Ser Motociclista
#31

O "espirito" , no sentido de entre-ajuda e camaradagem, deveria ser um valor inerente à condição humana.

Desta forma não estaria em causa o "espirito" motard, ou clubista ou automobilista, etc, mas sim um valor que deveria estar presente entre todos os seres.

Do que vale um qualquer destes "espiritos" se no fim do dia tiramos o capacete e continuamos (salvo-seja) a ser uns "merd@s" uns para os outros?

São retóricas diferentes, não me identifico com nenhuma. 

Há algum pregaminho/bíblia do motard,motociclista,ciclista? São apenas as experiências/vivências de cada um e a interpretação individual que cada um lhes atribui.

Não sou mais que ng e ng é mais que eu no que diz respeito à minha condição humana. Uns tens mais expertise numas coisas outros noutras....ao fim ao cabo estes "espiritos" que mencionei não passam  de "medições de genitália" para de alguma forma justificar/aumentar o ego de cada um , em relação a eventuais falhas que identificamos em nós próprios.

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


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#32

(31-03-2017 às 11:37)hjjs Escreveu:  O "espirito" , no sentido de entre-ajuda e camaradagem, deveria ser um valor inerente à condição humana.

Até concordo... mas....

Quando comecei a andar de mota... minha... não emprestada ou à pendura... foi à 25 anos... e nessa altura... quando se andava de mota na estrada e nos cruzamos com outro "gajo" também ele de mota... era motivo de festa... daí muito provavelmente o cumprimento... era comum caso estivéssemos parados na berma... alguém que passasse de moto, que parasse... eram tão poucos os que andavam de moto...  e nessa altura... uma moto parada por uma qualquer "birra" era coisa que se conseguia dar a volta e prosseguir viagem... salvo se o motor tivesse agarrado... ou era uma vela, ou uma fuga, qualquer coisa... sempre simples... hoje não é assim... caso ela faça uma "birra" tens de chamar o reboque ou um qualquer Doutorado para conseguir comunicar com ela e saber a causa da "birra"... e a questão de cumprimentar ou parar para pelo menos perguntar se está tudo bem... não se coloca... muito provavelmente ao número de motos que hoje existe nas estradas... é que se um gajo hoje vai a levantar o braço a tudo o que é mota... sujeita-se a um grande esbardalhanço... não o fazemos nem nunca fizemos enquanto andávamos dentro dos nossos carros...

Era comum fazer viagens para Castelo Branco sem nunca me cruzar com outra moto... hoje se vou meter gasolina ao posto de abastecimento, certamente passo por pelo menos umas dez motos.... e se for a Lisboa, só num dia, vejo e passo por tantas motos quantas aquelas que passavam por mim durante 2 anos... isto à 25 anos...

Hoje por Lisboa é ver dezenas de motos estacionadas em inúmeros locais..., nos idos 90... não se viam motos... ponto...

Deve ser por isto... digo eu...

Honestamente...eu... deixei de cumprimentar... ou levantar o braço... ou seja o que for... e não me sinto menos motociclista por isso... sou-o à minha maneira, no meu tempo, no formato que mais me apraz... mas isto sou eu... um gajo com muito mau gosto... que gosta de Suzettes...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#33

E que se levanta a mão do guiador da marreca ela vai para onde quer, não para onde nós queremos. smile
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#34

(31-03-2017 às 12:00)nelsonajm Escreveu:  
(31-03-2017 às 11:37)hjjs Escreveu:  O "espirito" , no sentido de entre-ajuda e camaradagem, deveria ser um valor inerente à condição humana.

Até concordo... mas....

Quando comecei a andar de mota... minha... não emprestada ou à pendura... foi à 25 anos... e nessa altura... quando se andava de mota na estrada e nos cruzamos com outro "gajo" também ele de mota... era motivo de festa... daí muito provavelmente o cumprimento... era comum caso estivéssemos parados na berma... alguém que passasse de moto, que parasse... eram tão poucos os que andavam de moto...  e nessa altura... uma moto parada por uma qualquer "birra" era coisa que se conseguia dar a volta e prosseguir viagem... salvo se o motor tivesse agarrado... ou era uma vela, ou uma fuga, qualquer coisa... sempre simples... hoje não é assim... caso ela faça uma "birra" tens de chamar o reboque ou um qualquer Doutorado para conseguir comunicar com ela e saber a causa da "birra"... e a questão de cumprimentar ou parar para pelo menos perguntar se está tudo bem... não se coloca... muito provavelmente ao número de motos que hoje existe nas estradas... é que se um gajo hoje vai a levantar o braço a tudo o que é mota... sujeita-se a um grande esbardalhanço... não o fazemos nem nunca fizemos enquanto andávamos dentro dos nossos carros...

Era comum fazer viagens para Castelo Branco sem nunca me cruzar com outra moto... hoje se vou meter gasolina ao posto de abastecimento, certamente passo por pelo menos umas dez motos.... e se for a Lisboa, só num dia, vejo e passo por tantas motos quantas aquelas que passavam por mim durante 2 anos... isto à 25 anos...

Hoje por Lisboa é ver dezenas de motos estacionadas em inúmeros locais..., nos idos 90... não se viam motos... ponto...

Deve ser por isto... digo eu...

Honestamente...eu... deixei de cumprimentar... ou levantar o braço... ou seja o que for... e não me sinto menos motociclista por isso... sou-o à minha maneira, no meu tempo, no formato que mais me apraz... mas isto sou eu... um gajo com muito mau gosto... que gosta de Suzettes...


