Tracer 900 GT 2019, perguntas aos especialistas

(03-02-2020 às 10:28)dmanteigas Escreveu:  A Z1000SX é um resquicio de um segmento extinto que são aquelas motas que não são carne nem peixe e que obviamente deixaram de vender quando começaram a aparecer em força as Tracers, as XR, as Multistrada...

Concordo contigo em pleno com a questão de ser um segmento extinto.
Quanto ao resto, levanto sérias dúvidas.

Num passado não muito distante, eram precisamente essas motos que apelidas de "não serem carne nem peixe", que era as referências do melhor, mais potente, mais tecnológico e mais performante que as marcas tinham e apresentavam. ZZR1100 / CBR1100XX / GSXR1300 Hayabusa (entre outras) são só 3 exemplos (cada uma a seu tempo).

Depois curioso é ler também que motos inspiradas na geometria trail, mas com utilização estradista, é que afinal até já podem ser ou carne... ou peixe! É que nem foram as «Tracers, as XR ou as Multistrada», pioneiras disso... A TDM, por exemplo, figura nos catálogos da marca de pianos, desde inícios de 90, chegando a estar anos depois, em coexistência com aquelas que referi ali atrás.

[Imagem: zX4Kq81.png]

Responder

Pois. O sor Carlos tem razão. Dois dias depois de comprar a gelatinosa perguntaram-me se ia fazer estradões de terra.

Shit... apercebi-me que é a qashqai das motorizadas.

Pior que isso só andar na cidade de Viffer.
Responder

(03-02-2020 às 13:33)carlos-kb Escreveu:  
(03-02-2020 às 10:28)dmanteigas Escreveu:  A Z1000SX é um resquicio de um segmento extinto que são aquelas motas que não são carne nem peixe e que obviamente deixaram de vender quando começaram a aparecer em força as Tracers, as XR, as Multistrada...

Concordo contigo em pleno com a questão de ser um segmento extinto.
Quanto ao resto, levanto sérias dúvidas.

Num passado não muito distante, eram precisamente essas motos que apelidas de "não serem carne nem peixe", que era as referências do melhor, mais potente, mais tecnológico e mais performante que as marcas tinham e apresentavam. ZZR1100 / CBR1100XX / GSXR1300 Hayabusa (entre outras) são só 3 exemplos (cada uma a seu tempo).

Depois curioso é ler também que motos inspiradas na geometria trail, mas com utilização estradista, é que afinal até já podem ser ou carne... ou peixe! É que nem foram as «Tracers, as XR ou as Multistrada», pioneiras disso... A TDM, por exemplo, figura nos catálogos da marca de pianos, desde inícios de 90, chegando a estar anos depois, em coexistência com aquelas que referi ali atrás.

Creio que já foi por demais debatido esse assunto aqui no forum. A TDM, como as primeiras gerações da MS, foram as primeiras a aparecer e numa altura em que o mercado pedia motas com motores pontudos e que essencialmente fossem muito rápidas em linha reta. Foi por isso que as ZZR, as Hayabusas, as XX foram as referências do seu tempo.

Depois entretanto a malta apercebeu-se que ter numeros muito bons de potência, binário, Vmax, etc é muito porreiro, mas que bom bom era ter motores utilizáveis, ciclisticas ageis, boas suspensões, bons travões, e uma posição de condução que seja confortável para a maioria das pessoas. Porque o que a maioria desses modelos não são sport tourer, porque de Tourer têm pouco ou nada e depois para Sport todas elas acabam a ter um excesso de peso bastante relevante. Claro que haverá sempre uma minoria que vai dizer que são muito confortáveis e que fazer 200kms com avanços é melhor que ter um guiador, etc etc e para essa minoria é que ainda existem as Z1000SX nos catalogos. Depois para a outra maioria, existem as Tracers, as XR as Multistradas, que são verdadeiras turisticas no sentido em que são verdadeiramente confortáveis, têm boa capacidade de carga, uma posição de condução ideal para grandes tiradas para o humano médio, e além disso pela sua geometria são ageis o suficiente para terem um verdadeiro caracter Sport. O que não têm, devido as carenagens, guada mãos, vidros, etc etc é a estabilidade e ponta das ZZR, Hayabusas ou XX, o que faz com que muitos possam ficar desiludidos a fazer a Vasca de Gama ao lado de uma dessas e depois muito satisfeitos quando chegarem à serra da Arrabida.

Em suma, como tudo na vida, gostos. Neste caso o mercado decidiu que essas motas deixaram de fazer sentido... e os construtores limitaram-se a ler o que o mercado lhes disse smile

Ditadura dos Flocos de Neve
Responder

Posição de condução? Estás a usar o "aspecto" para tirares conclusões sem a teres experimentado.

Ninja 1000 SX sem carenagens nem banco:

[Imagem: 2020_Ninja%201000SX_GY1_STR.003.jpg]
Responder

(03-02-2020 às 17:06)dmanteigas Escreveu:  Neste caso o mercado decidiu que essas motas deixaram de fazer sentido... e os construtores limitaram-se a ler o que o mercado lhes disse smile

A única coisa que posso concordar em toda a tua teoria. Os construtores fazem o que o mercado pede, a todo o instante... e lhes dá lucro. E nisso, não nos enganemos. Ponto.

