KAWASAKI Z900RS
#11

(27-10-2017 às 21:03)Johnny_1056 Escreveu:  Boas;
Vindaloo, a sigla Z sempre fez parte do "mundo Kawasaki"!! E com um significado muito especial para os japoneses.

Concordo! shy shy 

Por isso e por respeito a essa mesma sigla e que deviam abster-se de lancar motas sem jeito nenhum.

Hoje em dia a sigla Z na gama, nao tem qualquer relevo.

Tem a Z300, a Er6 passou para Z650 por ai fora..


(27-10-2017 às 21:03)Johnny_1056 Escreveu:  Acho piada à moto, mas não sei até que ponto punha o meu dinheiro nela, mais depressa o faria numa "original".
Espero contudo que tenha mais veneno que a Honda CB 1100...

Tambem concordo.


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#12

Preferia de longe uma zephyr....

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#13

[Imagem: 4l1wcwvunlh3lgwczxaekepd4a2.jpg]

Enquanto as bucólicas paisagens do Douro vinhateiro desfilavam através da aragem fria de uma solarenga manhã de inverno, os meus pensamentos perdiam-se na complexa evolução histórica do motociclismo, e na dependência intrínseca que o ser humano tem pelas modas, que em frequentes casos o obrigam a prescindir do conforto em prol de uma identificação com diversos sentimentos colectivos.

Pelo contrário, enquanto a beleza do rio Douro se ia desenrolando curva após curva, encontrava-me bem sentado, numa posição elevada que não sobrecarrega os pulsos, com as pernas flectidas numa medida justa que permite um excelente controlo da direcção e um bom suporte para a aceleração, com os comandos a caírem perfeitamente nas mãos e nos pés.

Aconchegado por um assento muito agradável, os primeiros quilómetros iam decorrendo em ritmo muito contido, sobretudo para evitar surpresas escondidas no asfalto ainda húmido.

[Imagem: ddyznm35kgnjd0ho0goxxbyhmi2.jpg]

Apenas o ronco delicioso do motor da nova Kawasaki Z900RS me trazia esporadicamente à realidade, e quase me forçava a atitudes conscientes tão básicas como engrenar uma mudança a menos do que seria necessário, apenas para desfrutar da belíssima música emitida pelos 4 cilindros, através do esculpido escape cromado.

As familiares curvas da N222 sucediam-se, e levavam-me embalado numa espécie de torpor criogénico, apenas entrecortado por breves sessões de fotos.  À chegada à ponte do Pinhão o esplendor do dia e um café quente relegaram o frio para segundo plano, e a minha atenção pendia sobre as esbeltas linhas desta moto que insistia em trazer-me à memória tempos passados.


[Imagem: mpe043bhr1slxy2sp4h2xktgsu2.jpg]

O depósito “tear drop”, bojudo, em forma de gota, inspirado no da mítica Z1, que remonta aos anos 70 do século passado e que foi a primeira tetracilíndrica a 4 tempos da marca, predecessora da bem sucedida família Z da Kawasaki, define toda a linha estética desta nova “neo clássica”, sendo o mote inspirador para a criação deste novo modelo, que inclusivamente obrigou os engenheiros de Akashi a redesenhar o quadro da Z900, que serve de base à RS, para o acomodar no conjunto. 

A par com essa alteração, ligeiras modificações foram ainda levadas a cabo para proporcionar uma posição de condução mais ao estilo do inesquecível “jingle” publicitário da marca: “let the good times roll”, sendo que o guiador largo, cromado, em muito contribui para melhorar também a experiência de condução.

[Imagem: 4zdrlsmiguymw3w3yk4kyftcku2.jpg]

Por outro lado, as jantes de alumínio fundido, de desenho muito leve, num padrão cruzado a imitar raios, o guarda lamas traseiro do tipo “duck tail” (cauda de pato), o grande farol redondo, em LED como toda a iluminação, e os reflexos na pintura metalizada Castanha e Laranja da versão mais cara (a Special Edition - modelo que foi disponibilizado ao grupo de jornalistas presentes nesta apresentação organizada pelo importador da marca para o nosso país, a Multimoto), representam pormenores de extremo cuidado que, a par com a boa qualidade de construção não passam despercebidos.

O tacto dos comandos é firme, a cablagem está bastante bem dissimulada, as soldaduras do quadro são de muito bom nível, e não há ruídos parasitas a apontar. O painel de instrumentos é sóbrio, de inspiração retro, mas integra um discreto painel LCD que disponibiliza informação bastante completa. E nem o motor é excepção, com as suas linhas muito limpas, e a mostrar aletas de refrigeração “à antiga”, como se fosse refrigerado a ar.

[Imagem: 4ypifkyuec10xubjf4fx1tcstm2.jpg]

Depois de regalar a vista, os outros sentidos ansiavam também por alguma emoção, e foi já na N323-3, a subir para Favaios, que os pude saciar. Primeiro com a repetição de algumas curvas rápidas, em “pose” para as fotos (algumas das que ilustram este teste), e depois, em busca do prometido almoço, a caminho de Murça!

