Freevalve - o fim da árvore de cames?
#11

(21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu:  Mas o sistema de válvulas pneumáticas tem que ver com os regimes elevados de rotação a que os motores de competição trabalham e estão sujeitos, e o que faz essencialmente é optimizar o tempo de fecho da mesma.
A Ducati usa para o mesmo fim, um outro sistema.... o desmodrómico.
Ambos são sistemas totalmente mecânicos.

Só referi que este "freevalve" recorre a válvulas pneumáticas.
Só isso! Está na apresentação. (aos 0:57)

E obrigado por me esclareceres quanto ao facto da Ducati usar o sistema desmodrómico. bigsmile

(21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu:  Outra coisa é teres a electrónica a comandar sincronismos vitais de peças móveis num motor, como sejam a distribuição... em que se algo falha, as consequências são brutalmente danosas à integridade desse motor.

Pode nem ser assim tão mau:
Sendo as válvulas recolhidas por acção de molas na mesma, o mais certo é perante um erro nem serem accionadas e/ou mecanicamente recolhidas.
Logo, há a possibilidade do motor dar quantas voltas necessárias sem que as mastigue.

A possibilidade do pistão apanhar uma válvula desprevenida será por mau funcionamento do mecanismo que a acciona ou numa má leitura dos sensores.
E excluindo a baixa probabilidade de uma avaria isolada, parece não me parece dificil de detectar o desgaste, perda de eficiência ou má sincronização recorrendo à redundância e a outras leituras como actualmente já se detecta outros tipos de avaria nomeadamente dos injectores.

[Imagem: cf36f48031c61005809710145edef087.jpg]
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#12

Isto vai facilitar tanto a vida aos construtores...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#13

A tecnologia deverá ser testada exaustivamente antes de ser aplicada.

Os problemas poderão acontecer quando os fabricantes começarem a tentar reduzir custos e introduzir componentes mais baratos...

Boas curvas! 
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#14

(21-10-2016 às 12:34)nelsonajm Escreveu:  A sério.... eh pá.... não...não.... Michel... aprende comigo pá...  blink

Eu gosto de mecânica e como as coisas funcionam, embora tenha sido algo que com o tempo acabei por não estudar tanto...

Mas inevitavelmente cada vez mais os carros, motas, etc terão cada vez mais componentes eletrónicos a substituir ou a complementar os componentes mecânicos.

Agora mecanismos que possam diminuir a manutenção e que melhorem o funcionamento para mim são sempre bem vindos. No fundo misturam dois mundos que gosto bastante. blink

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#15

(21-10-2016 às 13:18)dfelix Escreveu:  
(21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu:  Mas o sistema de válvulas pneumáticas tem que ver com os regimes elevados de rotação a que os motores de competição trabalham e estão sujeitos, e o que faz essencialmente é optimizar o tempo de fecho da mesma.
A Ducati usa para o mesmo fim, um outro sistema.... o desmodrómico.
Ambos são sistemas totalmente mecânicos.

E obrigado por me esclareceres quanto ao facto da Ducati usar o sistema desmodrómico.  bigsmile

Não tens de quê.... temos de ser uns para os outros!  tong  bigsmile  devil

(espero que tenhas percebido o porquê de ter ido buscar o exemplo do desmo. A resposta a isso até está na ultima frase que  fiz a questão de sublinhar e meter a bold no quote)  blink

(21-10-2016 às 13:18)dfelix Escreveu:  
(21-10-2016 às 12:33)carlos-kb Escreveu:  Outra coisa é teres a electrónica a comandar sincronismos vitais de peças móveis num motor, como sejam a distribuição... em que se algo falha, as consequências são brutalmente danosas à integridade desse motor.

Pode nem ser assim tão mau:
Sendo as válvulas recolhidas por acção de molas na mesma, o mais certo é perante um erro nem serem accionadas e/ou mecanicamente recolhidas.
Logo, há a possibilidade do motor dar quantas voltas necessárias sem que as mastigue.

A possibilidade do pistão apanhar uma válvula desprevenida será por mau funcionamento do mecanismo que a acciona ou numa má leitura dos sensores.
E excluindo a baixa probabilidade de uma avaria isolada, parece não me parece dificil de detectar o desgaste, perda de eficiência ou má sincronização recorrendo à redundância e a outras leituras como actualmente já se detecta outros tipos de avaria nomeadamente dos injectores.

Mas num sistema convencional, as válvulas são igualmente recolhidas por efeito de mola.
A diferença que me quer parecer pelo vídeo, é que ao contrário do sistema já usado de fecho por efeito pneumático, neste sistema, o mesmo torna-se totalmente responsável pela abertura da válvula.
Num eventual erro de leitura dos sensores de posição ou mesmo num erro de cálculo na board, derivado de qualquer motivo (e sabemos como um impulso eletro-magnético pode ser alterado por diversos agentes ou razões), poderá eventualmente fazê-la accionar antes de tempo.

