12-10-2016 às 11:46
(12-10-2016 às 10:44)dfelix Escreveu: Se eu fosse um chinês endinheirado seria esta a minha estratégia.
Comprava marcas antigas falidas ou fundava novas marcas na Europa para escoar o mesmo produto com melhor credibilidade.
Um pouco como a Qianjiang faz com a Benelli.![]()
A própria Bell antes de se reerguer nestes últimos não produzia as calotas. Importava-as dum fornecedor de chinês...
É a força e poder do branding.... E sabemos na Europa como é complicado vender produtos com expressões ou acrónimos orientais, especialmente se remeteram para algo achinesado.
A Kwang Yang não vendia tanto, antes de se começar a chamar Kymco (acrónimo de Kwang Yang Motor Company).
A San Yang fez o mesmo.... criou a marca Sym, que aos olhos ocidentais, soa (e até parece) outra coisa.
A Qiangjiang, vende na Europa como Keeway ou como (a antiga italiana) Benelli.... e quem compra até se esquece que actualmente está a comprar um produto made in PRC.
Até o Pires andava todo contente por ter uma Skyteam Dax (under Honda Motor Cº. license).... porque se a mesma se chamasse de Jiangsu Sacin Dax 125, a coisa seria totalmente diferente.
Ainda hoje em dia há quem atribua a origem inglesa à Royal Enfield, derivado de ter sido instituída na India, há umas quantas décadas, pelos seus "colonizadores".... e sempre soa melhor a "marca" com o nome que tem, do que se chamar Madras Motors.
Nos capacetes, muitos que provavelmente compram a "conceituada" H.J.C., se soubessem que esta provém da Coreia do Sul, que é o acrónimo de Hong Jong Company, e que é produzida em fábricas no Vietname, Coreia e China, possivelmente torciam o nariz.
A Marushin, apesar de "japunoca", ao contrário das suas conterrâneas Arai ou Shoei (que felizmente para elas não se chamam Shoeishin ou Araishan
), remete para um vocábulo "achinesado".... e em termos de branding, a coisa resulta mal cá mais para ocidente.Um mero vocábulo pode fazer toda a diferença no (in)sucesso comercial de um produto ou marca.

