18-09-2018 às 09:42 (Mensagem modificada pela última vez: 18-09-2018 às 09:51 por carlos-kb.) O forúm Motonliners está de luto. O Alexandre, um dos seus membros regulares e conhecedores, perdeu a vida na estrada aos comandos da sua bela KTM, não se sabendo ao certo como e porquê, e daí também o motivo da abertura deste malogrado tópico. Tive a oportunidade de partilhar estrada e rolar junto com ele nuns quantos passeios organizados por esta casa. Infelizmente este é o lado mais negro do motociclismo. Descansa em Paz "Mr. Trecolareco". ______________________________________ (Partilho aqui a publicação da Carolina, para alguém que saiba de algo. Não se saber os reais motivos e em que circunstâncias o acidente ocorreu, para as pessoas mais próximas deve ser terrível) Estava com duvidas se havia de publicar sobre este assunto ou não... Recebi a noticia ontem de manhã e passei o dia todo a bater mal... Conhecia o Alex há mais de 10 anos, e fiz alguns passeios com ele, uns organizados pelo forum SuperMoto Portugal, outros por aqui... Noticia triste... muito triste... Ricardo - Honda CB500X 18-09-2018 às 09:52 (Mensagem modificada pela última vez: 18-09-2018 às 09:53 por pmp.) Que grande merda. Não era este companheiro que queria vender a mota para comprar algo mais soft? Sentidos pêsames à familia e espero que descubram o que aconteceu. A dúvida não deve permitir fazer o luto como deve ser, mas já agora, não partilhaste a publicação, ou pelo menos, eu não a consigo ver. Esquece. Já aparece. Também soube ontem, e ainda estou arrepiado. Não o conhecia pessoalmente, era um dos poucos habituais daqui que 'ainda não tive oportunidade' e agora não vou ter mais, e pelas piores razões possíveis. Não tenho grandes palavras para expressar o meu pesar. A sensação de incapacidade de não conseguir ajudar a família, amigos chegados etc é corrosiva. Desejo que realmente haja um lugar melhor, e que o Alexandre esteja por lá. Também soube da noticia ontem , ainda julguei que pudesse não ser ele , mas confirma-se. paz á sua alma e condolências á família. 18-09-2018 às 09:59 (Mensagem modificada pela última vez: 18-09-2018 às 10:00 por Velasquez87.) Soube ontem já à noite... Não conhecendo pessoalmente o Alexandre fiquei sem palavras... pois é alguém próximo o suficiente, com quem trocamos ideias palavras numa base semanal aqui no fórum...acima de tudo alguém que adorava o que nós adoramos... Partilhei a publicação pelo FB, pedi ao Charrua que o fizesse na página das MT's tb... A ver se, pelo menos, a família consegue saber alguma coisa e fazer um luto sabendo o que aconteceu... Condolências à família dele... Olha por nós Alexandre... Velasquez87 "Autorizo a meterem-se com piadolas à minha pessoa!! Não me responsabilizo a pagar na mesma moeda" É sempre triste ler, ouvir uma notícia desta  Os meus sentimentos à família e amigos Vi isto hoje de manhã e fiquei parvo. É daquelas pessoas que não conhecendo pessoalmente, sente-se que se conhece bem, pela convivência virtual por aqui. Depois e dadas as circunstâncias em que aconteceu fica-me um deja vú, já que fez precisamente 1 ano no dia 15 que o meu primo faleceu também em cima da mota, em circunstâncias que ainda hoje não estão totalmente claras, com a família ainda a pensar como é que foi o acidente, o que dificulta sempre o luto. Por isso espero que apareça alguém que tenha alguma informação que sirva para nesta altura complicada dar algum sossego a quem cá fica. RIP Alexandre. Quando aquilo que nos faz sentir vivos também nos dá um vislumbre da morte… Ano de 1996. O ano em que obtive a licença de condução de ciclomotores, que seria uma espécie