11-10-2016 às 22:04
12-10-2016 às 01:05
O Marushin Samura do video que o Lonecoiso colocou é em fibra de vidro... embora a marca também tenha modelos em ABS.
São foleiros, com viseiras e interiores merdosos.
Mas as calotas são porreiras.
Supostamente são produzidos numa fábrica que só produz calotas que fornece a outras marcas como Marushin, Nitro e GMAC.
São foleiros, com viseiras e interiores merdosos.
Mas as calotas são porreiras.
Supostamente são produzidos numa fábrica que só produz calotas que fornece a outras marcas como Marushin, Nitro e GMAC.
12-10-2016 às 10:14
Já por umas quantas vezes postei esse vídeo do teste de impacto caseiro, mas que no fundo, por ser tão "senso comum" é elucidativo e deveras instrutivo para a problemática de comprar capacetes de baixa qualidade ou de proveniências incertas.
A questão é que esse capacete não passou quase de certeza nenhum teste de homologação. Entra numa loja chinesa ou mesmo num stand de motorizadas, e encontrarás vários capacetes à venda sem ter a etiqueta ECE.
Mas não deixam de ser vendidos, apesar de quem anda com eles, circular ilegalmente se não tiverem homologação. E são adquiridos essencialmente quando se quer gastar o mínimo possível num equipamento que apenas é usado porque a lei obriga (e consequentemente se mostrar que se usa), e não com fins específicos de protecção.
O meu irmão já teve um Marushin.... e também desconfiei por causa de ser uma marca algo desconhecida, por cá...
Mas pegando e olhando ao capacete, vi que até que estava num nível muito bom.... e depois na altura, indo pesquisar sobre a sua origem e proveniência, acabei por verificar que é uma marca japonesa até bastante conceituada, que fabrica capacetes de moto há umas largas décadas, e curiosamente, com enorme sucesso comercial em países europeus como a Alemanha e Itália.
http://reshef-tech.com/text/upload/Marus...istory.pdf
(11-10-2016 às 21:55)nunomsp Escreveu: [ -> ]Mas esse capacete (RZE) não deve conseguir passar nos testes de homologação. Pelo menos, sem batota.
A questão é que esse capacete não passou quase de certeza nenhum teste de homologação. Entra numa loja chinesa ou mesmo num stand de motorizadas, e encontrarás vários capacetes à venda sem ter a etiqueta ECE.
Mas não deixam de ser vendidos, apesar de quem anda com eles, circular ilegalmente se não tiverem homologação. E são adquiridos essencialmente quando se quer gastar o mínimo possível num equipamento que apenas é usado porque a lei obriga (e consequentemente se mostrar que se usa), e não com fins específicos de protecção.
(12-10-2016 às 01:05)dfelix Escreveu: [ -> ]O Marushin Samura do video que o Lonecoiso colocou é em fibra de vidro... embora a marca também tenha modelos em ABS.
São foleiros, com viseiras e interiores merdosos.
Mas as calotas são porreiras.
Supostamente são produzidos numa fábrica que só produz calotas que fornece a outras marcas como Marushin, Nitro e GMAC.
O meu irmão já teve um Marushin.... e também desconfiei por causa de ser uma marca algo desconhecida, por cá...
Mas pegando e olhando ao capacete, vi que até que estava num nível muito bom.... e depois na altura, indo pesquisar sobre a sua origem e proveniência, acabei por verificar que é uma marca japonesa até bastante conceituada, que fabrica capacetes de moto há umas largas décadas, e curiosamente, com enorme sucesso comercial em países europeus como a Alemanha e Itália.
http://reshef-tech.com/text/upload/Marus...istory.pdf
12-10-2016 às 10:44
(12-10-2016 às 10:14)carlos-kb Escreveu: [ -> ]...indo pesquisar sobre a sua origem e proveniência, acabei por verificar que é uma marca japonesa até bastante conceituada, que fabrica capacetes de moto há umas largas décadas, e curiosamente, com enorme sucesso comercial em países europeus como a Alemanha e Itália.
Desconheço os modelos actuais de ambos...
Mas há 10 anos atrás as calotas de fibra de vidro da Nitro, Marushin e GMAC eram exactamente iguais.
Os capacetes só se diferenciavam pelos interiores, esquemas de cor e pequenos acessórios como encaixes de viseira e entradas de ar.
E a Nitro por exemplo é identificada como uma marca inglesa...
Se eu fosse um chinês endinheirado seria esta a minha estratégia.
Comprava marcas antigas falidas ou fundava novas marcas na Europa para escoar o mesmo produto com melhor credibilidade.
Um pouco como a Qianjiang faz com a Benelli.
A própria Bell antes de se reerguer nestes últimos não produzia as calotas. Importava-as dum fornecedor de chinês...
12-10-2016 às 11:46
(12-10-2016 às 10:44)dfelix Escreveu: [ -> ]Se eu fosse um chinês endinheirado seria esta a minha estratégia.
Comprava marcas antigas falidas ou fundava novas marcas na Europa para escoar o mesmo produto com melhor credibilidade.
Um pouco como a Qianjiang faz com a Benelli.![]()
A própria Bell antes de se reerguer nestes últimos não produzia as calotas. Importava-as dum fornecedor de chinês...
É a força e poder do branding.... E sabemos na Europa como é complicado vender produtos com expressões ou acrónimos orientais, especialmente se remeteram para algo achinesado.
A Kwang Yang não vendia tanto, antes de se começar a chamar Kymco (acrónimo de Kwang Yang Motor Company).
A San Yang fez o mesmo.... criou a marca Sym, que aos olhos ocidentais, soa (e até parece) outra coisa.
A Qiangjiang, vende na Europa como Keeway ou como (a antiga italiana) Benelli.... e quem compra até se esquece que actualmente está a comprar um produto made in PRC.
Até o Pires andava todo contente por ter uma Skyteam Dax (under Honda Motor Cº. license).... porque se a mesma se chamasse de Jiangsu Sacin Dax 125, a coisa seria totalmente diferente.
Ainda hoje em dia há quem atribua a origem inglesa à Royal Enfield, derivado de ter sido instituída na India, há umas quantas décadas, pelos seus "colonizadores".... e sempre soa melhor a "marca" com o nome que tem, do que se chamar Madras Motors.
Nos capacetes, muitos que provavelmente compram a "conceituada" H.J.C., se soubessem que esta provém da Coreia do Sul, que é o acrónimo de Hong Jong Company, e que é produzida em fábricas no Vietname, Coreia e China, possivelmente torciam o nariz.
A Marushin, apesar de "japunoca", ao contrário das suas conterrâneas Arai ou Shoei (que felizmente para elas não se chamam Shoeishin ou Araishan
), remete para um vocábulo "achinesado".... e em termos de branding, a coisa resulta mal cá mais para ocidente.Um mero vocábulo pode fazer toda a diferença no (in)sucesso comercial de um produto ou marca.

