12-03-2015 às 11:31
Sempre gostei de motos.... e as cadernetas de colecção, com nomes como Laverda, Moto Guzzi, Kawasaki, Triumph, faziam-me delirar.
Como sempre tive algum jeito para o desenho, com 12 anos, já desenhava e criava modelos de motos inventados por mim (alguns desses rabiscos ainda os tenho).
Aos 16 anos, a prioridade era pois tirar a licença camarária de ciclomotor. E assim foi... lá me emprestaram uma Kwang Yang (que depois originou a actual Kymco - Kwang Yang Motor Company), aonde fiz de forma atabalhoada o exame (como eram todos os exames camarários) e me deram o título que me permitiria conduzir uma motorizada.
Estávamos em 1992.... e num emprego de Verão, a fazer entrevistas e sondagens para a Marktest, lá juntei dinheiro para a primeira motinha. Andei a ver as possibilidades, pois o dinheiro não era muito e na altura qualquer 50cc nova já custava para cima de 350 contos (1750 euros) e as usadas normalmente já estavam todas escafiadas. Encontrei num stand e oficina de motorizadas que ainda hoje existe, em Alverca (Moto-Verdelha), uma bela Famel XF25S, com cerca de 2 anos, a 170 contos, e lá fui um dia, para a comprar, com o meu melhor amigo (o Nelson, que entretanto havia comprado uma SR125, sem ter sequer carta de condução), e sem os meus pais sequer saberem.
O dono do stand, claro que me perguntou qual a minha idade (até para tratar do registo), e quando viu que eu era menor de idade, disse-me que precisava da autorização do meu pai. Eu lá dei o telefone do trabalho do meu pai, e ele lá ligou, à nossa frente... a resposta do meu pai foi "comprar uma mota??? Não sei de nada... mas se ele tem dinehiro, olhe, venda-lhe a mota, quero lá saber disso!"
E pronto.... desde esse dia, algures por finais de 1992, lá comprei a minha 1ª moto.... e desde então, até hoje, nunca mais deixei de ter e andar em 2 rodas.
Os meus pais claro que na altura não aceitaram muito bem essa coisa de eu andar de moto. Entretanto estava no 12º ano, e na escola aonde eu andava, o 12º ano só havia à noite (pós-laboral). Viram então o jeito que dava eu ter o meu veiculo para ir e vir da escola, especialmente o meu pai, que deixou de ter de me ir buscar por vezes a horas mais tardias, quando os transportes já eram escassos.
Muito aquela Famel andou comigo e com o Nelson em cima, e com várias e haliriantes peripécias à mistura.
Entretanto fiz os 18 e tirei a carta.... e a Famel continuava "pau para toda a obra", até para ir para a escola de condução.
Algum tempo depois entrei na faculdade (finais de 1994). E os 50 kms diários de ida e volta começavam a pesar um bocado para a pequena XF25S, pelo que durante algum tempo optei pelos transportes (passando a motorizada para as mãos do meu irmão, que nela aprendeu também a conduzir).
Mas ir diariamente da Póvoa de Santa Iria para o Alto da Ajuda, em Lx, de transportes eram tarefa morosa e árdua obrigando-me a conciliar horários (comboio + Bus + Bus), pelo que entretanto, e como havia arranjado outro emprego, enquanto fazia o 12º ano à noite, e o dinheiro já abundava mais.... lá fui então "buscar", em meados de 1995, o primeiro motociclo que tive... uma bela Honda CB Two Fifty de 94, verde metalizada, praticamente nova, comprada na Motopeças do Saldanha, antigo concessionário oficial Yamaha, que custou 450 contos.
Por esta altura já era visto como o "motard" ou "motoqueiro" da família, aparecendo muitas vezes de moto, nos eventos familiares, e naturalmente a coisa foi aceite. Até hoje.... tendo já feito inclusivé baptismos de moto a primos(as) e tios(as), e incentivando outros a tê-las!
