13-03-2015 às 16:25
Bom, eu devo ser o único aqui no fórum que considera a paixão pelas motos como outra paixão qualquer. Mas eu tenho sempre o mesmo lema, seja para que paixão for, que é tentar levar a minha avante, desde que seja minimamente possível.
Nunca tive grande interesse por motos. Tive sim, por carros. Quando chegou a altura de tirar a carta, fui o único dos meus amigos que não tirou, por não ter possibilidades para a carta, muito menos para o carro. Final do primeiro ano de faculdade, e graças ao bom aproveitamento, a minha mãe resolveu, a muito custo (financeiro), pagar-me a carta de carro e dar-me um carro de 1.000€. Tirei a carta à primeira, fui a casa do meu tio e comprei-lhe o Twingo de 94, verde alface. Faculdade toda com aquele carro, muito me diverti com ele. Acabei a faculdade, fui trabalhar na minha área, assim que fiquei efectivo o dinheiro que tinha acumulado serviu de entrada para o meu carro actual, que ainda o estou a pagar. Há coisa de um ano, e por se aproximarem os 25 anos de idade, vá-se lá saber porquê começou a pica por motos. Assim que me mostraram a R125, ficou decidido que a ia ter, desse por onde desse. Por sorte coincidiu com a chegada de um dinheiro extra da minha mãe, pedi-lhe emprestado, e assim foi, comprei a R125 e tá feito, sem nunca ter andado sequer de moto. Hoje estou a pagar uma mesada à minha mãe até fazer o valor da moto.
Se calhar por nunca ter sequer tocado no assunto e ter decidido quase de repente que ia para a moto não houve grande reclamação. A minha namorada preocupa-se, a família também, mas nada do que dissessem em contrário iria adiantar. Mesmo que a minha mãe tivesse dito que não me emprestava o dinheiro o resultado era o mesmo, lutei para conseguir independência económica suficiente.
Vejo por alguns desses posts muita 'raiva' na minha opinião injustificada para com os pais que dizem que não. Lembrem-se que eles são vossos pais, e sim, muitas vezes me chateio com a minha mãe, se calhar não sou tão ligado a ela por divergirmos muito nas opiniões, mas sou o primeiro a dizer que tudo que a minha mãe fez de mal (que a comparar com o de bem não é a bem dizer nada) foi sempre em prol do meu desenvolvimento, sempre a pensar no que seria melhor para mim. Se até eu por vezes me engano no que quero, quanto mais outra pessoa, mesmo sendo os nossos pais.
Acho perfeitamente normal e compreensível que um pai diga que não ao filho ter uma moto, ou um carro, ou até a atravessar a rua. Eu quando tiver filhos presumo que vá ter a mesma reacção, de os querer fechar numa bolha. Sei que não é possível, muito menos recomendável, mas compreendo perfeitamente e não entendo como podem mostrar tanta incompreensão para com eles.
Depois claro, há sempre o pormenor de sermos nós a depender deles, e não eles de nós. Quando assim deixar de ser, aí sim, dêem com a cabeça na parede as vezes que quiserem, mesmo que seja contra tudo e todos, porque afinal de contas aí serão vocês a tomar conta de vocês mesmos. Até lá há que aguentar e fazer pela vida. Também não é fácil comprar uma casa, e no entanto todos sonhamos e lutamos e acabamos por conseguir, de uma forma ou outra. Lembrem-se que não há ninguém que vos possa 'baixar os braços', a não ser vocês mesmos.
Nunca tive grande interesse por motos. Tive sim, por carros. Quando chegou a altura de tirar a carta, fui o único dos meus amigos que não tirou, por não ter possibilidades para a carta, muito menos para o carro. Final do primeiro ano de faculdade, e graças ao bom aproveitamento, a minha mãe resolveu, a muito custo (financeiro), pagar-me a carta de carro e dar-me um carro de 1.000€. Tirei a carta à primeira, fui a casa do meu tio e comprei-lhe o Twingo de 94, verde alface. Faculdade toda com aquele carro, muito me diverti com ele. Acabei a faculdade, fui trabalhar na minha área, assim que fiquei efectivo o dinheiro que tinha acumulado serviu de entrada para o meu carro actual, que ainda o estou a pagar. Há coisa de um ano, e por se aproximarem os 25 anos de idade, vá-se lá saber porquê começou a pica por motos. Assim que me mostraram a R125, ficou decidido que a ia ter, desse por onde desse. Por sorte coincidiu com a chegada de um dinheiro extra da minha mãe, pedi-lhe emprestado, e assim foi, comprei a R125 e tá feito, sem nunca ter andado sequer de moto. Hoje estou a pagar uma mesada à minha mãe até fazer o valor da moto.
Se calhar por nunca ter sequer tocado no assunto e ter decidido quase de repente que ia para a moto não houve grande reclamação. A minha namorada preocupa-se, a família também, mas nada do que dissessem em contrário iria adiantar. Mesmo que a minha mãe tivesse dito que não me emprestava o dinheiro o resultado era o mesmo, lutei para conseguir independência económica suficiente.
Vejo por alguns desses posts muita 'raiva' na minha opinião injustificada para com os pais que dizem que não. Lembrem-se que eles são vossos pais, e sim, muitas vezes me chateio com a minha mãe, se calhar não sou tão ligado a ela por divergirmos muito nas opiniões, mas sou o primeiro a dizer que tudo que a minha mãe fez de mal (que a comparar com o de bem não é a bem dizer nada) foi sempre em prol do meu desenvolvimento, sempre a pensar no que seria melhor para mim. Se até eu por vezes me engano no que quero, quanto mais outra pessoa, mesmo sendo os nossos pais.
Acho perfeitamente normal e compreensível que um pai diga que não ao filho ter uma moto, ou um carro, ou até a atravessar a rua. Eu quando tiver filhos presumo que vá ter a mesma reacção, de os querer fechar numa bolha. Sei que não é possível, muito menos recomendável, mas compreendo perfeitamente e não entendo como podem mostrar tanta incompreensão para com eles.
Depois claro, há sempre o pormenor de sermos nós a depender deles, e não eles de nós. Quando assim deixar de ser, aí sim, dêem com a cabeça na parede as vezes que quiserem, mesmo que seja contra tudo e todos, porque afinal de contas aí serão vocês a tomar conta de vocês mesmos. Até lá há que aguentar e fazer pela vida. Também não é fácil comprar uma casa, e no entanto todos sonhamos e lutamos e acabamos por conseguir, de uma forma ou outra. Lembrem-se que não há ninguém que vos possa 'baixar os braços', a não ser vocês mesmos.
