranhou pois teve um feedback diferente dos jornalistas.
Mas a realidade é que quando fui embora, senti logo a diferença na travagem para a minha scrambler que utiliza exactamente a mesma Brembo M4... mas só tem uma! (e alimentada por uma bomba muito inferior!)
Poderá ser algum problema com a unidade de teste. Porque o equipamento é de referência.
Senti pouco tacto na travagem. E achei que tinha fazer mais força que o suposto para travar.
E nas zonas divertidas acabei por travar mais cedo que o habitual.

[Imagem: 84ca014cf1e975be6a66e6931b433e8b.jpg]

[Imagem: faa1920b93c433ede75641a42b47ce2f.jpg]

O que realmente não gostei foi dos pneus.
Não me transmitiram confiança nenhuma. Não têm grip adequado ao barrote de binário que o motor debita. E acredito que influenciam negativamente também a travagem.
Só no fim do test drive é que confirmei o que ela tem calçado.
Poderá ser dos Dunlop que aparentemente foram desenvolvidos para esta moto, parecem mais orientados ao look que propriamente performance. Mas também poderá ser pelas medidas menos convencionais face ao que estou habituado (Tem atrás um 150 em jante 18.)

[Imagem: 5af756ad9e24b8ed43053debe1e8e222.jpg]

A moto por ser alta e ter peseiras levantadas permite deitar muito mais do que o pneu permite.
O vendedor referiu-me que para brincar mais a sério... só com outros pneus. E há bons pneus desportivos com medida 150. Aliás, é o que a minha Cagiva Mito consome.
Mas... fico céptico quanto a um 150 cuja "contact patch" chega para uma 125 possa ser suficiente para uma 1200 com 120Nm.

Quanto a resto... tudo é muito positivo.
A moto é bem construída e tem bons acabamentos.

Ao contrário da expectativa não é uma boa moto para cidade.
É ágil, mas obriga a algum empenho para não se andar sempre com a roda a atravessar.
E aquece muito as pernas. Sobretudo quando se para nos semáforos.

Mas é uma excelente opção para quem procura uma moto bonita e diferente.
E sobretudo muito divertida para conduzir por estradas de curvas, preferencialmente sozinho.
Porque se for em ritmo de picardia ela torna-se muito exigente. Pois tem um potencial enorme, mas limitações que obrigam enorme empenho para se conseguir retirar proveito do que poderia oferecer.

Para o cliente Monster habituado a algo com boa dinâmica em curva esta não será uma moto que irá satisfazer se pretender roer calcanhares a desportivas em estrada de montanha. Poderá mesmo ser uma decepção por ser exigente.
Mas para o cliente R nineT esta será uma alternativa bem mais divertida a ter em conta.

Já agora, a versão "Race-Replica" com o akrap:

[Imagem: 196cb3e6debf0acb0e221d9b4b8fac28.jpg]

nice

Muito provavelmente o que escrevi foi gerado automágicamente através do Moto Lero
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