A ritmos pouco recomendáveis, o comportamento da Z900RS mostrou-se soberbo a todos os níveis. Com a adição do controlo de tracção (algo de que a Z900 normal carece), que é regulável em dois modos e que também pode ser desligado, abre-se todo um novo mundo em termos de condução, permitindo explorar ao máximo e fácilmente a precisão da direcção, a eficácia da suspensão, a potência da travagem, e a excelente resposta do motor. 

A caixa de velocidades é extremamente suave e precisa, e a embraiagem “slip & assist” (deslizante e assistida para tornar a manete extremamente leve) é quase dispensável em andamento.

[Imagem: mi;d;0;z350kpt2ewoeufcs3k0jpk5moy2.jpg]

[Imagem: jjw2ydfwzyf3nyqiztnz4ucauu2.jpg]

Os consumos, apenas fazendo fé no computador de bordo, e apesar dos ritmos pouco ortodoxos, manteve-se abaixo dos 6 litros aos 100km, o que se revelou uma agradável surpresa.

Revendo rapidamente a ciclística, e já mencionada a sua eficácia, posso ainda destacar a boa capacidade e dosagem da travagem, que conta com discos flutuantes e pinças e bombas de aplicação redial, o excelente desempenho da suspensão, que conta com uma forquilha invertida regulável e um amortecedor traseiro de instalação assimétrica, colocado na horizontal, também ele completamente regulável. 

[Imagem: oxjtv0eca54mjx0bqwt1awmfvu2.jpg]

Depois do almoço, em ritmo de digestão, a N15 e a N2, de regresso ao Peso da Régua, revelaram a faceta turística da Z900RS. O conforto é efectivamente elevado, e a confiança que o conjunto proporciona contribui para que qualquer passeio seja uma verdadeira terapia. E chegado o momento de uma pausa, em qualquer esplanada, ela vai ser um verdadeiro regalo para os olhos. 

Por isso, se pretende uma moto extremamente fácil e agradável de conduzir, em qualquer ritmo ou em qualquer tipo de utilização, capaz de transportar um passageiro com conforto, mas que em simultâneo revele um estilo requintado assente em pergaminhos bem legítimos, então não deixe de marcar já um Test-Ride.

A Z900RS já está disponível na rede de concessionários da marca, em 3 esquemas cromáticos: esta SE castanha e laranja, uma versão em negro brilhante e outra em negro baço com apontamentos em verde.

A versão Cafe, talvez a mais impactante mas a menos discreta, e cuja diferença principal, além do estilo, estará na posição de condução, só vai estar disponível em finais de Março deste ano, e irá ter apenas uma cor disponível: Vintage Lime Green (Verde Lima). Sobre ela falaremos então!

[Imagem: wmmdszjapwqs5s3taddwtnug4e2.jpg]

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[Imagem: bx25shjoqaetwce01q5vdilshy2.jpg]

[Imagem: k30bf0h3k3zloduagzknhlyjy22.jpg]

[Imagem: qqnhfcrl0q3ckgf5sirisggmeq2.jpg]

FONTE

[Imagem: images?q=tbn%3AANd9GcT4XLIkYtQDw11iDiKFM...g&usqp=CAU]


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#14

Epa... gosto muito: https://youtu.be/cXhHiLeOr3M

https://youtu.be/89fhT2eb-J8

https://youtu.be/HA0HqnHbbc4
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#15

Boas;
Deixem de comparar a prima do mestre-de-obras com a Obra Prima do Mestre!
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#16

Johnny, por vezes a prima do mestre de obras é bem interessante! devil lol

Quanto às motas, são bem diferentes é um facto, uma era o pináculo naquele momento, hoje em dia é uma mota engraçada e bem conseguida, mas longe do que a Z1 foi na altura.

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#17

Boas;
Michelfpinto, como sabes tenho uma marca que está acima de todas as outras e que sempre fará parte de mim.
A Kawasaki é aquela outra que tem alguns unicórnios que me tiram do sério... Alguns hei-de conquistá-los e domá-los. blink
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#18

É pena...

Jámais vais chegar a saber o que é uma mota.

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#19

(07-04-2018 às 17:05)Johnny_1056 Escreveu:  Boas;
Michelfpinto, como sabes tenho uma marca que está acima de todas as outras e que sempre fará parte de mim.
A Kawasaki é aquela outra que tem alguns unicórnios que me tiram do sério... Alguns hei-de conquistá-los e domá-los. blink

Verdade, e também gosto bastante!

Sei que poderá demorar, mas fico a aguardar novidades e ver o que poderá vir por ai! blink

(07-04-2018 às 17:10)LoneRider Escreveu:  É pena...

Jámais vais chegar a saber o que é uma mota.

Isso andamos-te todos a dizer faz muito e mesmo assim não aprendes! lol

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#20

Boas;
Lone, as alfaces continuam vivas porque os moto-cultivadores são incapazes de as apanhar. cool
Quando a Honda conseguir fazer efectivamente algo melhor que as outras, talvez mude de opinião. blink
Só para ti, que ainda por cima tens a mania dos V4:



Tal como a Kawasaki, que consegue fazer aquilo que a Honda pretende mas não consegue...
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