05-02-2019 às 13:43
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: Acaba a ser no fundo uma das marcas que lhe dá identidade e reconhece o dito conceito "neo sports café".
E não muito diferente do que por exemplo, já havia com as Vitpilen... ou até (pasme-se), com uma Leoncino.
De certa forma seguem este "trend" de usar os mínimos (em led) para criar uma espécie de... "assinatura".
Nada de novo. Estes exemplos adoptam-no é na tradicional óptica redonda.
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: Tanto que para dar um ar menos conservador, os xunings optavam por meter a célebre mica das motos de enduro, com as duas lâmpadas GU4.
O "optavam por meter" habitualmente envolvia um acidente ou roubo das peças... e quase sempre falta de dinheiro para repor o estado original.
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: A Triumph, por exemplo, talvez para se demarcar um pouco desse conservadorismo, optou por começar a usar duas ópticas redondas nas Speed triple (que depois...
A Triumph limitou-se a seguir a tendência dos mitras lá do sítio...
Embora estes destruissem predominantemente GSXR's! (que tal com a generalidade das desportivas da época, tinham duplas ópticas redondas enfiadas na carenagem)
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: Só algures por 2004 a Yamaha com a FZ6N arriscou então mudar esse formato redondo... e logo a seguir apareceu a GSR600 que também quebrava com o recurso a esse formato de óptica. A Hornet acabou a seguir por arrasto.
Sim, embora a FZ6N e GSR600 alteraram o formato mas manteve-se enquanto algo que vulgarmente chamamos de "farol" ou "farolim".
Ou seja, uma peça agarrada à forquilha. E não uma óptica encastrada numa marquise como na Z1000.
A Hornet seguiu o caminho da marquise.
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: Pode até ser "preconceito" meu... mas não consigo associar esse recurso a motores e ciclísticas recentes, a um conceito de mota que tende a ser o espelho de algo que havia num passado.
O mercado naturalmente tenta satisfazer tudo que possa ser comercialmente viável!
E por isso existe ofertas muito diferentes:
- Tens bastantes produtos genuínos que não vejo como "espelho de algo que havia num passado" mas sim uma continuidade desse algo usufruindo naturalmente do que o presente oferece.
- E tens bastantes de produtos que tentam espremer essa receita e forçosamente oferecer algo porque... há mercado para isso!
(Digo que estes são "bastantes" para não dizer que é a esmagadora maioria)
(05-02-2019 às 10:58)carlos-kb Escreveu: Mas continuo a ver nas XJR, CB1100/1300, GSX1200, etc... as verdadeiras revivalistas, seja de essência, como de aspecto.
Epá...
A CB1100 sim, é uma verdadeira revivalista.
Já as XJR na última geração (com que se despediu do mercado) não é carne nem peixe.
Pois a essência da moto desvirtou por completo para seguir as tendências do momento com os "yard builts" e cenas hipster do género.
Agora CB1300, GSX1200 e as XJR anteriores à ultima...
Estas motos são o "real deal"!
Não tentam reviver nada! Foram nakeds perfeitamente contemporâneas do seu tempo.
Aliás, a CB1300 tem uma estética bastante idêntica á Hornet que foi lançada precisamente no mesmo ano! E ambas até são bastante fieis à big one.

