Review Ducati Multistrada 1200 Enduro Pro
#11
....e mesmo assim, todos cagados de medo.
I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#12
(28-06-2017 às 11:36)LoneRider Escreveu: Para tal, convém também ser coerente, retirar as malas, peso e volume, tomando consciência de que se pode chegar a casa com várias centenas de euros em plásticos partidos!

Até compreendo que a quantidade de ADV a circular por aí vos faça alguma comichão.
Tal como boa parteapresentar-se recheada de equipamento que em muitos casos foi adquirido para fins meramente decorativos.

Só que... pretensiosismos à parte, até existe razões lógicas para alguém querer ter malas!
Normalmente passa pela necessidade de transportar bagagem.
E transportar bagagem pode ser bastante útil em longas viagens, como certamente já te apercebeste.

A ideia de que motos deste tipo não prestam só porque não são práticas para ir dar saltos na pista de Casais de Santo Quintino é um bocado parola.
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#13
Não é a MTS...

E embora o sujeito tenha tomates no sitio e kit de unhas é inegável a facilidade como as 'levezinhas' que o acompanham se mexem e obviamente que quanto mais leve melhor a desenvoltura tem uma mota nesta habitat como diz o Lone...(sou leigo mas vê-se bem como se movimentam...)

Isto é um off road agressivo atenção...smile

https://youtu.be/5ogC5Ky77LA
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#14
Félix, se tu fizesses um quote do meu post não tiravas de contexto a frase que citaste.
Gostas de insultar a tua própria inteligência ao pensar que dizes coisas bué inteligentes e que ficas bem visto ao tentar insultar a minha inteligência.
Temos alguma experiência nisto de andar com a trouxa às costas, por isso sabes bem que as malas são algo importante para uma viagem de varios días e, por incrível que pareça parece-me que também sabes que eu sei disso.
Aliás eu utilizo as malas nas minhas viagens.
E sabes que mais!?
A mota perde agilidade, ganha mais inercias e em parado é bué mais difícil de manobrar. E estou a falar duma moto de estrada.
Agora eu posso falar, podes pensar que odeio as tanquetas e tal, mas tenho alguma experiência de conhecimento sobre a coisa das aventureiras.
Em Março de 2016 fiz mais de 800km pelo monte, seguindo o Caminho de Santiago, sendo o mais fiel que possível ao mesmo.
Fui sozinho na minha moto, que pasa 140kg em ordem de marcha e carragava com 10kg de equipamento (amarrado com elásticos à mota).
Aprendí varias coisas.
Mas fiquei seguro que a maior parte das tanquetas não faziam metade do trajecto que fiz.
Tenho quase a certeza de que, em algum momento o conjunto - motos mais malas - não cabia pelos sitios por onde passei.
Aconselhar tirar as malas num trajecto de off-road para ganhar manobrabilidade é uma ideia parola!?
Pode ser uma ideia parola.
Mas não mais parola que a ideia que os construtores fazem passar de que esta mota é capaz de fazer tudo.

Se queres ir a aventura, aprende a usar a palavra no seu sentido primeiro, prepara-te bem físicamente e pega na tua mota consciente de que a vais levantar do chão várias vezes, muito possivelmente, varias vezes de manhã, e várias vezes de tarde.
Podes experimentar com a tua pseudo scrambler para fazeres uma simulação e tal....
Já agora põe-lhe umas alforjas com o que necessites para uma semana na zona de Vila de Rei durante o Inverno e volta a tomar-se o peso.
Agora imagina lama ou cascalho solto, uma inclinação de 10% e a chover na moleirinha....

É pá mas o pessoal das tanquetas não se mete nesses guisados!

Acredito!
É muito difícil e o pessoal tem medo de amolgar as latas....
I just don't run with the crowd!

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#15
(28-06-2017 às 14:20)Velasquez87 Escreveu: E embora o sujeito tenha tomates no sitio e kit de unhas é inegável a facilidade como as 'levezinhas' que o acompanham se mexem e obviamente que quanto mais leve melhor a desenvoltura tem uma mota nesta habitat como diz o Lone...(sou leigo mas vê-se bem como se movimentam...)

(...)

O sujeito tem isso tudo mas principalmente o patrocínio da KTM já que é o stunt "deles". Porque só alguém nessa condição (ou então um qq idiota com mais dinheiro que miolos) é que mete uma mota de 19K € num sitio que claramente não se presta a ela.

Se passa? Claro que sim!... Desde que lá esteja a carrinha de apoio para reparar o que se vai partindo entre takes...  blink
[Imagem: wrong-bike.jpg]
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#16
Claro que fazer offroad isso faz, umas estradas de terra batida sem muitos calhaus e uma ou outra subida! lol Mas quem é que no seu perfeito juízo mete uma mota com 230kg com 150 cvs e que custa 23 mil euros em algo mais que isso?

Claro que a foto e a designação de Enduro Pro não é mais que mandar areia para os olhos. É sempre bom pensar que temos uma mota que vai a todas, porque bem se sabe que o utilizador comum irá usa-la 99% das vezes em asfalto e até porque muitos que compram essas motas mal sabem andar no asfalto! devil
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#17
(28-06-2017 às 14:28)LoneRider Escreveu: É pá mas o pessoal das tanquetas não se mete nesses guisados!

