04-03-2020 às 15:19
(04-03-2020 às 12:43)dfelix Escreveu:(02-03-2020 às 17:20)Marco Faria Escreveu: Nenhuma lhe inspirou confiança, uma "fugia" para a direita, outra desligava-se em andamento, outra nem sequer conseguiu por a trabalhar.
Muito honestamente, isto é a típica conversa do cagalhão que ouço há mais de 15 anos..
Sempre a história do amigo do amigo e blá blá.
Acho piada, porque ouvi de tudo quando há 14 anos atrás comprei a minha primeira não-japonesa.
Já lhe tinha espetado 100K e continuavam-me a dizer que eram poços de problemas.
Já lhe tinha espetado 200K continuavam-me a dizer o mesmo.
Com a minha a minha scrambler... outra vez arroz.
Neste momento já saltou prai 4 ou 5K da revisão dos 48K... e continua a levar valentes esfrega!
E nem sei quantos quilómetros tem. Não porque o odometro tivesse avariado mas porque alguém decidiu que aquela cablagem junto ao guiador devia levar uma navalhada!
Tá toda cagada, riscada, bancos rasgados... porque é usada como se tivesse sido roubada.
Quando partir.. partiu!
Mas até agora é das motos que menos chatices que já me deu.
Portanto, toda essa retórica da fiabilidade é pra mim conversa do típico domingueiro que só tira a moto para ir à roca e tem de justificar racionalmente o cagalhão aborrecido que usa para dar a voltinha ao café.
Seria mais honesto dizer que há receio em arriscar.
É perfeitamente legitimo. Eu próprio, que durante anos dependi só de moto para as minhas deslocações diárias, também já privilegiei o que seria "escolhas seguras".
Até ao dia que comprei uma japonesa nova com 0km que se começou a desintegrar mal saiu do stand.
edit..
Para poupar trabalho à malta do "Honda é Honda" que fica logo a espumar pra mandar a boca dos custos das revisões, poupo o trabalho e deixo aqui o link para uma em que paguei 700 euros...
Curiosamente também e depois das japonesas, foi igualmente o que mais ouvi, quando comprei a BMW... Para ter uma boa cobertura de assistência em viagem, que iria conhecer muito bem empresas de reboques e as bermas das estradas, que passaria mais tempo com a mota parada na oficina do que a andar, que a mota se iria desintegrar ao longo do tempo, que iria ser "depenado" de cada vez que fosse à oficina, etc., etc....
Quase 9 anos com ela e com 75 mil kms vendi-a, e em todo o tempo, tirando um recall (aos rolamentos do cubo da roda traseira), um rectificador de corrente (curiosamente peça que tive de substituir em duas das Honda que tive anteriormente), e uma top case "voadora", tudo o resto foram apenas consumíveis.
Mesmo em relação às revisões, na generalidade, sempre paguei mais pelas revisões na(s) Honda, do que na BMW.
Mas a estigmatização das coisas, sejam em relação às japonesas, como às europeias é fodido. Até é assunto que dá para umas quantas picardias entre o pessoal, mas não mais que isso... até porque está longe de ser realidade. Nem as japonesas são tão fiáveis e boas como as pintam (e cada vez menos)... Nem as europeias são tão problemáticas e pouco fiáveis como se tenta fazer passar.

