A portuguesa maior.... PR7 660
#1

É nacional.... e embora o velho slogan diga que "o que é nacional é bom", não vou dizer que é boa, simplesmente porque não sei!
De qualquer forma, é a moto "maior" saída de uma linha de produção nacional (*). E isso é digno de registo.

Esta nova AJP PR7 660, apresentada na Intermot 2014, é pois nitidamente uma endurista decalcada do conceito das Honda CRF450 Rally ou de uma KTM Rally 450, recorrendo ao motor da Teneré / XT 660.

Para além de figurar (ainda) como protótipo, é um tipo de moto em que não existe uma procura muito grande, pelo que nem sequer está catalogada, inserindo-se num nicho de mercado muito específico e restrito. Será que no entanto teremos aqui uma base, para que se venham a ver, nos "entretantos", máquinas nacionais a correrem em provas maratonistas mundiais, ao mais belo estilo "dakariano"?


(*) a título de curiosidade, a velha Nacional SMC há décadas (desde meados da década de 30) figurava como a moto de maior cilindrada (500cc) "made in portugal", apesar de terem sido produzidas poucas unidades. Hoje em dia estão praticamente desapareceidas, e pensa-se que existem apenas dois exemplares ainda no "activo", uma delas em Sintra, e a outra, propriedade do cineasta Manoel de Oliveira.

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PR7 Protótipo

[Imagem: pr7_splash.jpg]

O posicionamento da PR7 face à concorrência pretende explorar um nicho de mercado que a AJP julga existir e não tem, para já, propostas perfeitamente alinhadas com o seu novo modelo.

Consciente da evolução significativa que o segmento das trail tem vindo a registar nos últimos anos, cotando-se como um dos mais dinâmicos a nível internacional não só em termos de lançamento de novos produtos mas também pelo crescimento das vendas, a AJP definiu como prioritário o desenvolvimento de uma moto que permita reunir o melhor de dois mundos, proporcionando aos amantes das viagens e da aventura uma alternativa que recupera todo o ADN e ‘know-how’ da marca no todo o terreno, assegurando assim uma elevada capacidade na pilotagem fora de estrada, mas também conforto e versatilidade. Para isso, a AJP PR7 conta com uma estrutura assente na nova geração do quadro híbrido em alumínio e aço, agora mais compacto, leve e capaz de assegurar superiores níveis de rigidez, exibindo uma distância entre eixos de 1532mm, 300mm de distância ao solo e um ângulo de 26,5 graus na coluna de direcção. A suspensão traseira é dominada por outro dos traços distintivos da marca, o soberbo braço oscilante em alumínio fundido e polido, que acciona um amortecedor Ohlins totalmente ajustável, com reservatório de gás separado, através de um sistema progressivo que assegura um curso de 280mm à roda. Na frente, uma bem dimensionada forquilha invertida Marzocchi equipada com bainhas de 48mm de diâmetro permite 300mm de curso e, tal como no trem traseiro, possui total capacidade de afinação.

O conjunto ciclístico é composto ainda por um disco Galfer de perímetro recortado com 300mm de diâmetro, assistido por uma pinça de dois êmbolos, complementado na roda posterior por um rotor com 240mm.

O peso previsto para a PR7 é inferior a 155kg (a seco) e as suas dimensões compactas são justificadas pela manutenção de outro dos traços fundamentais da engenharia da marca, a colocação posterior do reservatório de combustível, capaz de albergar 17lt do precioso líquido e assim assegurar uma autonomia considerável, sendo o enchimento efectuado através de um tampão colocado debaixo do assento (930mm de distância ao solo).

As rodas apresentam as dimensões típicas de uma moto deste segmento (pneus 90/90-21 e 140/80- 18, respectivamente à frente e atrás) e são construídas com material de primeira qualidade ao nível dos cubos, raios e aros, para poderem enfrentar os mais difíceis trilhos sem reservas.

