12-03-2015 às 12:17
Comigo também foi um drama
... aos 16 ganhei uma mota... eu queria uma Yamaha dt, nem pensar em aspiradores ( e se tivesse mesmo de ser um aspirador que fosse uma bws ou uma target). o que podia ter sido uma das melhores prendas da minha vida, foi uma explosão de lágrimas... OMG nem queria acreditar no que via, o meu pai tinha-me comprado uma Kymko, uma enorme e horrorosa acelera (ao menos era preta). Refeita do desgosto e depois de andar com a bicha uns tempos, convenci o meu primo a fazer o seguro para uma Yamaha dt que tinha lá na garagem... Todas as manhãs saia com a Kymco da garagem ( para o meu pai ouvir o aspirador), estacionava-a nas traseiras debaixo da varanda, e lá ia empurrar a Dt rampa acima, e até ao fim da rua onde finalmente a colocava a trabalhar e lá ia eu
Passaram-se umas semanas até que um dia, o meu pai reconheceu o meu capacete... e decidiu seguir-me ( felizmente eu ia para casa). Foi do bom e do bonito... o arraial de alarvidades que ele debitou foi enorme e terminou com um «motas com mudanças são para homens»
Eu respondi-lhe apenas que se ele confiava em mim para me acordar de madrugada e levar-me à caça com ele, também o devia fazer para conduzir, não podia ter 2 pesos e duas medidas ( ganhei a argumentação) ele grunhiu qualquer coisa e deixou-me em paz por quase 2 anos.
No dia que fiz 18 anos fiz o exame de código ( já andava nas aulas) e nessa mesma tarde fui inscrever-me nas aulas de condução... de carro e mota ( obviamente sem consentimento, mas o pior que podia acontecer era o meu pai obrigar-me a pagar a carta... como sempre trabalhei nas ferias já o podia fazer tranquilamente). Depois de sair da escola de condução dei uma voltinha e quando fui para o trabalho do meu pai ( ia lá sempre ter com ele) já ele estava à minha espera ( a dona da escola de condução, amiga do meu pai e que simpaticamente me ofereceu a carta de condução - e aos bombeiros quase todos de Portimão- já tinha ido dar a boa nova). Tourada... desta vez com direito a ameaças, e sem qualquer tipo de possibilidade de argumentação, estava decidido enquanto vivesse debaixo do teto dele, a minha relação com motas estava terminada (mas deixou-me tirar a carta). felizmente saí de casa nesse ano, fui estudar e nunca mais voltei.
Passei quase 5 anos sem mota, mas assim que pude voltei a conduzir, uma virago 535... andei com ela até engravidar, depois seguiu-se outra pausa de mais uns anitos... mas o bicho mordia, mordia e teve de ser... lá veio a stripes.
A minha mãe reprova... mas não comenta, o meu pai não se manifesta, cumpri as ordens e agora não têm por onde pegar... Não posso dizer que os eduquei... mas também não me deixei quebrar por eles
... aos 16 ganhei uma mota... eu queria uma Yamaha dt, nem pensar em aspiradores ( e se tivesse mesmo de ser um aspirador que fosse uma bws ou uma target). o que podia ter sido uma das melhores prendas da minha vida, foi uma explosão de lágrimas... OMG nem queria acreditar no que via, o meu pai tinha-me comprado uma Kymko, uma enorme e horrorosa acelera (ao menos era preta). Refeita do desgosto e depois de andar com a bicha uns tempos, convenci o meu primo a fazer o seguro para uma Yamaha dt que tinha lá na garagem... Todas as manhãs saia com a Kymco da garagem ( para o meu pai ouvir o aspirador), estacionava-a nas traseiras debaixo da varanda, e lá ia empurrar a Dt rampa acima, e até ao fim da rua onde finalmente a colocava a trabalhar e lá ia eu
Passaram-se umas semanas até que um dia, o meu pai reconheceu o meu capacete... e decidiu seguir-me ( felizmente eu ia para casa). Foi do bom e do bonito... o arraial de alarvidades que ele debitou foi enorme e terminou com um «motas com mudanças são para homens»
Eu respondi-lhe apenas que se ele confiava em mim para me acordar de madrugada e levar-me à caça com ele, também o devia fazer para conduzir, não podia ter 2 pesos e duas medidas ( ganhei a argumentação) ele grunhiu qualquer coisa e deixou-me em paz por quase 2 anos.No dia que fiz 18 anos fiz o exame de código ( já andava nas aulas) e nessa mesma tarde fui inscrever-me nas aulas de condução... de carro e mota ( obviamente sem consentimento, mas o pior que podia acontecer era o meu pai obrigar-me a pagar a carta... como sempre trabalhei nas ferias já o podia fazer tranquilamente). Depois de sair da escola de condução dei uma voltinha e quando fui para o trabalho do meu pai ( ia lá sempre ter com ele) já ele estava à minha espera ( a dona da escola de condução, amiga do meu pai e que simpaticamente me ofereceu a carta de condução - e aos bombeiros quase todos de Portimão- já tinha ido dar a boa nova). Tourada... desta vez com direito a ameaças, e sem qualquer tipo de possibilidade de argumentação, estava decidido enquanto vivesse debaixo do teto dele, a minha relação com motas estava terminada (mas deixou-me tirar a carta). felizmente saí de casa nesse ano, fui estudar e nunca mais voltei.
Passei quase 5 anos sem mota, mas assim que pude voltei a conduzir, uma virago 535... andei com ela até engravidar, depois seguiu-se outra pausa de mais uns anitos... mas o bicho mordia, mordia e teve de ser... lá veio a stripes.
A minha mãe reprova... mas não comenta, o meu pai não se manifesta, cumpri as ordens e agora não têm por onde pegar... Não posso dizer que os eduquei... mas também não me deixei quebrar por eles
