Review Z1000SX - Test Drive
#1

Boas...

Depois de ter estado indisponível por uns tempos na rede de concessionários da marca hortícola, e por indicação do Luís Nogueira, que me contactou a dar indicação que a Speedmaster em S. Domingos de Rana tinha uma unidade disponível, finalmente lá marquei a realização do Test Drive a uma das assumidas sport-tourers da actualidade, ainda em mercado.

Renovada e retocada em 2017, a Z1000SX é um modelo do qual nutria uma grande curiosidade em experimentar... e que doutras vezes, mesmo quando andei a recolher propostas de valores, precisamente, pelo facto de não haverem unidades para teste, acabei por não considerar tão fortemente.

Marcação combinada, lá estava eu à porta da Speedmaster, para a experimentar. Rapidamente e sem nenhuma "burocracia" normalmente associada (assinatura de Termos de responsabilidade, etc.), a única indicação que me foi dada... "Não precisa de nenhuma explicação, certo? Sabe como isto é... a 1ª para baixo e as outras todas para cima!"

Ainda estava a colocar o capacete e vejo aparecer o Luís Nogueira na sua Versys. Apenas meio dedo de conversa, porque a alface estava já ali a fumegar, e eu preparado e ávido para sair.

A unidade testada foi assim a SX Tourer, ou seja a variante já preparada para viajar e que traz as side bags já de origem. O pára-brisas (enorme) a mandar já para uma verdadeira marquise, também é ajustável manualmente.
Um boa e completa instrumentação, tanto que inicialmente temos de passar bem os olhos por ali para ver nos familiarizarmos como e aonde estão as diversas informações.
Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.

Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. Ainda que algumas arestas, vincos e a frente afilada obrigue a algum esforço de habituação. Andei com a versão verde/negra, havendo ainda uma variante cromática totalmente cinza/negra e uma laranja/negra.

Os dois escapes a lembrarem megafones, um de cada lado, também ao vivo resultam melhor e mais enquadrados do que aparentam "no papel".

No geral, a moto é pequena e curta, frente afilada e traseira reduzida, com o encaixe das malas a enquadrarem-se nas pegas laterais. Tem detalhes interessantes e denota uma muito boa qualidade de construção, coisa que vindo da marca hortícola, outra coisa não seria de se esperar.

Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.

Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.

Motor a trabalhar e um bonito e audível som (mesmo com os escapes de origem), com o típico trabalhar de um inline 4... que depois de arrancarmos, notamos que sobe de rotação com relativa facilidade, contrariando a ideia inicial de ser algo pontudo, se pensarmos a origem inicial do mesmo (ZX10R). Surpreendentemente doseável e progressivo,  o interessante é que nas primeiras dezenas de metros já vamos em sexta, e pelo seu rugir, dá a sensação de iremos a regimes bem mais elevados, sensação prontamente desmentida pelo taquímetro (às 4 mil em 6ª, já vai a berrar, parecendo que vai às 6 ou 7 mil).
Sinceramente, e pelo que se diz, tinha ideia de um motor bem mais explosivo e do tipo ON/OFF... coisa mais errada! A mota torna-se assim facilmente doseável e conduzível em baixos regimes, óptimo também para rolar em ambientes urbanos.

Apanhando um pouco mais de estrada "aberta", rodamos o punho e aí vemos que ela, empurrando de modo progressivo, rápido e sem grandes sobressaltos, mostra a outra outra faceta, rolando veloz e solta. A marca declara 142cv.

Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.

Achei peculiar a "mariquice" da indicação "eco" no painel, que pisca para nos alertar a fazer uma condução mais eficiente e económica... mas... "How" cares?

A caixa é também de um funcionamento e comportamento exemplar. Muito precisa, suave, silenciosa e com um curso do selector muito curto, fazendo com que as passagens sejam feitas naturalmente e de modo quase espontâneo. Contempla ainda embraiagem deslizante.

Em andamento e nos mais variados tipos de vias que experimentei (ruas, estrada, via rápida e auto-estrada), tem um comportamento bastante neutro, mudando com extrema facilidade de direcção / inclinação e quase se conduzindo com os olhos, sem necessidade de mexer o corpo um milímetro que seja. Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.

Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.

Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.

No geral, a moto está mesmo muito interessante, num belo conjunto para diversos propósitos. Para mim, o handicap maior é mesmo a transmissão secundáriaa a travagem que esperava um melhor comportamento.

O preço da unidade que testei, na versão tourer, já com as side bags originais à cor da mota, tank pad, suporte de GPS e os restantes features que contempla (IMU, KTRC, KIBS, ABS, KCMF, etc...), numa outra unidade marcada em exposição, estava a 15.390 euros. Face à concorrência e o que esta Z1000SX Tourer contempla, não me parece um valor muito descabido ou fora de parâmetros.

[Imagem: 6Nfb2fV.jpg]

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[Imagem: 8NVwFUH.jpg]

Entretanto fiz uns vídeos que quando tiver tempo para editar, acrescento ao tópico.

