(18-11-2019 às 10:00)marco.clara Escreveu: Mas não considero que ter trocos no bolso seja o mesmo ou sequer equivalente a ter um meio de pagamento que me obriga a dispender uma quantia significativa de dinheiro na aquisição de um dispositivo móvel e de serviço de comunicações, que lhe dê suporte.
Marco, o que para mim é ilegítimo, independentemente do custo ou facilidade para adquirir um aparelho para usar o método de pagamento electrónico, é em alternativa, teres a obrigatoriedade de possuir trocos na carteira... ainda mais quando o único método de pagamento físico é por moedas. E já nem falo da falibilidade do sistema de pagamento por app (basta ler as criticas dos utilizadores nas respectivas "stores").
Em relação a pagamentos físicos, basta pensar que os levantamentos de dinheiro em caixas automáticas são sempre em notas (a não ser que vás a um balcão de um banco e peças especificamente moedas). Depois ninguém é obrigado a ter moedas, ainda mais na quantia certa para o tempo pretendido para estacionamento (os parquímetros não dão troco dos valores pretendidos e nem sequer creditam o utilizador do tempo efectivamente não utilizado). E não podes sequer alegar o não teres moedas, como motivo para o não pagamento, porque és multado na mesma. Quantas vezes já não tive de andar à procura de trocados ou ter de entrar num café e consumir algo, para poder ter trocos para usar no parquímetro? Ou ter de dispender uma moeda de 2 euros para pagar 15 minutos de estacionamento efectivo? Imagino o lucro que a EMEL (e congéneres, em outras cidades) não terão, sobre as cobranças de tempo a mais não usado efectivamente.
Seja de uma forma ou de outra, para além de extremamente limitativo, é altamente abusador pela obrigatoriedade que impõe ao utilizador.
(18-11-2019 às 10:00)marco.clara Escreveu: Também podemos ver o exemplo das portagens, em que até hoje não foi imposta a obrigatoriedade do uso da via verde.
Mas nas portagens, mesmo que não adiras à Via Verde, para além de pagares só o que efectivamente utilizas, podes pagar com cartão bancário, e se optares por fazê-lo em dinheiro, podes fazê-lo com notas ou moedas, não te obrigam a quantias certas e recebes troco. É um pouco diferente da política de pagamento em dinheiro que os parquímetros impõem. Imagina teres de pagar Portagem de Alverca a Santarém (por exemplo) quando só queres usar o troço até Vila Franca, só porque não tens um valor em dinheiro menor e não te fornecem troco?
(18-11-2019 às 10:43)dmanteigas Escreveu: Até me admira como é que não tenho que registar e pagar imposto pelo numero de cagalhões que deixo na sanita...
Já existe e paga-se na conta da água. Chama-se de Taxa de Saneamento Básico!
A não ser que ainda cagues no quintal... ou tenhas uma fossa séptica (que já é ilegal em áreas cobertas por redes de saneamento e dá uma bela coima).