(27-07-2016 às 22:52)vindaloo Escreveu: [ -> ]Onde quero chegar? Tens 10 exemplos de motas económicas. Esse princípio compreendo. Carimbar de económica e racional uma mota com um custo aquisição sobrevalorizado em parte pela estética e alguns componentes não indispensáveis de melhor qualidade, não.
Pá... a ideia de que as desportivas 125 e 300 são "motas económicas" parece ser algo aqui do motonliners.
E num dos quotes bonitinhos atrás concordei contigo que não são "motas de poupança".
Aliás, já perdi a conta às vezes que escrevi que se fossem utilitárias, seriam anunciadas como tal.
Quando escreveste que "no Brasil não encontras estas motas" o que entendi é que não se vendiam lá.
Claro que se vendem, daí ter colocado os links.
O que não quer dizer que sejam as mais vendidas. E as razões são óbvias.
É verdade que há construtores que a partir de uma estrutura comum cuja qualidade é já por si duvidosa adicionam diferentes roupagens para criar vários produtos.
As marcas chinesas, coreanas e tailandesas são predominantes nisto.
Mas a estratégia não é a mesma de uma Yamaha ou uma Honda que tanto têm as suas "motas de poupança" como as opções mais... "premium".
(27-07-2016 às 22:52)vindaloo Escreveu: [ -> ]Ninguém comprava uma mito por ser económica ou por ser prática. Comprava-se uma mito por ser o veículo mais 'raçudo' que se podia ter com matrícula e 125cc, e claro para putos de 16 anos era o expoente máximo.
Na altura um puto de 16 anos não podia conduzir uma 125cc.
Tinha de esperar pelos 18. E aí muitas vezes ia buscar outra coisa porque a A2 abria o leque até aos 46cv.
Na altura o lado económico e prático também não era imperativo como nos dias de hoje.
Atestava-se um depósito com 500 paus.
E o motociclismo era sobretudo por lazer. Ir para o trabalho de moto para evitar a Emel não era uma necessidade.
(27-07-2016 às 22:52)vindaloo Escreveu: [ -> ]Essas cagivas deviam ter menos 2 ou 3cv que esta cbr.
Sim, embora foram sofrendo de uma gradual asfixia...
Por volta de 97 andavam nos 25cv. E as mais recentes SP525 nem podiam ser matriculadas sem limitação a 15cv...
Tinham a vantagem de serem
muito mais leves.
Mas menos binário. Menor linearidade de entrega. Menor fiabilidade. E uma necessidade de manutenção absurda.
Estas desportivas 300cc são as naturais sucessoras dessas desportivas 125 de outros tempos.
(27-07-2016 às 22:52)vindaloo Escreveu: [ -> ]Já as CBR , tens colado aqui um pouco a imagem de que estas motas servem putos de 18 anos, mas desconfio que estás enganado. O mercado alvo é outro.
Se focares exclusivamente o mercado nacional... é verdade.
Hoje em dia é muito raro encontrar um puto de 16 anos a conduzir uma moto nas nossas estradas. Até mesmo com 18!
A maioria dos "novos" motociclistas são pessoas "crescidas".
E grande parte descobriu as motos através de uma directiva europeia que chegou a Portugal com uma década de atraso.
Só que o nosso mercado é minúsculo e pouco representativo.
Não tem qualquer influencia nas decisões dos grandes construtores.
Já o resto do mundo... esse conta muito!!!
Basta atravessar a fronteira para assistir a uma realidade diferente quanto a isto das idades.
O mesmo se aplica a outros países europeus com maior tradição de motociclismo. (UK, Itália,...)
Sem esquecer os EUA.
Há o caso de países onde existem imensas limitações legais e/ou pesadas cargas fiscais sobre importações e/ou elevados encargos com seguros que afectam substancialmente as grandes cilindradas.
E em muitos destes países o mercado é tão grande, mas tão grande que mesmo as utilitárias honestas e sem travestismos vendendo milhões... estas mais "premium" não deixam de vender milhares.
Já reparaste que a maioria dos comparativos deste segmento são... indianos?
https://youtu.be/d7L8Oo3nX_s
Ao lado da malta das utilitárias honestas e sem travestismos este pessoal deve se sentir estrelas de Bollywood!
Pode fazer toda a diferença no que diz respeito a sacar uma miúda num país onde o dote ainda é tradição.
E ainda há algo que não estamos a considerar:
Globalmente existem cada vez mais mulheres motociclistas.
E a maioria definitivamente não procura grandes performances.
Por outro lado procura motos que facilmente possam conduzir. E sobretudo que sejam bonitas.
Esta campanha da Yamaha USA não é nada inocente:
https://youtu.be/PupvNU7Bk2U