primeiro degrau na escada da liberdade e da independência. A súbita capacidade de me deslocar em qualquer altura para qualquer lugar, aliada à sensação forte de andar sobre duas rodas, foi um marco importante da minha vida. Sentado pela primeira vez na minha DT 50, foi uma relação surpreendentemente natural, apesar de nunca ter andado de mota antes. E desde então vivo (à minha maneira) neste mundo do motociclismo. Foi também no ano de 1996 que tive o primeiro contacto com o lado mais negro deste mundo. O lado do perigo, do risco, da morte. Chamava-se Ricardo, era meu amigo, e foi ele o primeiro a ensinar-me algo sobre esta face do motociclismo. Na altura, colega de escola, para ganhar uns trocos trabalhava fora de horas a entregar pizzas. Foi numa dessas noites que foi abalroado por um carro, tendo perdido a sua vida de forma trágica e abalando a vida de todos aqueles que o conheciam. Continuei a andar de mota, mas desde então, com maior ou menor frequência, o perigo faz-se sentir presente. De cada vez que tenho contacto próximo com o metal de um automóvel ou o alcatrão de uma estrada. De cada vez que oiço histórias ou más notícias, sobre alguém que me é mais ou menos próximo... alguém que perdeu o uso das pernas e nunca mais pode andar… alguém que perdeu o uso de um braço e deixou de conseguir pegar na filha ao colo… alguém que perdeu a vida e deixou uma família entregue a si própria… tudo mexe connosco e tudo coloca em causa aquilo que fazemos e como o fazemos. Acredito que aqueles de nós que são afortunados o suficiente para sobreviver, aprendem com cada uma destas histórias. Acredito que é esta vivência que nos molda enquanto pessoas e, no caso concreto, enquanto motociclistas. A nossa postura, as nossas ações e as nossas reações modificam-se e adaptam-se, naquilo que entendo ser um processo de evolução e crescimento pessoal. Muitas vezes já senti a minha confiança abalada e não tenho a ilusão que nada disto nos coloque a salvo de sermos nós, um dia, o protagonista de uma história também trágica. Ainda assim acho que, entre outras coisas, é a soma destas experiências que nos pode ajudar a evitá-lo. Escrevo este texto hoje, infelizmente, na sequência de mais uma perda trágica. Um companheiro que - apesar de não conhecer muito bem - era alguém com quem partilhava já algumas coisas em comum: umas quantas conversas sobre motas, alguns quilómetros de estrada e a paixão pelas duas rodas. Espero que ele, assim como todos os que já partiram, esteja lá em cima a olhar por todos nós. Até um dia, Alexandre (a.k.a. mr_trecolareco). Suzuki GSX1300R * BMW F800R * ex-Kawasaki ZZR 1100 * ex-Honda Hornet 600 * ex-Honda CBF 125 * ex-Yamaha DT 50 LC (x2) 18-09-2018 às 12:16 (Mensagem modificada pela última vez: 18-09-2018 às 12:20 por carlos-kb.) Convivo "internauticamente" com o Alex, desde os tempos do extinto Motonline. Era presença habitual na Roca aos domingos e embora não tendo participado muito em passeios de grupo, lembro-me pelo menos de em duas ocasiões ele ter marcado presença, em voltinhas ao Bombarral e Montejunto. No "mundo real", era uma pessoa conhecedora, experiente, que andava de moto há muitos anos e tinha um curriculum bastante preenchido. Daí que ao não haver grandes indícios em relação ao acidente, mais questões se levantam. A ideia dele era trocar em breve a Super Duke por algo que lhe permitisse cumprir uma das suas maiores ambições, que programou para 2019... a ida do Cabo da Roca ao Cabo Norte. E ironia, não foi muito longe desse local que ele tanto gostava, Cabo da Roca, aonde partiu a fazer das coisas que certamente mais gostava. Trecolareco... até um dia destes! |