(25-01-2019 às 00:11)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Não vamos comparar! 
A Tracer é uma mota porreira dentro do segmento/preço em que se insere, com os defeitos do segmento em que se insere... E as suspensões costumam ser sempre um dos pontos onde mais se poupa... Mas também não é o mais complicado de resolver.
Michel, não é uma questão unicamente de poupar na suspensão. O principal problema esta no tipo de suspensão utilizada e não tanto na sua qualidade. Estas motas de calças arregaçadas "vendem" a ideia de ser um faz tudo, que anda em estrada, que podes levar para fora dela e que são confortáveis, daí que grande parte dos construtores opte por molas mais moles em detrimento de molas mais desportivas. A Multistrada custa mais de 20000€ e há proprietários com queixas de instabilidade a alta velocidade. As GS (a 850 e a 1250, apesar de estes terem bem explicito que são adventure) também são motas que a alta velocidade não têm a estabilidade de uma qualquer super desportiva. Tu na Versys deves ter sentido o mesmo relativamente à dureza da mola e por isso colocaste hyperpro.
No caso da Tracer é particularmente non-sense porque a mota está incluida na categoria "Sport Tourer" logo era esperado que todo o equipamente da mota fosse "Sport Tourer". E se a suspensão dianteira tem um comportamento muito bom com estas molas Kayaba, a traseira (apesar de ser bastante confortável) continua a ser demasiado mole para um motor que é bastante desportivo. Basta comparar o sag com uma qualquer outra Sport Tourer "original". Colocar uma mola mais rija, mesmo que em consequência se perdesse algum conforto e versatilidade (porque na prática quase ninguém mete estas motas na terra) ganhava em estabilidade a alta velocidade, apesar de que quem compra uma mota destas certamente não tem por objetivo ir para a autoestrada picar-se com as superdesportivas. É uma questão de dureza da mola, não da sua qualidade (pelo menos nos modelos atuais).
Liquid Fire Escreveu:Nao te arrependas da compra, eu ja disse e repito, eu proprio ponderei ccomprar uma, é uma mota muito bem equipada pelo preço, bonita, e um horse of all trades, faz tudo relativamente bem, touring, condução mais desportiva, ou dia a dia. Tenho a certeza que vais ficar satisfeito.
Isso é que era um downgrade passar da MS para a Tracer. Por curiosidade, o que te levou a abandonar a MS?
Nota: a Tracer não faz bem "dia a dia". Só se no teu dia a dia não houver trânsito. O calor do motor que facilmente sobreaquece em para arranca e a sua manobrabilidade no meio do trânsito e até o consumo não a tornam uma mota de dia a dia. Eu pelo menos se andasse no dia a dia não era com esta mota que andaria de todo.
(25-01-2019 às 09:37)Macavenco Escreveu: [ -> ] (24-01-2019 às 22:48)pareias Escreveu: [ -> ]Eu quero ver é quando der uma esticadela na Alemanha e descobrir que a Tracer 900 GT não chega aos calcanhares da fiel Biffer.... isso é que vai ser.
Vou ser empalado no altar da Igreja "Tracista".
Uma VFR800/CrossRunner por exemplo, nunca compraria. Aí dou razão ao Manteigas. Nem qualidade nem animação.
A CrossTourer é mais parecida em divertimento com esta Tracer, mas tem um binário mais agradável e uma qualidade muito superior.
Porque é que não comprei a CrossTourer 1200? Simples: fez consumos loucos quando andei com ela. E chegaram a descontá-la ao ponto de custar menos do que me vai custar a GT agora...(quer acreditem quer não, é verdade).
Epá, a parte assinalada acho muito estranha, muito mesmo.
Duvido mesmo que a Honda sequer tenha alguma coisa do género da 900 da Yamaha.
Essa parte assinalada denota uma profundo desconhecimento de todo e qualquer aspecto técnico e dinâmico (exceptuando a pintura, claro está) dos modelos já referidos neste tópico.
Só o referir que a CrossRunner não está no mesmo segmento da Tracer já é uma calinada de todo tamanho...
(25-01-2019 às 09:58)LoneRider Escreveu: [ -> ] (25-01-2019 às 09:37)Macavenco Escreveu: [ -> ] (24-01-2019 às 22:48)pareias Escreveu: [ -> ]Eu quero ver é quando der uma esticadela na Alemanha e descobrir que a Tracer 900 GT não chega aos calcanhares da fiel Biffer.... isso é que vai ser.
Vou ser empalado no altar da Igreja "Tracista".
Uma VFR800/CrossRunner por exemplo, nunca compraria. Aí dou razão ao Manteigas. Nem qualidade nem animação.
A CrossTourer é mais parecida em divertimento com esta Tracer, mas tem um binário mais agradável e uma qualidade muito superior.
Porque é que não comprei a CrossTourer 1200? Simples: fez consumos loucos quando andei com ela. E chegaram a descontá-la ao ponto de custar menos do que me vai custar a GT agora...(quer acreditem quer não, é verdade).
Epá, a parte assinalada acho muito estranha, muito mesmo.
Duvido mesmo que a Honda sequer tenha alguma coisa do género da 900 da Yamaha.
Essa parte assinalada denota uma profundo desconhecimento de todo e qualquer aspecto técnico e dinâmico (exceptuando a pintura, claro está) dos modelos já referidos neste tópico.
Só o referir que a CrossRunner não está no mesmo segmento da Tracer já é uma calinada de todo tamanho...
A CrossRunner é uma concorrente da Tracer. Eu não a compraria, mas qualquer pessoa sabe que estão no mesmo segmento.