O motor escolhido para animar esta máquina é o comprovado monocilíndrico a quatro tempos produzido pela Minarelli, com 659,7cc, refrigeração líquida e injecção de combustível (corpo Mikuni com 44mm de diâmetro), debitando uma potência máxima de 48cv às 6000rpm e um binário de 58Nm a 5500rpm. Este propulsor é reconhecido pela sua suavidade e capacidade de resposta desde os regimes mais baixos, mas também por elevados níveis de fiabilidade, garantindo à AJP uma excelente base de trabalho junto de uma clientela exigente que certamente irá tirar todo o partido da PR7.


[Imagem: 1052573_768380833203402_9064027746927899...db2f03.jpg]

[Imagem: ajp-pr7-concept_01.jpg]

fonte: http://www.ajpmotos.pt/

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#2

Será assim tão complicado contratar um designer?
disapointed
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#3

Que raio se passou ali naquela frente!!! disapointed
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#4

(29-12-2014 às 18:51)luisnogueira Escreveu:  Que raio se passou ali naquela frente!!!  disapointed

[Imagem: la-nuova-honda-crf540-per-la-dakar-27345.jpg]

[Imagem: 2014-ktm-450-rally-replica-available-1.jpg]

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#5

O facto de a honda e a KTM terem solução semelhante não o torna mais bonito(digo eu)!!!
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#6

(29-12-2014 às 18:48)dfelix Escreveu:  Será assim tão complicado contratar um designer?
disapointed

mesmo a sério…é daqueles casos em que mais valia não copiar as referências….
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#7

Estas motas de " Dakar " não são feitas para serem lindas, são feitas para serem eficazes e fiáveis.

Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda ( baseada numa CRF 450 de motocross ), a adaptação daquele frontal para o Road Book, GPS, telemetrias etc ) está tão bem feita como em qualquer outra marca / mota que corre no Dakar .

Os formato dos plásticos da AJP estão ao nível da concorrência, não sejam mauzinhos com ela.

Há 1 ano atrás vi a nova AJP 250 de Enduro com motor refrigerado a água na FIL e gostei imenso da mota, ao nível de acabamentos, plásticos, cubos, aros etc, esta 700 parece-me que segue a mesma linha.

O salto qualitativo da AJP foi bastante grande comparativamente à gama anterior ( motores refrigerados a ar ), fico muito contente e espero que continuem a evoluir.

O motor desta 700 é basicamente o motor da XTX 660 / Raptor 660 ATV, é fiável e bom para o propósito "Dakar".
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#8

É de louvar o trabalho da AJP, não deve ser fácil estar neste mercado global.

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#9

(02-01-2015 às 12:07)BroLy Escreveu:  Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda...

Não é que as outras também estejam bonitas... lol

A questão é...
As outras estão feitas para esse fim. Será que a da AJP está?

Fico com a sensação que é um produto inspirado nesse nicho pouco representativo do mercado e não propriamente algo vocacionado para o efeito.
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#10

(02-01-2015 às 12:07)BroLy Escreveu:  Estas motas de " Dakar " não são feitas para serem lindas, são feitas para serem eficazes e fiáveis.

Por outro lado, não me parece que a AJP 700 esteja feia, como se pode ver pela Honda ( baseada numa CRF 450 de motocross ), a adaptação daquele frontal para o Road Book, GPS, telemetrias etc ) está tão bem feita como em qualquer outra marca / mota que corre no Dakar .

100% de acordo  thumbsup

E ainda, como lá cantava o António Variações nos idos de 84 embora não propriamente sobre este tema  lol, cabe aqui que nem uma luva:

Citar:Quem feio ama
Bonito lhe parece
Quem bonito tem não sabe
Se lhe pertence.
Quem feio ama
Gosta de ter confiança
Porque a beleza
Nem sempre deu muita
Segurança.


blink

[Imagem: wrong-bike.jpg]
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