12-10-2016 às 11:58
Carlos, estás a deitar os meus sonhos por terra...
Estraga famílias!
Estraga famílias!

12-10-2016 às 12:18
(12-10-2016 às 11:58)vindaloo Escreveu: [ -> ]Carlos, estás a deitar os meus sonhos por terra...![]()
![]()
Estraga famílias!
Deixa lá.... que andar com uma Bayerish Motoren Werk (que traduzido à letra para tugês designa "Fábrica de Motores Bávaros"), não é melhor... 3 siglas resultam melhor comercialmente e simplificam a coisa.
Mas uma sugestão.... se desmontares alguns componentes da tua mota, evita ler as letras pequenas estampadas nos mesmos.... isto se queres que o sonho continue a "comandar a tua vida".

12-10-2016 às 13:07
Ou então faz como eu e compra uma mota antiga o suficiente para ter um monte de peças a dizer Made in Japan. Confesso que gosto da sensação, porque hoje em dia nem o que parece é e vai dar tudo à China!
12-10-2016 às 13:41
(12-10-2016 às 12:18)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Mas uma sugestão.... se desmontares alguns componentes da tua mota, evita ler as letras pequenas estampadas nos mesmos....
Sim... desmontar um boxer e descobrir que aquilo é Gilardoni...
(12-10-2016 às 13:07)MagJet Escreveu: [ -> ]Ou então faz como eu e compra uma mota antiga o suficiente para ter um monte de peças a dizer Made in Japan.
Ou desmontar uma inglesa antiga suficiente para ter um monte de peças Lucas... the Prince of Darkness!

12-10-2016 às 14:09
Houve la em casa uma Casal 125 cujo volante magnético tinha gravado Ducati.
Mais tarde percebi porque dava tantos problemas eléctricos.....
Mais tarde percebi porque dava tantos problemas eléctricos.....