04-05-2016 às 11:00
Boas...
Atenção que eu não estou a dizer que a actuação das autoridades é sempre linear ou ética, e que não existem excessos de zelo ou mesmo abusos de autoridade. Mas convém descernir as coisas, e não meter tudo no mesmo saco.
Todos nós que usamos as estradas portuguesas sabemos bem da propensão da quase unanimidade dos condutores tugas para andar "no fio da navalha" (a carapuça enfia depois mais ou menos em cada um de nós... mas praticamente a todos consegue servir). A alarvidade de atropelos às regras de trânsito, uns atrás dos outros, em muitos condutores é roça o atroz. É um fenómeno que nos está tão intrínseco, enquanto cultura, em que cada um de nós quando pega num veículo motorizado, sofre uma metamorfose de "bestialização".
Mas são atitudes puramente deliberadas e feitas em consciência. Eu sei quando estaciono em local interdito, sei quando vou em excesso de velocidade, sei quando faço uma ultrapassagem em zona proibida, sei quando piso um contínuo, sei quando passo um semáforo amarelo "avermelhado", etc, etc....
Ora, que eu saiba, ninguém anda com um pau atrás de nós, para nos bater e obrigar a infringir estas (e outras) regras. O que tenho é de ter consciência que ao infringi-las, estou sujeito ás respectivas sanções.
Infelizmente o tuga é perito em se desculpabilizar. Tem sempre uma desculpa para sustentar o não cumprimento das suas obrigações. E é aqui aonde falhamos redondamente (não só no cidadão comum, como quem está mais "acima"). Normalmente a infracção deve-se sempre a um factor externo (por mais descabido que seja)... poucas ou nenhumas vezes vi o infractor, no acto da sanção, reconhecer "sou culpado, agi e infringi de forma consciente, terei de pagar por isso". Mas não.... as autoridades é que são más, andam na caça, as regras estão obsoletas, não havia perigo nenhum daí poderia infringir, o limite está desajustado do local, tenho um veículo que é potente e seguríssimo, etc., etc.... o rol de desculpas é amplo e abrangente.
Em qualquer país dito civilizado, não se cumpre, é-se sancionado e ponto final, sem margem para desculpas, argumentos, manobras, etc.. Por isso as coisas vão funcionando melhor nesses países.
Já estive em países em que as regras (sejam de trânsito ou outras elementares normas de vida em sociedade) existem e são realmente aplicadas. Basta estacionar num local que seja proibido (mesmo que sejam alegando que são apenas os "5 minutos da praxe"), exceder um limite (mesmo que se esteja "atrasado" para ir visitar o tio velhinho que está no hospital), passar um semáforo vermelho (mesmo que dizendo que ainda estava amarelo), etc.. que o resultado dessa infracção, pelas autoridades, é automaticamente aplicado, sem mais nada a acrescentar.
Chamam-se "regras do jogo"! Todos nós aceitámos "jogar" com elas, senão, não conduzíamos.
Se não se concordar com essas mesmas regras, por acharmos que são descabidas, obsoletas, incongruentes ou difíceis de aplicar na prática, existem mecanismos próprios (mais ou menos eficazes) para as meter em causa e eventualmente revogá-las. Ou então, se não concordam, comecem a andar a pé (não obstante que até aí estamos sujeitos também à aplicação de regras). Mas jamais não concordar com elas poderá ser desculpa para não se respeitar o que está instituído e em vigor, e muito menos, com a eventual sujeição ao seu não cumprimento deliberado - a sanção.
É que o problema não começa nas autoridades, como muitos querem fazer crer para se desculpabilizarem dos seus actos irresponsáveis. O problema começa mesmo em cada condutor!
Atenção que eu não estou a dizer que a actuação das autoridades é sempre linear ou ética, e que não existem excessos de zelo ou mesmo abusos de autoridade. Mas convém descernir as coisas, e não meter tudo no mesmo saco.
Todos nós que usamos as estradas portuguesas sabemos bem da propensão da quase unanimidade dos condutores tugas para andar "no fio da navalha" (a carapuça enfia depois mais ou menos em cada um de nós... mas praticamente a todos consegue servir). A alarvidade de atropelos às regras de trânsito, uns atrás dos outros, em muitos condutores é roça o atroz. É um fenómeno que nos está tão intrínseco, enquanto cultura, em que cada um de nós quando pega num veículo motorizado, sofre uma metamorfose de "bestialização".
Mas são atitudes puramente deliberadas e feitas em consciência. Eu sei quando estaciono em local interdito, sei quando vou em excesso de velocidade, sei quando faço uma ultrapassagem em zona proibida, sei quando piso um contínuo, sei quando passo um semáforo amarelo "avermelhado", etc, etc....
Ora, que eu saiba, ninguém anda com um pau atrás de nós, para nos bater e obrigar a infringir estas (e outras) regras. O que tenho é de ter consciência que ao infringi-las, estou sujeito ás respectivas sanções.
Infelizmente o tuga é perito em se desculpabilizar. Tem sempre uma desculpa para sustentar o não cumprimento das suas obrigações. E é aqui aonde falhamos redondamente (não só no cidadão comum, como quem está mais "acima"). Normalmente a infracção deve-se sempre a um factor externo (por mais descabido que seja)... poucas ou nenhumas vezes vi o infractor, no acto da sanção, reconhecer "sou culpado, agi e infringi de forma consciente, terei de pagar por isso". Mas não.... as autoridades é que são más, andam na caça, as regras estão obsoletas, não havia perigo nenhum daí poderia infringir, o limite está desajustado do local, tenho um veículo que é potente e seguríssimo, etc., etc.... o rol de desculpas é amplo e abrangente.
Em qualquer país dito civilizado, não se cumpre, é-se sancionado e ponto final, sem margem para desculpas, argumentos, manobras, etc.. Por isso as coisas vão funcionando melhor nesses países.
Já estive em países em que as regras (sejam de trânsito ou outras elementares normas de vida em sociedade) existem e são realmente aplicadas. Basta estacionar num local que seja proibido (mesmo que sejam alegando que são apenas os "5 minutos da praxe"), exceder um limite (mesmo que se esteja "atrasado" para ir visitar o tio velhinho que está no hospital), passar um semáforo vermelho (mesmo que dizendo que ainda estava amarelo), etc.. que o resultado dessa infracção, pelas autoridades, é automaticamente aplicado, sem mais nada a acrescentar.
Chamam-se "regras do jogo"! Todos nós aceitámos "jogar" com elas, senão, não conduzíamos.
Se não se concordar com essas mesmas regras, por acharmos que são descabidas, obsoletas, incongruentes ou difíceis de aplicar na prática, existem mecanismos próprios (mais ou menos eficazes) para as meter em causa e eventualmente revogá-las. Ou então, se não concordam, comecem a andar a pé (não obstante que até aí estamos sujeitos também à aplicação de regras). Mas jamais não concordar com elas poderá ser desculpa para não se respeitar o que está instituído e em vigor, e muito menos, com a eventual sujeição ao seu não cumprimento deliberado - a sanção.
É que o problema não começa nas autoridades, como muitos querem fazer crer para se desculpabilizarem dos seus actos irresponsáveis. O problema começa mesmo em cada condutor!