Quando surgiu a VFR1200F, a minha primeira reacção é que aquilo era um barco...
Até porque nunca faltaram no mercado opções bem mais racionais.
Indiscutivelmente mais leves, com maior "manobrabilidade" e sobretudo mais fáceis de caber nos sítios em que diariamente passo.
E apesar de ter surpreendido quando experimentei, a última coisa que me ocorre é comprar uma sport-tourer de 270kg!!!!

Ainda assim, consigo ver um monte de atributos positivos nesse calhamaço que tens na garagem!
Podem não ser características de peso nas minhas decisões... o que não quer dizer que não seja para outros.

Pessoalmente estou-me a cagar para o pessoal das tanquetas.
Cada vez gosto mais de motos e menos de pessoas.
E não por determinados géneros e modelos estarem na moda que fico com alergias.

Vejo um enorme potencial destas motos para uma utilização turística em destinos que implique longas estocadas fora do asfalto.
E que normalmente para lá chegar é preciso passar por enfastiantes centenas de quilómetros de asfalto.
E honestamente não vejo assim tantas limitações como apontas.
No que diz respeito às motos em si. Porque se que as compra não tem arcaboiço para elas... isso já é outra história.

Insultar a própria inteligência é cagar postas de pescada só porque não serve para a aventura que é dar uns saltos no pinhal lá atrás de casa.
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#18
Não é por uma mota/carros custar o que custa que não se dá o seu devido uso. Se uma crf450x custasse 20k, acham que não iam ser usadas no mato como são agora. O problema é marketing que lançam nestas motas, em que são capazes de fazer "tudo" mas que no fundo não o são.
Tentam disfarças estas baleias de 230kg's, por golfinhos de 170kg's. mota adventure de jeito para mim só vejo a PR7, de resto é tudo motas gordas com aspecto de mato. São basicamente motas de touring.
O melhor uso que "vi" darem a um GS foi no long way down e no long way round, mas para além das motas terem tido problemas eles não iam a lado nenhum sem carros de apoio.
Só para dizer que não sou contra este tipo de motas, mas contra o que as marcas tentam dar a entender das suas capacidades.
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#19
(29-06-2017 às 01:55)pedromt07 Escreveu: O melhor uso que "vi" darem a um GS foi no long way down e no long way round, mas para além das motas terem tido problemas eles não iam a lado nenhum sem carros de apoio.

Já havia antes disso muita gente anónima a fazer long-ways-pelo-mundo-fora em motos "destas" e sem carros de apoio.
A única diferença... é que este segmento entretanto virou moda.
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#20
(29-06-2017 às 01:55)dfelix Escreveu:
(28-06-2017 às 14:28)LoneRider Escreveu: É pá mas o pessoal das tanquetas não se mete nesses guisados!

Quando surgiu a VFR1200F, a minha primeira reacção é que aquilo era um barco...
Até porque nunca faltaram no mercado opções bem mais racionais.
Indiscutivelmente mais leves, com maior "manobrabilidade" e sobretudo mais fáceis de caber nos sítios em que diariamente passo.
E apesar de ter surpreendido quando experimentei, a última coisa que me ocorre é comprar uma sport-tourer de 270kg!!!!

Ainda assim, consigo ver um monte de atributos positivos nesse calhamaço que tens na garagem!
Podem não ser características de peso nas minhas decisões... o que não quer dizer que não seja para outros.

Pessoalmente estou-me a cagar para o pessoal das tanquetas.
Cada vez gosto mais de motos e menos de pessoas.
E não por determinados géneros e modelos estarem na moda que fico com alergias.

Vejo um enorme potencial destas motos para uma utilização turística em destinos que implique longas estocadas fora do asfalto.
E que normalmente para lá chegar é preciso passar por enfastiantes centenas de quilómetros de asfalto.
E honestamente não vejo assim tantas limitações como apontas.
No que diz respeito às motos em si. Porque se que as compra não tem arcaboiço para elas... isso já é outra história.

Insultar a própria inteligência é cagar postas de pescada só porque não serve para a aventura que é dar uns saltos no pinhal lá atrás de casa.

Comparar a VFR pelo seu peso em relação às tanquetas é próprio do desconhecimento que tens do mundo do todo terreno.
A minha VFR, apesar dos seus 270kg, tem argumentos para acompanhar qualquer moto do seu segmento, assim como qualquer desportiva numa estrada de montanha. E falo por experiencia própria.

Uma Enduro jamais acompanhará a minha CRF na subida à Cruz de Ferro (1700m de altitude) ou pelos trilhos do Caminho d Santiago Navarro (não cabe, literalmente, não cabe).

Dizer que podem atravessar um deserto, nas mãos de um gajo experiente, é possível, mas aí entra no universo das imagens acima publicadas e não do Enduro como a própria mota se faz chamar.

No regresso a Zaragoza, depois de fazer o Caminho, vindo da Mealhada, tracei um trajecto que fosse o menos aborrecido possível e dei por mim a explorar os caminhos florestais da Serra do Açor e Estrela, terminando por subir a Serra de Bejar e atravessar a meseta pela planicie de Soria num misto de estradas secundárias e pistas florestais.
Nada que uma tanqueta não possa fazer é verdade, mas com a consequente factura física para lidar com as inercias no que respeita à condução fora de asfalto.

Factura que, comparativamente, não pago com o meu calhamaço (VFR) numa estrada de curvas a acompanhar o pessoal das Rs.
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