31-10-2019 às 04:18
(30-10-2019 às 11:00)Teixeira Escreveu: Por ser uma R tem que ser agressiva até aos tomates??
Depende do que chamas "agressivo".
Depende do quanto a malta confunde potente e rápido com "agressivo".
(30-10-2019 às 11:31)marco.clara Escreveu: Hoje vim de R para o trabalho.
Tecnicamente tanto a tua bmw como a suzuki têm pelo menos um "R" na designação do modelo.
É a isso que te referes?
(30-10-2019 às 12:31)dmanteigas Escreveu: A aerodinâmica é importantissima para a performance de uma mota. Numa altura em que a potência é quase ela por ela entre os modelos, estes pequenos detalhes podem fazer a diferença para quem quer ganhar mais mas centesimas de segundo em pista.
Se os regulamentos permitirem, claro...
(30-10-2019 às 19:24)Teixeira Escreveu: Posição radical, ou lá como quiserem chamar, suspensão rija.
Depende naturalmente do que pretendes fazer com ela..
Se for para mostrar que tens um lindo tupperware desportivo, o conforto e a suspensão fofinha pode ser útil para os passeiozecos à Roca e quintas-feiras no trânsito até ao caroço.
Se for para dar gatilho, se calhar dá jeito a tal "posição radical" que é desconfortável em todos os outros contextos que não esse. Tal como não ter uma suspensão que numa travagem incisiva afunde e te alargue a trajectória.
(30-10-2019 às 22:56)marco.clara Escreveu: Vim para casa de R.
Desolusão...
R que se preze volta para casa de reboque!
(30-10-2019 às 23:06)LoneRider Escreveu: E ser user friendly não tem nada a ver como a forma de que essa potência aparece.
Sim porque a entrega on/off de alguns twins ou aqueles inline-four pontudos que sobem a dormir e decidem abrir a goela de repente quando a rotação entra no último terço... é uma cena bué user friendly.
(30-10-2019 às 23:06)LoneRider Escreveu: Eu fui usuario de motores 2T e não conheci até à data motorização tão exigente.
Quase que arriscaria dizer que, qualquer motorização 4T (...) com as mais variadas cilindradas são user friendly.
Manutenção, suponho.
(30-10-2019 às 23:06)LoneRider Escreveu: Por mais radical que uma moto seja e refiro-me exclusivamente as RR, para a tornar pilotavel ao comum mortal, o caminho foi proliferar metodos de controlo para que, apesar dos números brutais na sua ficha técnica, fosse user friendly, caso contrário estaria condenada ao fracasso comercial.
Se calhar porque as motorizações começaram a atingir prestações absurdas, não?
E porque se o objectivo é ser "rápido" faz sentido colocar essa potência no chão.
Se recuarmos 20 anos a generalidade das motos deste segmento andavam na casa dos 150cv.
E mordiam! Mas havia muito por desbravar no que diz respeito ao desenvolvimento da ciclística, suspensões e travões como se observou ao longo dos 00's.
Quando há 10 anos atrás começaram a surgir os primeiros "métodos de controlo" (ainda jurássicos como as várias opções de mapas efi) a generalidade das R's já andavam nos 170cv...
Parece-me perfeitamente lógico que no estado refinado que estão as ciclísticas neste momento e com motores a ultrapassar a barreira psicológica dos 200cv que se tenham banalizado tecnologia que permitam colocar essa potência no chão e se cumpra aquele que é o derradeiro objectivo: ser mais rápido.
Vamos entrar nos 20's e perante o nivel épico de potência/ciclística/tracção do presente... a tendência será apostarem nesta vertente de aerodinâmica dos deflectores e "ailerons matias".
Claro que isto descamba sempre no sentido que todas estas "mariquices" sugerem que a moto conduz sozinha e portanto a masculinidade do piloto será obviamente colocada em causa.
Mas a dura realidade é que estas novas gerações também mordem! Só que em contextos que nem sequer ladram antes para avisar. Quando algo corre de errado será bem mais depressa.. o que torna a coisa até mais rápida e indolor.