Já lá vão portanto 23 anitos que ando nisto das duas rodas com motor auxiliar! Espero ainda que por mais tempo.
Boas curvas!
Como sempre tive algum jeito para o desenho, com 12 anos, já desenhava e criava modelos de motos inventados por mim (alguns desses rabiscos ainda os tenho).
Aos 16 anos, a prioridade era pois tirar a licença camarária de ciclomotor. E assim foi... lá me emprestaram uma Kwang Yang (que depois originou a actual Kymco - Kwang Yang Motor Company), aonde fiz de forma atabalhoada o exame (como eram todos os exames camarários) e me deram o título que me permitiria conduzir uma motorizada.
Estávamos em 1992.... e num emprego de Verão, a fazer entrevistas e sondagens para a Marktest, lá juntei dinheiro para a primeira motinha. Andei a ver as possibilidades, pois o dinheiro não era muito e na altura qualquer 50cc nova já custava para cima de 350 contos (1750 euros) e as usadas normalmente já estavam todas escafiadas. Encontrei num stand e oficina de motorizadas que ainda hoje existe, em Alverca (Moto-Verdelha), uma bela Famel XF25S, com cerca de 2 anos, a 170 contos, e lá fui um dia, para a comprar, com o meu melhor amigo (o Nelson, que entretanto havia comprado uma SR125, sem ter sequer carta de condução), e sem os meus pais sequer saberem.
O dono do stand, claro que me perguntou qual a minha idade (até para tratar do registo), e quando viu que eu era menor de idade, disse-me que precisava da autorização do meu pai. Eu lá dei o telefone do trabalho do meu pai, e ele lá ligou, à nossa frente... a resposta do meu pai foi "comprar uma mota??? Não sei de nada... mas se ele tem dinehiro, olhe, venda-lhe a mota, quero lá saber disso!"
E pronto.... desde esse dia, algures por finais de 1992, lá comprei a minha 1ª moto.... e desde então, até hoje, nunca mais deixei de ter e andar em 2 rodas.
Os meus pais claro que na altura não aceitaram muito bem essa coisa de eu andar de moto. Entretanto estava no 12º ano, e na escola aonde eu andava, o 12º ano só havia à noite (pós-laboral). Viram então o jeito que dava eu ter o meu veiculo para ir e vir da escola, especialmente o meu pai, que deixou de ter de me ir buscar por vezes a horas mais tardias, quando os transportes já eram escassos.
Muito aquela Famel andou comigo e com o Nelson em cima, e com várias e haliriantes peripécias à mistura.
Entretanto fiz os 18 e tirei a carta.... e a Famel continuava "pau para toda a obra", até para ir para a escola de condução.
Algum tempo depois entrei na faculdade (finais de 1994). E os 50 kms diários de ida e volta começavam a pesar um bocado para a pequena XF25S, pelo que durante algum tempo optei pelos transportes (passando a motorizada para as mãos do meu irmão, que nela aprendeu também a conduzir).
Mas ir diariamente da Póvoa de Santa Iria para o Alto da Ajuda, em Lx, de transportes eram tarefa morosa e árdua obrigando-me a conciliar horários (comboio + Bus + Bus), pelo que entretanto, e como havia arranjado outro emprego, enquanto fazia o 12º ano à noite, e o dinheiro já abundava mais.... lá fui então "buscar", em meados de 1995, o primeiro motociclo que tive... uma bela Honda CB Two Fifty de 94, verde metalizada, praticamente nova, comprada na Motopeças do Saldanha, antigo concessionário oficial Yamaha, que custou 450 contos.
Por esta altura já era visto como o "motard" ou "motoqueiro" da família, aparecendo muitas vezes de moto, nos eventos familiares, e naturalmente a coisa foi aceite. Até hoje.... tendo já feito inclusivé baptismos de moto a primos(as) e tios(as), e incentivando outros a tê-las!
Já lá vão portanto 23 anitos que ando nisto das duas rodas com motor auxiliar! Espero ainda que por mais tempo.
Boas curvas!

