23-04-2019 às 10:51
(22-04-2019 às 23:55)marco.clara Escreveu: A forma como vivemos o motociclismo não é necessariamente uma constante ao longo do tempo.
Momentos houve que fui um autentico palerma, para não dizer uma besta, a andar de mota.
Outros houve em que fiz merda e me coloquei numa posição em que não deveria estar.
Tive azares, alguns. Vi umas quantas vezes o alcatrão de perto (e não só). Cheguei a pensar desistir. Acabei por não o fazer.
A soma dessas experiências levou-me a ser como sou hoje em dia. Não sou melhor nem pior que ninguém, e 'tá-se bem assim.
É um facto que quando andamos de mota, estamos mais expostos ao risco de algo correr mal. Por outro lado cada um de nós terá um retorno que nos impele a continuar. No dia em que deixarmos de sentir que esse retorno existe, ou que vale a pena o risco, certamente deixaremos de o fazer (se ainda formos a tempo).
Voltando ao início, a forma como vivemos o motociclismo não é necessariamente uma constante ao longo do tempo, nem tampouco é igual para todos.
Revejo-me nestas palavras...
40 anos de mota e parece que foi ontem, no entanto por vezes ao olhar o passado fico a chamar-me parvo, louco, inconsciente, etc., penso que só mesmo tendo a sorte que tive consigo neste momento estar a ler e escrever estas linhas, tal não foi a imensidão de asneiras que fiz...
No entanto, felizmente tudo me correu bem, umas vezes por sapiência, outras por mera sorte... o mesmo não posso dizer de amigos e conhecidos que já cá não estão... Ver/assistir a algum amigo/companheiro desaparecer naquele momento de diversão e partilha é dor que não desejo a ninguém!
Resta continuar a usufruir do sabor e do quando é bom andar de mota, agora com outros pensamentos e atitudes (quiçá próprias da idade) e honrar quem já partiu.

