(22-04-2020 às 21:46)Nfilipe Escreveu: [ -> ]Como disse, seria algo que gostaria de meter as mãos, até porque aparecem por vezes a valores bastante reduzidos, valores esses que quase nem para uma 125cc chegam. É um desejo, agora se irá acontecer ou não, só o tempo dirá mas neste momento também nao me parece bom momento sequer para fazer qualquer tipo de negócio, até porque o valor das coisas deve descer mais cedo ou mais tarde devido a crise. E mesmo que surgisse um bom negocio, com todas as restrições de momento, uma pessoa ia para onde?! nem sequer para ir ao café servia.
Mas como tiveste a mota durante um tempo, nada melhor que perguntar a quem tem experiência com este modelo. Quanto ao conforto, ja li que é bastante confortável como já li o oposto, é certo que depende das pessoas, dos seus requisitos, altura e.t.c como também já li que ao fim de um tempo, os pulsos começam a sofrer devido a posição. Qual foi a tua experiência? Eu se comprasse a mota era mesmo para usar como uma sports tour, tiradas longas, é mais nisso que estou interessado em saber! Assim a ver, a posição não parece ser muito diferente da yamaha thundercat que tive.
Já quanto ao consumo estou um pouco surpreendido até porque no site fuelly, que é um site que tem médias feitas pelos utilizadores, a média sao 6, alias até 5 e qualquer coisa, mas até ai ja custa um pouco a crer, afinal de contas o motor da RF é derivado da GSXR 1100 , que já por si devia beber como uma mota a sério. Certo que qualquer mota bem espremida vai revelar outros consumos mas 2 dígitos?!
Meu maior receio na aquisição de um modelo deste é uma futura revenda caso nao goste ou nao me adapte, simplesmente esta como a 600 nao sao modelos vendáveis, por isso uma pessoa sabe o que quer e sabe ao que vai ou vai enterrar dinheiro e depois nunca mais a vende.
A Suzuki nunca foi uma marca cara. Depois, as RF nunca venderam muito. Por isso, é natural que , sendo uma mota com mais de 2 décadas, acabe a ter um preço de mercado pouco especulativo ou até mesmo justo. Ainda assim, seja pelo período que atravessamos, não me parece neste caso específico que hajam grande oscilações nesse valor de mercado e que o mesmo se mantenha.
Eu tive a RF900R como mota de serviço, durante grande parte do tempo em que trabalhei no extinto concessionário Honda em Alverca, a Ramsomotor, na Chasa, junto à N10 (sendo tu do Forte, de certeza que te deves recordar)... isto durante quase 3 anos. Foi uma mota de uma retoma, que chegou inclusivé durante algum tempo a ser a mota do "patrão". Eu usava-a para os mais variados fins, dentro das deslocações que tinha de fazer ao serviço do stand. Como tal, nunca fiz grandes tiradas de uma só vez (tirando uma outra viagem de média distância, incluída num ou outro evento mais longe, organizado ou representado pelo concessionário). De resto eram deslocações desde 2 ou 3 km até 50 km (por exemplo, ir de Alverca a Albarraque - sede da HMP, ir à DGV, buscar matrículas, etc.).
A RF era uma sport-tourer no melhor sentido do termo (não fosse a sua denominação a simbiose do estilo "R" - sport com o estilo "F" - touring). Uma mota com genes, concepção e motorização de desportiva, mas mais apta ergonomicamente.
Claro que na altura que andei com ela, era praticamente um "puto" na casa dos 20 anitos, pelo que a preocupação pela ergonomia e uma postura mais natural, não era propriamente um aspecto a que desse grande prevalência. Mas por exemplo, quando pegava numa Fireblade 900, numa GSXR, numa ZXR ou algo assim, notava-se bem a "diferença" da posição de condução. Mas a esta distância de tempo, não vejo a RF como menos natural que outra qualquer sport-tourer da altura, como a CBR1000F, uma GSXF1100 ou uma ZZR1100, por exemplo. Aliás, a RF 600 era precisamente uma rival muito directa e na mesma linha da Thundercat (que tiveste), da CBR600F ou da ZZR600. E da RF600 para a 900, como disse, as diferenças são ínfimas e não passam pela geometria, porque elas (pelo menos a olho nú), são exactamente iguais e mal se distinguem.
Não acredito jamais que os valores de consumo que indicas ter visto, sejam reais. Aliás, lembro-me frequentemente de meter um nota de 2 contos de gasosa para dentro daquele deposito e em pouco tempo ter de estar a rodar a torneira para o RES. Acredito sim que numa condução mais ou menos regular aquilo gaste facilmente na casa dos 6 a 7 (nunca menos que isso)... É uma mota carburada, com um motor de quase 1 litro (937cc) e do tempo em que os consumos era das últimas preocupações dos construtores. E se enrolares punho para velocidades daquelas mais proibitivas, podes crer que chega aos 2 dígitos (mesmo em motas mais actuais isso acontece). Aliás, foi a abusar com ela à grande, que tenho uma história peculiar, que contei
>>aqui<<.
Caso compres e não te adaptes, também acredito que o valor por que a possas recolocar a venda, não baixe muito do patamar actual, até porque são motas que certamente o potencial de desvalorização já é muito baixo, por mais anos que passem. E por quem está limitado em orçamento e pretende ter uma coisa mais possante, acaba a ser sempre uma possível oportunidade, ainda mais se estiver em bom estado.
Pensa que mesmo que acabes a enterrar dinheiro, nunca é um montante elevado e a diferença da perda numa venda consequente, nunca seria tão pesada como aconteceria, na mesma situação, com uma mota mais recente.