A questão é que um erro no accionamento electrónico de uma distribuição, não se resolve com um simples "reset" ou reprogramação, como acontece, por exemplo, numa admissão, especialmente quando acabámos de ficar com válvulas  retorcidas, culassa danificada ou um pistão furado.

Como o outro diz, ver para crer.... se isto entretanto alguma vez vai sair da "gaveta"!  smile

(21-10-2016 às 13:57)nelsonajm Escreveu:  Isto vai facilitar tanto a vida aos construtores...

Oiéeee.... como tão bem dizes.... por mais marketing que façam em que refiram a minimização de inércias, simplificação do sistema, economia de combustível, incremento de binário / potência, redução de peso, blá, blá, blá, etc....

...Quem vai lucrar mesmo são eles, os construtores.... com o material que não usam, facilidade de construção e custos menores e mais controlados. E esta sim é a razão principal!  blink

(21-10-2016 às 14:20)nunomsp Escreveu:  A tecnologia deverá ser testada exaustivamente antes de ser aplicada.

Os problemas poderão acontecer quando os fabricantes começarem a tentar reduzir custos e introduzir componentes mais baratos...

Também concordo... o caminho acaba por ser sempre esse.... o de maior produção, com a maior contenção de material e custos.

Mas como já disse.... será que isto vai algum vez sair da gaveta?

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#16

(21-10-2016 às 15:06)carlos-kb Escreveu:  (espero que tenhas percebido o porquê de ter ido buscar o exemplo do desmo. A resposta a isso até está na ultima frase que  fiz a questão de sublinhar e meter a bold no quote)  blink

Não percebi a necessidade de recorrer a exemplos. Não contestei nada do que escreveste. Só referi o tipo de tecnologia usado na válvula precisamente pelo facto de não propriamente novo.

(21-10-2016 às 15:06)carlos-kb Escreveu:  Mas num sistema convencional, as válvulas são igualmente recolhidas por efeito de mola.
A diferença que me quer parecer pelo vídeo, é que ao contrário do sistema já usado de fecho por efeito pneumático, neste sistema, o mesmo torna-se totalmente responsável pela abertura da válvula.

Exacto.
As válvulas são accionadas por acção pneumática.
As válvulas são recolhidas por mola + acção pneumática.

O curso das válvulas passa a estar mapeado electronicamente em vez de ser definido mecanicamente pelo excêntrico da came.
E isto abre um enorme leque de possibilidades.
O principio do v-tec passa a ser uma coisa "normal" e sem recorrer a elementos mecânicos.
Tal como se torna mais fácil alterar o número de cilindros em utilização.

(21-10-2016 às 15:06)carlos-kb Escreveu:  A questão é que um erro no accionamento electrónico de uma distribuição, não se resolve com um simples "reset" ou reprogramação, como acontece, por exemplo, numa admissão, especialmente quando acabámos de ficar com válvulas  retorcidas, culassa danificada ou um pistão furado.

Esse tipo de problemas são como o euromilhões.
Podem sair a alguém... e haverá sempre um contemplado algures. E esse contemplado até pode ser primo do amigo de alguém... mas mas não representa a generalidade de quem joga.


Tal como nos testes de gravidez, neste tipo de engenharia tudo é concebido para que até possa ocorrer falsos positivos mas nunca falsos negativos.

Por isso...
Uma injecção electrónica quando avaria é suposto deixar de injecta. Não acelera o gajo conta uma parede.
Um abs quando avaria deixa de activar. Não deixa o gajo sem travões.
Uma distribuição destas avariar... o mais provável será as válvulas recolherem por acção na mola... e obrigarem a chamar o reboque.




(21-10-2016 às 15:06)carlos-kb Escreveu:  Mas como já disse.... será que isto vai algum vez sair da gaveta?

Pelo menos para os clientes da Koenigsegg... deve sair.
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#17

Publiquei uma cena destas a um dia e ninguém comentou .... Mas pronto.

A parte mais interessante deste sistema e q podes teoricamente ter inumeras configurações para o comando de um motor.

O maçarico  shy
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#18

(21-10-2016 às 17:44)Shady Escreveu:  Publiquei uma cena destas a um dia e ninguém comentou .... Mas pronto.

A parte mais interessante deste sistema e q podes teoricamente ter inumeras configurações para o comando de um motor.

Eu vi o teu video camarada.

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#19

(21-10-2016 às 17:44)Shady Escreveu:  Publiquei uma cena destas a um dia e ninguém comentou .... Mas pronto.

A parte mais interessante deste sistema e q podes teoricamente ter inumeras configurações para o comando de um motor.

Também fiquei com impressão que já tinha visto algo do género, mas pesquisei por Freevalve e não obtive nenhum resultado. shy

Boas curvas! 
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#20

voces escrevem e citam pra crl!

e motores movidos energia de deslocação e solar
e a oxigenio?

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