Não julgo que por ser mais banal, fruto do desenvolvimento, andar de mota que esse tipo de atitudes se perderam. 

Muito provavelmente, levanto mais depressa a mão a um gajo que passe por mim numa zona mais "rural" do que em Lisboa.....até por uma questão de segurança.

Agora não é por estar em Lisboa que não exista quem o faça ou mesmo pare para te tentar desenrascar quando parar na berma por alguma motivo.

Já me aconteceu ter de parar na berma da A8 junto ao IKEA por ter o top-case aberto. Passou um jovem por mim ( de mota) que parou para saber se era preciso alguma coisa. Atitude que eu também faria....agora, tudo depende do local, horas, meio etc. 

Consideras-te um tipo "pioneiro" porque és de uma altura em que haviam poucos motociclistas e face à banalidade que se tornou ter mota, esse sentimento foi desaparecendo, sob a tua perspectiva. 

Logicamente que cada um sente à sua maneira o "andar de mota", retirando daí o prazer/conveniencia que necessite.

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


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#35

(31-03-2017 às 12:16)hjjs Escreveu:  Já me aconteceu ter de parar na berma da A8 junto ao IKEA por ter o top-case aberto. Passou um jovem por mim ( de mota) que parou para saber se era preciso alguma coisa. Atitude que eu também faria....agora, tudo depende do local, horas, meio etc. 

Cheguei a furar em plena A1... depois de umas centenas de metros em slide de um lado para o outro... que me pareceram uns 5 quilómetros... ou lá como se diz isso... porque o pneu não era tubeless... tipo... tinha câmara de ar... quando furava era de repente... entendem agora o porquê de quando faço curvas com a marreca, mais entusiasmado... usar todo o vernáculo popular e corriqueiro à minha disposição... bom... continuando... depois de furar... e durante as duas horas subsequentes... não ter passado por mim, seja a BRISA, GNR ou outra qualquer moto... para dar uma ajuda... demoramos umas duas horas para tirar a mota da A1 a braços... por cima do rail...por cima da vedação...ok... a vedação foi cortada com um alicate que me foi emprestado numa obra próxima da A1... eram estas a quantidade de motos que havia...lol... o Kabé estava lá... a dar apoio moral...com a dona da mota... que erra nossa colega de faculdade... agora nem me lembro se a moto tinha sequer seguro... se calhar não... eh pá... éramos uns delinquentes... lol...

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#36

(31-03-2017 às 12:36)nelsonajm Escreveu:  
(31-03-2017 às 12:16)hjjs Escreveu:  Já me aconteceu ter de parar na berma da A8 junto ao IKEA por ter o top-case aberto. Passou um jovem por mim ( de mota) que parou para saber se era preciso alguma coisa. Atitude que eu também faria....agora, tudo depende do local, horas, meio etc. 

Cheguei a furar em plena A1... depois de umas centenas de metros em slide de um lado para o outro... que me pareceram uns 5 quilómetros... ou lá como se diz isso... porque o pneu não era tubeless... tipo... tinha câmara de ar... quando furava era de repente... entendem agora o porquê de quando faço curvas com a marreca, mais entusiasmado... usar todo o vernáculo popular e corriqueiro à minha disposição... bom... continuando... depois de furar... e durante as duas horas subsequentes... não ter passado por mim, seja a BRISA, GNR ou outra qualquer moto... para dar uma ajuda... demoramos umas duas horas para tirar a mota da A1 a braços... por cima do rail...por cima da vedação...ok... a vedação foi cortada com um alicate que me foi emprestado numa obra próxima da A1... eram estas a quantidade de motos que havia...lol... o Kabé estava lá... a dar apoio moral...com a dona da mota... que erra nossa colega de faculdade... agora nem me lembro se a moto tinha sequer seguro... se calhar não... eh pá... éramos uns delinquentes... lol...

hahahaha top! lol

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


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#37

Para mim, os motociclistas podem ser subcategorizados nos seguintes estereótipos:

1. Scooter 125 com carta de carro e acha que é imortal;
2. Badboy do bairro social com uma R escafiada;
3. Fato e gravata com uma NC700;
4. Crise da meia idade com um ferro e casaco de cabedal;
5. Fato e gravata, mas já com guito para uma GS;
6. Parece que falta o painel azul com um "L" da escola de condução, a.k.a. Officer;
7. Snob com uma Ducati (acha que é um misto de Valentino Rossi com crítico de arte);
8. Snob com uma Triumph ou BMW (auto-explicativo);
9. Motard a sério, porco, feio e mau, à beira do Nirvana, a.k.a., Caroço;
10. Os camisinhas de flanela;
11. O resto da malta.

EDIT: tinha-me esquecido dos camisinhas de flanela
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#38

12 os LoneRider (a pior escumalha de todas)

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#39

(31-03-2017 às 14:29)LoneRider Escreveu:  12 os LoneRider (a pior escumalha de todas)

[Imagem: special1.png]
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#40

(31-03-2017 às 14:30)quatropiscas Escreveu:  
(31-03-2017 às 14:29)LoneRider Escreveu:  12 os LoneRider (a pior escumalha de todas)

[Imagem: special1.png]

Ainda bem!
Toda a gente quer ser especial, eu quero apenas ser eu!

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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