22-10-2020 às 01:51
(21-10-2020 às 17:24)carlos-kb Escreveu: Exacto... por ser uma "imagem de marca"... no fundo é algo diferenciador, que se segue ou se tem preferência... um fetiche, portanto. O facto é que isso vende (e se não vendesse, não seria opção desses construtores). Os ditos puristas (que falámos atrás), independentemente de saberem à partida que isso lhes vai custar mais, seja na aquisição, seja na manutenção, estão dispostos a pagá-lo... o tal facciosismo.
Por um lado percebo a mensagem.
Por outro acho que alguns dos termos são demasiado depreciativos.
(21-10-2020 às 17:24)carlos-kb Escreveu: O mesmo não se passa se comparares um inline 4 (ou mesmo um V4), com um similar paralelo. Apesar de serem mais caros de produzir (mais material e mais componentes), a manutenção periódica não é nada por demais (...)
Focaste sobretudo o V4 que até é dos exemplos menos evidentes.
Mas a receita exemplo pode se traduzir a outras motorizações:
Fará sentido a Honda manter o flat-six quando a bmw com um inline-6 que oferece mais por menos?
Fará sentido a Bmw ter o boxer e tantas marcas manter os seus V2 quando se consegue o mesmo com um L2?
Algo que se observou nos últimos anos foram os V2 serem substituídos por L2.
Na Honda há diversos exemplos. A Suzuki aparentemente para lá também caminha.
(21-10-2020 às 17:24)carlos-kb Escreveu: Claro que há... pecando por defeito, se os números não forem importantes, bem como o conforto de condução, comportamento, ou prestações, com um simples mono OHC de duas válvulas, podes ter a solução.
Mas uma moto não é só isso. E o resto?
O resto é um conjunto que de características muito diversificadas.
Algumas delas até podem ser consideradas fetiches e facciosismos.
(21-10-2020 às 17:24)carlos-kb Escreveu: Mais uma moeda, mais uma voltinha. Voltamos à questão já falada atrás, da forma como são usadas. Mesmo que esse espectro de rotação seja idêntico, um protótipo em pista, a ser levado ao seu limite mecânico pelos melhores pilotos, é algo diferente de uma moto de produção conduzida na estrada por um qualquer Zé Manel (mesmo que este tenha a mania que é o Rossi da Buraca)... e por mais "inspirada" que essa moto de produção seja nas versões de competição e até delas colha muitos dos componentes ou sistemas. O resto é marketing.
As questões lançadas foram exclusivamente sobre mecânica.
Se as válvulas duma R6 flutuarem ás 16.000rpm ... é algo que tanto acontece nas mãos dum piloto das WSSP... como nas mãos do Zé Manel enquanto manda gazadas na concentração de Faro.
É um fenómeno do funcionamento mecânico. Não de pilotagem.
Claro que respostas pragmáticas para isto será algo do género:
Não. Flutuação de válvulas é algo que no presente já não acontece.
Sim. Não afectam drasticamente como no passado mas ainda ocorre.
Parece-me bastante objectivo.
Mas percebo que isto possa levar-nos a questionar até que ponto um sistema "redundante" como o desmo ainda tenha algo a oferecer apesar de todas as suas desvantagens.
Não quero com isto dizer que uma modesta scrambler tire proveito do desmo para fazer 9000rpm.
Ou até mesmo uma V4S para fazer 14000rpm...
Mas... será que numa V4R ás 16000rpm fará?
Não sei.
E nem está em causa o que cada um faz com a sua moto e o proveito que possa tirar dela.
Esse tema está mais relacionado com antropologia que mecânica.