Acho é a CrossTourer melhor moto e foi isso que escrevi.
Sobre conhecimentos técnicos não vou entrar por aí. Fingir que se sabe não é o mesmo que saber.
Obviamente.
A questão é que a CrossTourer não foi desenhada a pensar na Tracer, não é do mesmo segmento e está orientada a um público diferente.
Não é porque esse público seja diferente que a VFR1200X seja melhor que a Tracer.
É porque em termos dinâmicos não é difícil fazer uma mota mais equilibrada que a Tracer.
(25-01-2019 às 10:32)LoneRider Escreveu: [ -> ]Obviamente.
A questão é que a CrossTourer não foi desenhada a pensar na Tracer, não é do mesmo segmento e está orientada a um público diferente.
Não é porque esse público seja diferente que a VFR1200X seja melhor que a Tracer.
É porque em termos dinâmicos não é difícil fazer uma mota mais equilibrada que a Tracer.
Vamos ver. Sei perfeitamente que a tua VFR1200, por exemplo, está noutro patamar. Mas custava 16.7k antes de despesas e esta custa 12.4k já com despesas.
A Tracer GT tem várias melhorias em relação aos modelos antecedentes. Mais de 1.5 m de entre-eixos (ao contrário do que aqui foi escrito
é mais do que a Z1000SX e do que a Biffer), suspensão traseira ajustável, suspensão frontal melhorada (a Yamaha usa a cor "ouro" para distinguir) entre outros aspectos.
(24-01-2019 às 19:28)vindaloo Escreveu: [ -> ]O problema dessa mota é e sempre foi a geometria.
A MT09 é curta entre eixos, o que confere a ilusão de que anda muito. Dá agilidade à mota, e a frente torna-se leve. Depois a malta pensa que é o motor que é muito raivoso, mas na verdade até nem é grande coisa. Essa sensação é só uma consequência de um desiqulibrio muito pertinente de massas que acontece a essa mota sempre que não está parada.
Mas se a MT09 já é má, a coisa ainda piora muito quando lhe levantam a frente com curso de suspensão e lhe põem uns plásicos de lado e lhe chamam tracer. O que acontece é a frente da mota andar permanentemente com pouco apoio na frente e uma reacção completamente desenquadrada da suspensão frontal com a traseira. Ainda está a frente aos saltinhos, já a traseira fez o que tem a fazer (mal).
O que sucede é esse desiquilibrio ser induzido na traseira da mota e dá aquele efeito wobble que tanta gente se queixa. Que é a mota ganhar vida própria e ficar ao acaso o desfecho de uma queda ou não.
Se em alcatrão super fofinho e com montes de aderência este factor é diminuído e há relatos de malta a 225 e a fazer piretes, se fores a circular rápido e meteres a roda da frente num buraco ou ondulação de estrada (IC, IP por aí fora) a mota vai reagir perigosamente.
Ao contrário de uma kawasaki por exemplo a Z1000SX que também deriva de um conceito naked, o trabalho de adaptação foi muito bem feito. A mota quando trava carrega a frente sempre com estabilidade, quando se larga travão está sempre neutra e composta, e quando se acelera passa essa genica para trás. Este é o comportamento adequado de uma mota, e que a alguns dá a sensação de não ser raivosa mas na prática e na estrada acaba por ser sempre mais rápida (=kit de unhas) e sobretudo mais segura para o condutor e pendura.
Desejo-te boa sorte com o pudi...er.. mota! Vais precisar!
Eu gostaria muito de acreditar no que vocês escrevem, porque aceito sempre à partida o que me transmitem.
Por isso fui procurar esse problema da distância entre eixos e encontrei isto na Wikipedia:
Afirmas que é "Curta entre eixos":
1) Z1000SX:
1450 mm wheelbase
2) Tracer 900 GT:
1501 mm wheelbase
3) CBF 1000 F mk2:
1495 mm wheelbase (a mk1 tinha 1480)
Temos todos de fazer um esforço para aumentarmos a qualidade do que se escreve. As suspensões também não são iguais. Nem entre a Tracer 900 e a Tracer 900 GT são iguais.
(25-01-2019 às 10:42)pareias Escreveu: [ -> ], suspensão frontal melhorada (a Yamaha usa a cor "ouro" para distinguir) entre outros aspectos.
Esta cor?
Olho para ela e parece-me igual a tantas outras...
(25-01-2019 às 10:48)pareias Escreveu: [ -> ]Por isso fui procurar esse problema da distância entre eixos e encontrei isto na Wikipedia:
A wikipédia é definitivamente o melhor sítio para procurar a informação mais fidedigna.
Eu sou sincero que percebo muito pouco da coisa. Mas diria que a distância entre eixos por si só não será explicação. Parece-me que será um dos factores que conjugado com outros pode ter influência com outros, senão vejamos...
As três motos que aí colocas, Z1000SX, Tracer 900 e CBF1000. Qualquer uma delas com uma distância ao solo diferente das outras também, com um centro de gravidade diferente entre elas. E parece-me que tudo isso tem influência na estabilidade da mota(ou de qualquer outro veículo).
Luis pá...
Tu andas a lamber a coisa!

Até o vidro frontal altera a coisa.
Na minha Cbf1000 MK1, troquei o vidro original por um da Givi um pouco maior.
Fiquei com mais conforto, mas a altas velocidades existe sempre um pouco mais de trepidação e a frente fica mais leve.
Mas na realidade são poucas as vezes que ando a essas velocidades por isso aceito de bom grado essa diferença.
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