Não tem que ver com o "carnismo" ou o "peixismo" de cada estilo.
Se o segmento da "moda" é o das "calça arregaçada", actualmente, e o que lhes dá fatia considerável na contabilidade geral, é natural que seja isso aonde a maioria dos construtores apostem...independentemente de todas as características, usos, virtudes, defeitos e limitações que cada estilo ou tipo de mota contemple ou possibilite, de forma mais ou menos transversal.

Não são só as sport-tourer que estão praticamente extintas. Olha por exemplo o caso dos "ferros", que tiveram o seu tempo áureo entre os 70 e os 90... e hoje é um nicho residual de vendas sem qualquer representatividade. Até mesmo a HD, que mais que tudo, vale pelo nome, já se virou para outros segmentos, sob pena de poder asfixiar, se não o fizer.

Depois, nesta coisa das motos, as "modas" são também cíclicas. A prová-lo foi por exemplo o boom das desportivas nos finais de 90 e viragem do século. E depois de um tempo em que as limitações rígidas ambientais e as contingências económicas ditaram o arrefecimento do segmento, eis que os construtores voltaram novamente à guerra de números que se assistia de há década e meia a duas décadas atrás. Já não falando que é actualmente o segmento porta-estandarte do melhor que cada um consegue fazer, aliada depois à respectiva vertente competitiva.

E nós, se não nos adaptarmos às "modas" que vão mudando sistematicamente... o mais que pode acontecer, é acabarmos a andar a pé!

[Imagem: zX4Kq81.png]

Responder

(03-02-2020 às 18:38)carlos-kb Escreveu:  
(03-02-2020 às 17:06)dmanteigas Escreveu:  Neste caso o mercado decidiu que essas motas deixaram de fazer sentido... e os construtores limitaram-se a ler o que o mercado lhes disse smile

A única coisa que posso concordar em toda a tua teoria. Os construtores fazem o que o mercado pede, a todo o instante... e lhes dá lucro. E nisso, não nos enganemos. Ponto.

Não tem que ver com o "carnismo" ou o "peixismo" de cada estilo.
Se o segmento da "moda" é o das "calça arregaçada", actualmente, e o que lhes dá fatia considerável na contabilidade geral, é natural que seja isso aonde a maioria dos construtores apostem...independentemente de todas as características, usos, virtudes, defeitos e limitações que cada estilo ou tipo de mota contemple ou possibilite, de forma mais ou menos transversal.

Não são só as sport-tourer que estão praticamente extintas. Olha por exemplo o caso dos "ferros", que tiveram o seu tempo áureo entre os 70 e os 90... e hoje é um nicho residual de vendas sem qualquer representatividade. Até mesmo a HD, que mais que tudo, vale pelo nome, já se virou para outros segmentos, sob pena de poder asfixiar, se não o fizer.

Depois, nesta coisa das motos, as "modas" são também cíclicas. A prová-lo foi por exemplo o boom das desportivas nos finais de 90 e viragem do século. E depois de um tempo em que as limitações rígidas ambientais e as contingências económicas ditaram o arrefecimento do segmento, eis que os construtores voltaram novamente à guerra de números que se assistia de há década e meia a duas décadas atrás. Já não falando que é actualmente o segmento porta-estandarte do melhor que cada um consegue fazer, aliada depois à respectiva vertente competitiva.

E nós, se não nos adaptarmos às "modas" que vão mudando sistematicamente... o mais que pode acontecer, é acabarmos a andar a pé!

Nao posso concordar mais smile ate nas bikes quando era mais novo aconteceu isso smile todos queriam uma BMX depois todos queriam uma de montanha .... etc e por ai ate aos dias de hoje smile
Responder

Eu vou preferir andar a pé que andar num cangalho que parece um pudim flan com parkingson...

Mas claro os olhings também precisam de viver...
Responder

(03-02-2020 às 22:07)LoneRider Escreveu:  Eu vou preferir andar a pé que andar num cangalho que parece um pudim flan com parkingson...

Mas claro os olhings também precisam de viver...

Ginástica respiratória, menos café e mais água.

Há um efeito boomerang em todas as nossas ações.
Responder

(03-02-2020 às 22:07)LoneRider Escreveu:  Eu vou preferir andar a pé que andar num cangalho que parece um pudim flan com parkingson...

Mas claro os olhings também precisam de viver...
Há pessoas que calados eram um Shakespeare moderno.

Enviado do meu SM-G935F através do Tapatalk

V
Responder

(04-02-2020 às 08:04)pareias Escreveu:  
(03-02-2020 às 22:07)LoneRider Escreveu:  Eu vou preferir andar a pé que andar num cangalho que parece um pudim flan com parkingson...

Mas claro os olhings também precisam de viver...

Ginástica respiratória, menos café e mais água.

Há um efeito boomerang em todas as nossas ações.

Bom dia Sr. Professor, a que se refere com ginástica respiratória?
Gostaria de aprender. Agradeço desde já.
Responder




Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)