20-01-2015 às 10:54
(20-01-2015 às 10:21)Johnny_1056 Escreveu: Uma sugestão: comecem por "brincar" com a ciclística da moto que têm em casa.
E no artigo explico como o podem fazer e o que esperar dependendo das alterações
(20-01-2015 às 10:21)Johnny_1056 Escreveu: Discutir concepções de chassis é sempre complicado e nem tudo é assim tão simples quanto o acima exposto. Basta olhar para as últimas 4 décadas, principalmente a partir do momento em que os japoneses apareceram com motores performantes e ciclísticas inspiradas nas estruturas de bambu.
Este artigo é sobre GEOMETRIA. Ainda não entrei nas análises estruturais, em que vou falar sobre as noções de rigidez e flex. Calma amigos, que chegamos lá
(20-01-2015 às 10:21)Johnny_1056 Escreveu: No extremo oposto, temos as chopper extremas dos anos 60 e 70 ou as suecas, onde estas noções também são vitais para separar uma moto "conduzível" de algo que apenas serve para expor na sala.
Muito curioso que muitas destas choppers "evitam" algumas considerações - nomeadamente tudo o que é referente ao trém traseiro. Por serem hardtails, ou terem o CoG muito baixo, não se corre o risco de a mota aterar a geometria da frente em curva, sendo uma mota mais previsivel a curvar (não estou a dizer que são muito boas a fazer curvas rápidas ou que são ágeis - isso tem a ver com a geometria do trém frontal, que estas motas claramente têm exagerado).
(20-01-2015 às 10:21)Johnny_1056 Escreveu: Tomar como exemplo a Ducati de MotoGP também não me parece boa ideia, é (ou tem sido) uma das motos mais peculiares do paddock e a ciclística não é a sua única particularidade, apesar de ser esta a mais contestada.
Quanto à Ducati, só pus esse exemplo para poderem ver que parece uma mota desenhada por malucos que não tiveram em consideração alguns pilares básicos de GEOMETRIA e FISICA (Eu antes disse "parece que", atenção), e para podermos discutir as diferenças encontradas.
Por exemplo, a Ducati é a moto com menos Rake do paddock, mas com o maior Trail. É a mota que coloca o piloto mais a frente, mas mais alto. Tem a geometria traseira que menos impede squatting, apesar dos pilotos se queixarem da falta de feeling a frente. As minhas conclusões para a Ducati são que não houve consideração relevante pelo anti-squat (já volto a esta parte), e andam a tentar tapar buracos, pondo tudo o que podem mais a frente para conseguir aquecer o peneu da frente. O Trail é maior que em todas as outras, uma tentativa de compensar o Rake mais apertado (que devem ter recorrido para manter a moto curta mas sem riscos da roda bater no motor quando há compressão a frente).
Estou a fazer o estudo de muitas outras motas para comparar. De momento já fiz as 3 MotoGP de fábrica, MV Agusta F3, Daytona 675 (a dadora para o meu projecto), a R6 e a Britten V1000. Faltam-me as 1000 e algumas motas que não gostei de conduzir - como a Ducati Monster.

