(21-10-2016 às 13:18)dfelix Escreveu: [ -> ] (21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Mas o sistema de válvulas pneumáticas tem que ver com os regimes elevados de rotação a que os motores de competição trabalham e estão sujeitos, e o que faz essencialmente é optimizar o tempo de fecho da mesma.
A Ducati usa para o mesmo fim, um outro sistema.... o desmodrómico.
Ambos são sistemas totalmente mecânicos.
E obrigado por me esclareceres quanto ao facto da Ducati usar o sistema desmodrómico. 
Não tens de quê.... temos de ser uns para os outros!
(espero que tenhas percebido o porquê de ter ido buscar o exemplo do desmo. A resposta a isso até está na ultima frase que fiz a questão de sublinhar e meter a bold no quote)
(21-10-2016 às 13:18)dfelix Escreveu: [ -> ] (21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Outra coisa é teres a electrónica a comandar sincronismos vitais de peças móveis num motor, como sejam a distribuição... em que se algo falha, as consequências são brutalmente danosas à integridade desse motor.
Pode nem ser assim tão mau:
Sendo as válvulas recolhidas por acção de molas na mesma, o mais certo é perante um erro nem serem accionadas e/ou mecanicamente recolhidas.
Logo, há a possibilidade do motor dar quantas voltas necessárias sem que as mastigue.
A possibilidade do pistão apanhar uma válvula desprevenida será por mau funcionamento do mecanismo que a acciona ou numa má leitura dos sensores.
E excluindo a baixa probabilidade de uma avaria isolada, parece não me parece dificil de detectar o desgaste, perda de eficiência ou má sincronização recorrendo à redundância e a outras leituras como actualmente já se detecta outros tipos de avaria nomeadamente dos injectores.
Mas num sistema convencional, as válvulas são igualmente recolhidas por efeito de mola.
A diferença que me quer parecer pelo vídeo, é que ao contrário do sistema já usado de fecho por efeito pneumático, neste sistema, o mesmo torna-se totalmente responsável pela abertura da válvula.
Num eventual erro de leitura dos sensores de posição ou mesmo num erro de cálculo na board, derivado de qualquer motivo (e sabemos como um impulso eletro-magnético pode ser alterado por diversos agentes ou razões), poderá eventualmente fazê-la accionar antes de tempo.
A questão é que um erro no accionamento electrónico de uma distribuição, não se resolve com um simples "reset" ou reprogramação, como acontece, por exemplo, numa admissão, especialmente quando acabámos de ficar com válvulas retorcidas, culassa danificada ou um pistão furado.
Como o outro diz, ver para crer.... se isto entretanto alguma vez vai sair da "gaveta"!
(21-10-2016 às 13:57)nelsonajm Escreveu: [ -> ]Isto vai facilitar tanto a vida aos construtores...
Oiéeee.... como tão bem dizes.... por mais marketing que façam em que refiram a minimização de inércias, simplificação do sistema, economia de combustível, incremento de binário / potência, redução de peso, blá, blá, blá, etc....
...Quem vai lucrar mesmo são eles, os construtores.... com o material que não usam, facilidade de construção e custos menores e mais controlados. E esta sim é a razão principal!
(21-10-2016 às 14:20)nunomsp Escreveu: [ -> ]A tecnologia deverá ser testada exaustivamente antes de ser aplicada.
Os problemas poderão acontecer quando os fabricantes começarem a tentar reduzir custos e introduzir componentes mais baratos...
Também concordo... o caminho acaba por ser sempre esse.... o de maior produção, com a maior contenção de material e custos.
Mas como já disse.... será que isto vai algum vez sair da gaveta?