DREAM RACER
#1

Tudo indica que alguém decidiu perseguir um sonho.

E prontos....

https://store.dreamracer.tv/products/dream-racer-blu-ray?utm_source=facebook&utm_medium=STORE.DREAMRACER.TV&utm_campaign=STORE.DREAMRACER.TV


https://youtu.be/9_Gqmes3mag

Mas eu gostava de dar uma torcidela mais ao assunto.
Isto pode servir como fonte de inspiração, como motivação ou apenas para ter um bom motivo para criticar os malucos que se metem neste tipo de aventuras.
Mas o que é certo é que é um dejavu!
Primeiro fazes algo, fora da bolha, distinto e que te faz estar nas nuvens, depois tentas sacar resultados disso vendendo a tua experiência.
Para que serve dizer que se fez uma aventura sem patrocinadores se depois vendes a tua história?
Se queres mesmo ser fonte de inspiração para quê impor uma "portagem“ para que as pessoas se inspirem?
Existirá mesmo esse altruísmo motivacional vendendo este filme?

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#2

(03-08-2017 às 17:12)LoneRider Escreveu:  Se queres mesmo ser fonte de inspiração para quê impor uma "portagem“ para que as pessoas se inspirem?

Porque tudo tem um preço.
E porque se queres continuar a sonhar, convém haver encaixe financeiro para isso.
Toda a gente sabe que quando não há dinheiro, não há palhaços!

Tens um bom exemplo por cá. O alpinista João Garcia.
Já tinha escalado meio mundo mas só ficou conhecido quando perdeu o nariz no Evereste.
Passou ser fonte de inspiração e a cobrar portagens que lhe têm permitido não ficar rico, mas continuar a cumprir os objectivos pessoais.

Há sempre alguém que passa o dia a pilotar a secretária que não podendo viver a aventura, acaba por contribuir para as aventuras dos outros.
OK, somos um povo de treinadores de bancada que prefere gastar dinheiro em cenas fúteis do que contribuir para coisas deste género.
Noutras paragens não é bem assim.
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#3

Não tive oportunidade de responder antes, mas como referido sem dinheiro não se fazem as coisas. Tudo isto custa bastante dinheiro, e enquanto o fazes é sempre a gastar. O ter apoios, quer sejam antes ou depois, ajuda a que mais sonhos possam ser realizados, ou pura e simplesmente não viveres um pesadelo logo a seguir ao cumprir do sonho. É algo que dificilmente se pode fugir, e como a maioria das pessoas não tem rendimentos passivos que lhe permitam este tipo de aventuras, tem que da melhor maneira rentabilizar algo que pode ser interessante para outros.

Neste caso especifico, e dado que o fez depois de fazer a viagem ainda teve a possibilidade de organizar a viagem como bem lhe apeteceu, sem restrições ou imposições de patrocinadores.

E sinceramente o que o moveu não acredito que tenha sido o ser uma fonte de inspiração, mas antes algo que queria muito fazer...

Tivesse eu a oportunidade de ter apoios para fazer uma viagem à volta do mundo, não seria isso que me faria demover. Só se tivessem exigências absurdas ou que fossem contra aquilo que acredito.
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#4

Temos o exemplo da Gracinda Ramos, num âmbito mais europeísta e estradista. Que embora parte das viagens que faz sejam pagas com verbas da própria, neste momento recebe apoios de algumas entidades. Neste preciso momento está ela a caminho da Escandinávia.

O Zé Luís é outro exemplo.
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#5

O único apoio que a Gracinda tem é por parte da Honda e, pelo que entendi, para garantia de pagamento no caso de necessitar assistência.
Mais ou menos o que a Volvo Trucks de Zaragoza faz ao meu patrão.

O João Luís obtém patrocínio das suas próprias empresas e também de um familiar seu.

Pedir patrocínios não é mau, o que mais me choca é vender a história quando se trata do nosso sonho.

Devo ser bué romântico para ver isto como uma forma pouco ética de viver....