Edit: Para o pessoal com dificuldades de leitura, o Officer depois faz o resumo.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#2

Também tenho alguma curiosidade de testar a mota, mas não me apeteceu ir à SpeedMaster.

A curiosidade além de gostar bastante da mota (mas não se encaixa tão bem comigo infelizmente), é perceber as diferenças no comportamento do motor em relação à Versys, pois o motor é o mesmo, tendo alterações e afinações distintas.

Nota: O motor é derivado do antigo motor da ZX9R e não da ZX10 R, o que é uma pena, poderia ter mais potência.

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#3

Boas;
PH#da-se que a moto está feia como cornos!! nausea
Deixem-na estar com um ecran baixinho e cortem-lhe os escapes.
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#4

(27-01-2018 às 15:34)michelfpinto Escreveu:  (mas não se encaixa tão bem comigo infelizmente)

Pois! Acredito que para os teus parâmetros "non-standard", seja complicado, visto que para a minha ergonomia a mota está praticamente "au point" (e nem te estou a chamar gordo ou desmesurado devil ).
Igualmente conhecendo o tipo de uso touring que dás à moto, e a maioria das vezes sempre acompanhado, acredita que igualmente para a Eli, esta moto seria algo fastidiosa.

(27-01-2018 às 15:34)michelfpinto Escreveu:  Nota: O motor é derivado do antigo motor da ZX9R e não da ZX10 R, o que é uma pena, poderia ter mais potência.

Tens razão. Deixei-me "enganar" pela cubicagem.
De qualquer modo, o que queria referir é que a ideia inicial de um motor pontudo, por norma associado a uma desportiva, como seja qualquer uma dessas duas, é atenuado nesta Z. O motor e admissão foram bem "trabalhados" que a mota mexe-se até bastante bem em baixas, e mais curioso ainda, de forma gradual e em crescendo, sem os típicos poços seguidos de explosividade, típicos das desportivas. Aliás, era também essa a ideia que tinha inclusivé desta Z1000SX, transparecida pelo que ouvia dizer dela, e que se veio a revelar oposta.

(27-01-2018 às 21:42)Johnny_1056 Escreveu:  PH#da-se que a moto está feia como cornos!! nausea
Deixem-na estar com um ecran baixinho e cortem-lhe os escapes.

É um facto que as actuais Kawasakis são estranhas e de design controverso. Em parte concordo... mas esta (dado que até não é fácil ver uma nas nossas estradas), é daquelas que ao vivo e a cores impõe outra presença. O mesmo em relação aos escapes.
Agora aquela "marquise" frontal, não metendo em causa a sua eficiência.... é verdade que deixa um amargo de boca neste capítulo.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#5

Claro Carlos, para saber que não era mota para mim bastou olhar para ela e a seguir sentar-me nela... Nem foi preciso a Eli se sentar... blink

Embora na Z1000SX o comportamento seja penso eu um pouco mais pontudo, na Versys quase não existe curva de binário, sendo bastante constante. O que faz com que o uso da caixa não seja tão necessário caso queiras andar numa de relaxar. blink

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#6

O para-brisas de camião e o escape "secador-de-roupa-style" metem essa moto no capitulo "ca puta de coisa mai feia". Depois, misturar sport/turismo é uma tarefa perfeitamente executável mas, neste caso, acho que não foi conseguido, seja em estética, seja em motorização.

Quanto ao resto da review... deixou-me curioso.
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#7

Depois do azar que tive com a minha R6, acho que vou optar por uma coisa que me encha as medidas, mas que não dê tanto nas vistas... Esta parece a melhor opção.

Tenho de marcar um test drive, mas gostei de a tua review.

Em relação a consumos, o que tens a dizer (se é que alguma vez olhaste para isso xD)?

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#8

(29-01-2018 às 00:29)Rivalss Escreveu:  Depois do azar que tive com a minha R6, acho que vou optar por uma coisa que me encha as medidas, mas que não dê tanto nas vistas... Esta parece a melhor opção.

Tenho de marcar um test drive, mas gostei de a tua review.

Em relação a consumos, o que tens a dizer (se é que alguma vez olhaste para isso xD)?

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Não me parece que dê menos nas vistas que uma R6 sinceramente...

Tirando que se mexe ainda mais.

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#9

(29-01-2018 às 01:10)michelfpinto Escreveu:  
(29-01-2018 às 00:29)Rivalss Escreveu:  Depois do azar que tive com a minha R6, acho que vou optar por uma coisa que me encha as medidas, mas que não dê tanto nas vistas... Esta parece a melhor opção.

Tenho de marcar um test drive, mas gostei de a tua review.

Em relação a consumos, o que tens a dizer (se é que alguma vez olhaste para isso xD)?

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Não me parece que dê menos nas vistas que uma R6 sinceramente...

Tirando que se mexe ainda mais.
O facto de não ser superdesportiva nem exótica (África Twin por exemplo) deve torná-la menos apetecível... Ou pelo menos acho eu, posso estar enganado.

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#10

Nunca fiando, nunca fiando....

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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