27-01-2018 às 14:10
Boas...
Depois de ter estado indisponível por uns tempos na rede de concessionários da marca hortícola, e por indicação do Luís Nogueira, que me contactou a dar indicação que a Speedmaster em S. Domingos de Rana tinha uma unidade disponível, finalmente lá marquei a realização do Test Drive a uma das assumidas sport-tourers da actualidade, ainda em mercado.
Renovada e retocada em 2017, a Z1000SX é um modelo do qual nutria uma grande curiosidade em experimentar... e que doutras vezes, mesmo quando andei a recolher propostas de valores, precisamente, pelo facto de não haverem unidades para teste, acabei por não considerar tão fortemente.
Marcação combinada, lá estava eu à porta da Speedmaster, para a experimentar. Rapidamente e sem nenhuma "burocracia" normalmente associada (assinatura de Termos de responsabilidade, etc.), a única indicação que me foi dada... "Não precisa de nenhuma explicação, certo? Sabe como isto é... a 1ª para baixo e as outras todas para cima!"
Ainda estava a colocar o capacete e vejo aparecer o Luís Nogueira na sua Versys. Apenas meio dedo de conversa, porque a alface estava já ali a fumegar, e eu preparado e ávido para sair.
A unidade testada foi assim a SX Tourer, ou seja a variante já preparada para viajar e que traz as side bags já de origem. O pára-brisas (enorme) a mandar já para uma verdadeira marquise, também é ajustável manualmente.
Um boa e completa instrumentação, tanto que inicialmente temos de passar bem os olhos por ali para ver nos familiarizarmos como e aonde estão as diversas informações.
Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.
Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. Ainda que algumas arestas, vincos e a frente afilada obrigue a algum esforço de habituação. Andei com a versão verde/negra, havendo ainda uma variante cromática totalmente cinza/negra e uma laranja/negra.
Os dois escapes a lembrarem megafones, um de cada lado, também ao vivo resultam melhor e mais enquadrados do que aparentam "no papel".
No geral, a moto é pequena e curta, frente afilada e traseira reduzida, com o encaixe das malas a enquadrarem-se nas pegas laterais. Tem detalhes interessantes e denota uma muito boa qualidade de construção, coisa que vindo da marca hortícola, outra coisa não seria de se esperar.
Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.
Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.
Motor a trabalhar e um bonito e audível som (mesmo com os escapes de origem), com o típico trabalhar de um inline 4... que depois de arrancarmos, notamos que sobe de rotação com relativa facilidade, contrariando a ideia inicial de ser algo pontudo, se pensarmos a origem inicial do mesmo (ZX10R). Surpreendentemente doseável e progressivo, o interessante é que nas primeiras dezenas de metros já vamos em sexta, e pelo seu rugir, dá a sensação de iremos a regimes bem mais elevados, sensação prontamente desmentida pelo taquímetro (às 4 mil em 6ª, já vai a berrar, parecendo que vai às 6 ou 7 mil).
Sinceramente, e pelo que se diz, tinha ideia de um motor bem mais explosivo e do tipo ON/OFF... coisa mais errada! A mota torna-se assim facilmente doseável e conduzível em baixos regimes, óptimo também para rolar em ambientes urbanos.
Apanhando um pouco mais de estrada "aberta", rodamos o punho e aí vemos que ela, empurrando de modo progressivo, rápido e sem grandes sobressaltos, mostra a outra outra faceta, rolando veloz e solta. A marca declara 142cv.
Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.
Achei peculiar a "mariquice" da indicação "eco" no painel, que pisca para nos alertar a fazer uma condução mais eficiente e económica... mas... "How" cares?
A caixa é também de um funcionamento e comportamento exemplar. Muito precisa, suave, silenciosa e com um curso do selector muito curto, fazendo com que as passagens sejam feitas naturalmente e de modo quase espontâneo. Contempla ainda embraiagem deslizante.
Em andamento e nos mais variados tipos de vias que experimentei (ruas, estrada, via rápida e auto-estrada), tem um comportamento bastante neutro, mudando com extrema facilidade de direcção / inclinação e quase se conduzindo com os olhos, sem necessidade de mexer o corpo um milímetro que seja. Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.
Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.
Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.
No geral, a moto está mesmo muito interessante, num belo conjunto para diversos propósitos. Para mim, o handicap maior é mesmo a transmissão secundáriaa a travagem que esperava um melhor comportamento.
O preço da unidade que testei, na versão tourer, já com as side bags originais à cor da mota, tank pad, suporte de GPS e os restantes features que contempla (IMU, KTRC, KIBS, ABS, KCMF, etc...), numa outra unidade marcada em exposição, estava a 15.390 euros. Face à concorrência e o que esta Z1000SX Tourer contempla, não me parece um valor muito descabido ou fora de parâmetros.
![[Imagem: 6Nfb2fV.jpg]](https://i.imgur.com/6Nfb2fV.jpg)
![[Imagem: dozMUZW.jpg]](https://i.imgur.com/dozMUZW.jpg)
![[Imagem: tkhQ5lq.jpg]](https://i.imgur.com/tkhQ5lq.jpg)
![[Imagem: hTqEpU9.jpg]](https://i.imgur.com/hTqEpU9.jpg)
![[Imagem: rLeqEnH.jpg]](https://i.imgur.com/rLeqEnH.jpg)
![[Imagem: WSjf1vG.jpg]](https://i.imgur.com/WSjf1vG.jpg)
![[Imagem: 8NVwFUH.jpg]](https://i.imgur.com/8NVwFUH.jpg)
Entretanto fiz uns vídeos que quando tiver tempo para editar, acrescento ao tópico.
Edit: Para o pessoal com dificuldades de leitura, o Officer depois faz o resumo.