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#6

Concordo plenamente.
Outro exemplo é o caso do Ewan McGregor no Long Way Round em que levaram várias viaturas de apoio, e até um médico. 
Tb foi giro a KTM recusar emprestar as motas por achar que aquilo não era uma "aventura" e que não precisavam das motas fornecidas pela KTM, lá tiveram de se virar pras GS, uma maravilha pra BM q aproveitou bem a publicidade. Para quem viu, percebe-se perfeitamente o porque das 1200 não servirem para aquilo.
Mas a meio da serie o gajo lá desabafa que se sentia envergonhado por terem gasto milhares de libras pra satisfazer aquele "capricho"
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#7

No caso da Gracinda, por exemplo, a Mototrofa (agente Honda) revê e prepara-lhe a mota para a viagem, o que de si já é um excelente apoio, pois sabemos quanto custa uma revisão e intervenção mais completa e minuciosa.

Quanto a garantias, não sei se ela tem alguma excepção ou cobertura diferenciada, mas a XTourer julgo que ainda esteja na normal garantia da marca (tendo em conta que ela adquiriu esta mota um pouco antes da viagem do ano passado à Rússia).
Não sei como a coisa está agora com as motos, mas tenho um carro Honda, em garantia, e a marca cobre a assistência em qualquer ponto da Europa.

E desculpa João Luís, ter-te trocado o nome e ter-te chamado de Zé shy (my bad).... é que Zé Luís é o "outro" também bem conhecido de muitos users aqui do tasco. bigsmile
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#8

(04-08-2017 às 11:23)LoneRider Escreveu:  Devo ser bué romântico para ver isto como uma forma pouco ética de viver....

Mas porque achas pouco ético? Um musico ou qualquer outro artista é pouco ético por vender a sua arte? Assumindo que o resultado é aquilo que queria e não "cedeu" a criar um produto para as vendas?

Eu vejo um pouco da mesma forma. Fazes uma viagem no caso, e no fim partilhas parte dela com outros. No caso especifico por perceber que tinha um mercado, vendeu algo de forma a rentabilizar um pouco.

As minhas máquinas (e ex):
Kawasaki Versys 1000 / KTM 1290 Super Duke GT
Yamaha FZS 600 Fazer

[Imagem: censorship2.jpg]

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#9

(04-08-2017 às 11:46)michelfpinto Escreveu:  
(04-08-2017 às 11:23)LoneRider Escreveu:  Devo ser bué romântico para ver isto como uma forma pouco ética de viver....

Mas porque achas pouco ético? Um musico ou qualquer outro artista é pouco ético por vender a sua arte? Assumindo que o resultado é aquilo que queria e não "cedeu" a criar um produto para as vendas?

Eu vejo um pouco da mesma forma. Fazes uma viagem no caso, e no fim partilhas parte dela com outros. No caso especifico por perceber que tinha um mercado, vendeu algo de forma a rentabilizar um pouco.

Michel estamos a falar de sonhos.
Um músico faz da arte /música a sua profissão.

Não sei pá, é coisa que não encaixa.
Eu fiz o Caminho e partilhei com vocês porque acho que é um excelente exemplo para motivar o pessoal a tornar reais os sonhos.
No fundo, foram três dias e meio de todo tipo de caminhos e obstáculos, chuva, neve, gelo ao longo de mais de 800km.
Poderia tentar sacar dinheiro daí com o devido marketing?
Se calhar....
Mas seria a mesma coisa?
Eu não dormiría tranquilo.

I just don't run with the crowd!

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#10

(04-08-2017 às 11:46)michelfpinto Escreveu:  
(04-08-2017 às 11:23)LoneRider Escreveu:  Devo ser bué romântico para ver isto como uma forma pouco ética de viver....

Mas porque achas pouco ético? Um musico ou qualquer outro artista é pouco ético por vender a sua arte? Assumindo que o resultado é aquilo que queria e não "cedeu" a criar um produto para as vendas?

Eu vejo um pouco da mesma forma. Fazes uma viagem no caso, e no fim partilhas parte dela com outros. No caso especifico por perceber que tinha um mercado, vendeu algo de forma a rentabilizar um pouco.

Concordo em absoluto com o Michel (haja uma primeira vez)! bigsmile

Mas a sério.... se eu tenho algo que possa rentabilizar e minimizar um investimento próprio, não entendo que por uma razão meramente ética (que pode ser questionável), não o farei? É que todo e qualquer romantismo acaba no acto de pagar a conta final!
E ainda do ponto de vista "emocional", contribui para ajudar outros a "sonhar", o que também pode ser altruísta. smile

[Imagem: zX4Kq81.png]

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