11-04-2021 às 22:31
Bem vindo Paulo.
Peço desde já desculpa antecipada pelo que vou dizer, mas... pensa mais um pouco no assunto e evita o cliché.
Entre uma G310, uma NC e uma GS vai uma grande distância. E creio que estás a pensar em todas elas pelos motivos errados:
Uma G310 vai ser curta se, como referes, queres fazer viagens. Não considero que a BMW seja "parca em potência" (nem sei o que isso significa... será que a potência das BMW se mede em póneis em vez de cavalos?). A G310 fará o que uma mota desse segmento é suposto fazer, pelo que no que diz respeito a velocidade de ponta, p.ex., não deve ultrapassar os 140/150 kms/h.
Uma GS 1100, 1150, 1200 ou 1250 é capaz de ser um mamute pesado para um gajo como tu. Tens a mesma altura que eu e lembro-me sempre da altura em que achei que queria comprar uma... pedi uma edição "Adventure" emprestada a um amigo e meti-me com ela nuns estradões corta-fogo na zona de Oleiros. Rapidamente me senti um anão e esqueci a mota naquele mesmo instante.
Uma NC é um pãozinho sem sal que não te dará grande chatice mas também não te dará grandes emoções. Se efetivamente te decidires a voltar a ter mota (e não abrires os olhos para outras opções à tua volta), provavelmente é aquela que vais comprar. É mansa o suficiente para quem não rola há uns anos, é económica, tem um "met-in", é fiável, blá blá blá... Se a comprares, que corra tudo bem e seja aquilo que desejas. Vai-te levar onde tu quiseres, não tenho qualquer dúvida. Eu pessoalmente não consigo gostar.
O meu ponto é que... há mais marias na terra, e tu acabaste por te apresentar subscrevendo um dos clichés que se vê hoje em dia no motociclismo em Portugal. Gajos que querem uma GS para andar com malas de alumínio que mais parecem cadernetas de "tóclantes" (entre os quais se incluem várias edições do lés-a-lés) a subir passeios na cidade, mas que acabam por comprar uma NC ou TRK porque sai mais barato e tem (quase) o mesmo aspeto. Entretanto (e talvez porque gastem o orçamento em acessórios inúteis e equipamento dispensável), acabam por não fazer os milhões de kms de viagens que tinham planeado.
Desculpa se o meu tom parece demasiado crítico, mas bebi um cálice de aguardente velha a mais do que é costume a seguir ao jantar e... saiu-me assim.
Acredita que continuas a ser mais que bem vindo. Totalmente disponível para discutir outras opções que eventualmente decidas avaliar...
Peço desde já desculpa antecipada pelo que vou dizer, mas... pensa mais um pouco no assunto e evita o cliché.
Entre uma G310, uma NC e uma GS vai uma grande distância. E creio que estás a pensar em todas elas pelos motivos errados:
Uma G310 vai ser curta se, como referes, queres fazer viagens. Não considero que a BMW seja "parca em potência" (nem sei o que isso significa... será que a potência das BMW se mede em póneis em vez de cavalos?). A G310 fará o que uma mota desse segmento é suposto fazer, pelo que no que diz respeito a velocidade de ponta, p.ex., não deve ultrapassar os 140/150 kms/h.
Uma GS 1100, 1150, 1200 ou 1250 é capaz de ser um mamute pesado para um gajo como tu. Tens a mesma altura que eu e lembro-me sempre da altura em que achei que queria comprar uma... pedi uma edição "Adventure" emprestada a um amigo e meti-me com ela nuns estradões corta-fogo na zona de Oleiros. Rapidamente me senti um anão e esqueci a mota naquele mesmo instante.
Uma NC é um pãozinho sem sal que não te dará grande chatice mas também não te dará grandes emoções. Se efetivamente te decidires a voltar a ter mota (e não abrires os olhos para outras opções à tua volta), provavelmente é aquela que vais comprar. É mansa o suficiente para quem não rola há uns anos, é económica, tem um "met-in", é fiável, blá blá blá... Se a comprares, que corra tudo bem e seja aquilo que desejas. Vai-te levar onde tu quiseres, não tenho qualquer dúvida. Eu pessoalmente não consigo gostar.
O meu ponto é que... há mais marias na terra, e tu acabaste por te apresentar subscrevendo um dos clichés que se vê hoje em dia no motociclismo em Portugal. Gajos que querem uma GS para andar com malas de alumínio que mais parecem cadernetas de "tóclantes" (entre os quais se incluem várias edições do lés-a-lés) a subir passeios na cidade, mas que acabam por comprar uma NC ou TRK porque sai mais barato e tem (quase) o mesmo aspeto. Entretanto (e talvez porque gastem o orçamento em acessórios inúteis e equipamento dispensável), acabam por não fazer os milhões de kms de viagens que tinham planeado.
Desculpa se o meu tom parece demasiado crítico, mas bebi um cálice de aguardente velha a mais do que é costume a seguir ao jantar e... saiu-me assim.
Acredita que continuas a ser mais que bem vindo. Totalmente disponível para discutir outras opções que eventualmente decidas avaliar...