Depois de ter estado indisponível por uns tempos na rede de concessionários da marca hortícola, e por indicação do Luís Nogueira, que me contactou a dar indicação que a Speedmaster em S. Domingos de Rana tinha uma unidade disponível, finalmente lá marquei a realização do Test Drive a uma das assumidas sport-tourers da actualidade, ainda em mercado.
Renovada e retocada em 2017, a Z1000SX é um modelo do qual nutria uma grande curiosidade em experimentar... e que doutras vezes, mesmo quando andei a recolher propostas de valores, precisamente, pelo facto de não haverem unidades para teste, acabei por não considerar tão fortemente.
Marcação combinada, lá estava eu à porta da Speedmaster, para a experimentar. Rapidamente e sem nenhuma "burocracia" normalmente associada (assinatura de Termos de responsabilidade, etc.), a única indicação que me foi dada... "Não precisa de nenhuma explicação, certo? Sabe como isto é... a 1ª para baixo e as outras todas para cima!"
Ainda estava a colocar o capacete e vejo aparecer o Luís Nogueira na sua Versys. Apenas meio dedo de conversa, porque a alface estava já ali a fumegar, e eu preparado e ávido para sair.
A unidade testada foi assim a SX Tourer, ou seja a variante já preparada para viajar e que traz as side bags já de origem. O pára-brisas (enorme) a mandar já para uma verdadeira marquise, também é ajustável manualmente.
Um boa e completa instrumentação, tanto que inicialmente temos de passar bem os olhos por ali para ver nos familiarizarmos como e aonde estão as diversas informações.
Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.
Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. Ainda que algumas arestas, vincos e a frente afilada obrigue a algum esforço de habituação. Andei com a versão verde/negra, havendo ainda uma variante cromática totalmente cinza/negra e uma laranja/negra.
Os dois escapes a lembrarem megafones, um de cada lado, também ao vivo resultam melhor e mais enquadrados do que aparentam "no papel".
No geral, a moto é pequena e curta, frente afilada e traseira reduzida, com o encaixe das malas a enquadrarem-se nas pegas laterais. Tem detalhes interessantes e denota uma muito boa qualidade de construção, coisa que vindo da marca hortícola, outra coisa não seria de se esperar.
Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.
Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.
Motor a trabalhar e um bonito e audível som (mesmo com os escapes de origem), com o típico trabalhar de um inline 4... que depois de arrancarmos, notamos que sobe de rotação com relativa facilidade, contrariando a ideia inicial de ser algo pontudo, se pensarmos a origem inicial do mesmo (ZX10R). Surpreendentemente doseável e progressivo, o interessante é que nas primeiras dezenas de metros já vamos em sexta, e pelo seu rugir, dá a sensação de iremos a regimes bem mais elevados, sensação prontamente desmentida pelo taquímetro (às 4 mil em 6ª, já vai a berrar, parecendo que vai às 6 ou 7 mil).
Sinceramente, e pelo que se diz, tinha ideia de um motor bem mais explosivo e do tipo ON/OFF... coisa mais errada! A mota torna-se assim facilmente doseável e conduzível em baixos regimes, óptimo também para rolar em ambientes urbanos.
Apanhando um pouco mais de estrada "aberta", rodamos o punho e aí vemos que ela, empurrando de modo progressivo, rápido e sem grandes sobressaltos, mostra a outra outra faceta, rolando veloz e solta. A marca declara 142cv.
Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.
Achei peculiar a "mariquice" da indicação "eco" no painel, que pisca para nos alertar a fazer uma condução mais eficiente e económica... mas... "How" cares?
A caixa é também de um funcionamento e comportamento exemplar. Muito precisa, suave, silenciosa e com um curso do selector muito curto, fazendo com que as passagens sejam feitas naturalmente e de modo quase espontâneo. Contempla ainda embraiagem deslizante.
Em andamento e nos mais variados tipos de vias que experimentei (ruas, estrada, via rápida e auto-estrada), tem um comportamento bastante neutro, mudando com extrema facilidade de direcção / inclinação e quase se conduzindo com os olhos, sem necessidade de mexer o corpo um milímetro que seja. Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.
Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.
Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.
No geral, a moto está mesmo muito interessante, num belo conjunto para diversos propósitos. Para mim, o handicap maior é mesmo a transmissão secundáriaa a travagem que esperava um melhor comportamento.
O preço da unidade que testei, na versão tourer, já com as side bags originais à cor da mota, tank pad, suporte de GPS e os restantes features que contempla (IMU, KTRC, KIBS, ABS, KCMF, etc...), numa outra unidade marcada em exposição, estava a 15.390 euros. Face à concorrência e o que esta Z1000SX Tourer contempla, não me parece um valor muito descabido ou fora de parâmetros.
![[Imagem: 6Nfb2fV.jpg]](https://i.imgur.com/6Nfb2fV.jpg)
![[Imagem: dozMUZW.jpg]](https://i.imgur.com/dozMUZW.jpg)
![[Imagem: tkhQ5lq.jpg]](https://i.imgur.com/tkhQ5lq.jpg)
![[Imagem: hTqEpU9.jpg]](https://i.imgur.com/hTqEpU9.jpg)
![[Imagem: rLeqEnH.jpg]](https://i.imgur.com/rLeqEnH.jpg)
![[Imagem: WSjf1vG.jpg]](https://i.imgur.com/WSjf1vG.jpg)
![[Imagem: 8NVwFUH.jpg]](https://i.imgur.com/8NVwFUH.jpg)
Entretanto fiz uns vídeos que quando tiver tempo para editar, acrescento ao tópico.
Edit: Para o pessoal com dificuldades de leitura, o Officer depois faz o resumo.

). 