(11-03-2026 às 17:37)LoneRider Escreveu: Os Pirineus nao se fazem de norte a sul!
Tudo o resto pá, desde a perspectiva de um gajo de 47 anos, és un tenrinho pá! :D
Quando chegares à minha ainda tenra idade, vais perceber que fazaias a coisas de uma forma diferente, que as coisas que eram verdes agora sao amarelas e que os cabelos estao pregressivamente a desaparecer ou a ficar brancos!
Acredita que eu no outro dia encontrei um pelo branco na fronteira entre o tico e o teco e isso pá, faz disparar muitos alarmes!
Continuo a andar de mota, pouco de cada vez, mas sempre que posso, nao falha!
As poucas viagens que ainda faço sao mais duras, com alguma noite ao relento, javalis a cheirarem as latas das conservas ou despertares com abutres em vigilia! Mas preciso desse castigo, porque a vida que tenho é demasiado branda para um gajo que já teve fama de ser uma fraude! ;)
Dentro de 10 nos nao tenho ideia de como sera a minha vida, salvo duas coisas.
O meu numero de cabelos/pelos brancos ira em aumento e que nao consigo conceber uma vida sem pelo menos uma mota na minha garagem (com uma montanha de coisas que ainda nao fiz con a desgraçada da mota).
Curte bué miudo, independentemente da mota, dos teus destinos ou do que te rodeia, enquanto seja de mota, curtir é obrigatorio!
Sim, tecnicamente não se fazem de norte a sul, contornam-se e aqui e ali, e acho que dá para fazer um ou dois zigzag entre Espanha e França. A ideia era tipo San Sebastián, até Girona.
Entendo a parte dos cabelos brancos, eu comecei muito cedo com eles, antes dos vinte. Deduzo que se não começasse a rapar a cabeça aos meus 22, lá para os 26 deveria parecer o Ravanelli. Hoje o que resta é a barba, e essa está praticamente branca.
O que assusta mais a mim, não é os cabelos, e o caraças de dores, e da ferrugem, hoje em dia durmo um bocado torto e parece que fui espancado durante a noite.
Se calhar isso das viagens mais duras até percebo. Sempre fui, e isto falo apenas de mim, um miúdo muito protegido, e um gajo muito mole, se calhar o fato de preferir a moto que ando, de não ser tão confortável e isso, também possa ir um bocado ao encontro disso. Talvez queira algo mais difícil e mais duro por eu, ter sido mole, ou por precisar de me desafiar.
Não, nem de perto nem de longe, como tu, a acampar no meio do monte, sozinho, mas um dia quem sabe.
Sim só resta mesmo curtir, aproveitar o que resta, para ter boas memórias e histórias para contar mais tarde, é isso que tem piada. Ninguém vai querer ouvir uma história, em que numa hora respondeste a 50 emails lá no emprego, vão querer ouvir é quando alguém se enganou no caminho, ficou apeado no meio de terra de ninguém, e como se safou dessa aventura.
Um abraço.


