Dakar 2015 – 10ª etapa: tudo por decidir
![[Imagem: 140115rubenh.jpg]](http://www.motociclismo.pt/images/stories/NOTICIAS_DESPORTO/Todo-o-Terreno/140115rubenh.jpg)
O Dakar regressou hoje à Argentina, com uma tirada de quase novecentos quilómetros entre Calama e Salta, 471 km dos quais numa especial cronometrada que começou a 3600 metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes.
Esta foi, também, a primeira parte de nova etapa maratona, sendo que no bivouac de hoje em Salta não haverá apoio mecânico, outra razão pela qual esta era uma etapa “de nervos”, para a qual o líder Marc Coma e o 2º colocado, Paulo Gonçalves, partiram separados por apenas 5m28s. Era uma jornada em que as estratégias das marcas em luta, respetivamente KTM e Honda, estavam mais do que nunca em campo, cada uma a tentar colocar da melhor maneira os seus peões no terreno.
De um lado, Marc Coma apoiado por Ruben Faria, Toby Price e os privados Quintanilla, Svitko, Jakes ou Casteu, enquanto do lado da Honda Paulo Gonçalves tem a “trabalhar para si” Joan Barreda, Hélder Rodrigues, Laia Sanz, Israel e mesmo Pizzolito, que certamente terão instruções para canibalizar as suas CRF 450 Rally caso algo seja necessário na moto de Gonçalves.
Quanto a resultados, e excetuando o abandono de Mário Patrão, que detalhamos mais à frente, nada de grave para a esquadra lusa. Joan Barreda venceu, levando atrás de si Coma, na esperança eventual de algum erro do quatro vezes vencedor da prova, e Ruben Faria fez um excelente terceiro lugar - que até pode funcionar amanhã em favor de Gonçalves, pois deixa-o partir mais atrás, longe do controlo de Coma.
Para Ruben Faria, este foi um dia intenso, recuperando bastante tempo para o 6º posto que era seu ontem, antes de lhe ter sido averbada a penalização de 40 minutos por ter falhado um waypoint, que o fez descer para 7º da geral.
Segundo o piloto algarvio da KTM, “a etapa não era muito exigente do ponto de vista de navegação e desde os primeiros quilómetros que me senti muito bem. Percebi no momento do reabastecimento que podia fazer um bom resultado e resolvi atacar um pouco mais na fase final, também para procurar encontrar uma boa posição para a especial de amanhã. Hoje foi o primeiro dia de uma maratona e todos os pilotos se retraíram um pouco para poupar material para amanhã. A minha moto está perfeita e amanhã vou tentar imprimir um bom ritmo desde a partida porque me sinto também confortável neste tipo de piso.”
Paulo Gonçalves foi quinto, atrás dos pilotos referidos e de Toby Price, e perdeu 2m07s para o líder, o que o deixa agora a 7m35s de Marc Coma. Hélder Rodrigues foi hoje o sétimo e subiu um lugar na geral, para o 12º lugar, embora não seja esta agora a sua guerra.
Para Paulo Gonçalves, esta foi uma “etapa sem contratempos. Saí atrás do Hélder Rodrigues e mantive uma toada assertiva até ao final. O Marc (Coma) saiu atrás de mim, apanhou-me e desde então seguimos juntos. Sei que vamos ter um pouco deste jogo até ao final, mas está tudo em aberto. O importante é concentrar-me na prova, faltam mais três dias e o Dakar só termina em Buenos Aires. Estamos a trabalhar em equipa, a equipa HRC está a fazer um excelente trabalho, estamos todos de parabéns por termos chegado até aqui. Não percam os próximos episódios”, adianta o piloto de Esposende.
Quanto a Mário Patrão, que tem sido assolado por problemas mecânicos de toda a ordem na sua Suzuki durante a prova, voltou a não ter a sorte do seu lado, e foi forçado a abandonar na etapa de hoje, com problemas de injeção. Logo ao KM 16, já depois de uma longa ligação e a uma altitude superior a 4.000 metros, o piloto de Seia foi obrigado a baixar os braços devido a mais esta avaria. Foi um esforço enorme e, infelizmente, inglório, o do Campeão Nacional de TT, que, com meios incomparavelmente menores do que os seus compatriotas em prova, lutou sempre contra as adversidades.
![[Imagem: 140115marioh.jpg]](http://www.motociclismo.pt/images/stories/NOTICIAS_DESPORTO/Todo-o-Terreno/140115marioh.jpg)
“Estou fora de prova, triste, exausto, fiz tudo o que podia mas a sorte não me quis acompanhar neste Dakar”, referiu no final Mário Patrão. “Andei todos os dias como se estivesse na minha oficina, em Seia, sempre a reparar a moto pelo percurso, sempre com problemas. Fiz de tudo para me limitar a chegar a Buenos Aires, o objetivo principal era terminar, já que impor o meu ritmo e as minhas capacidades estava fora de questão”, explicou. “Para este ano acabou, terminou o sonho mas não acaba a esperança. Se conseguir reunir condições dignas de provar o meu valor espero voltar e levar por diante um bom Dakar. Esta prova apaixonou-me, pedras no sapato há muitas, resta-me aprender a evitá-las”, concluiu.
Amanhã, a 11ª e antepenúltima etapa deste Dakar leva a caravana de Salta até Termas de Rio Hondo, com 161 km de ligação e 351 km de especial.
Classificação da 10ª etapa
1. Joan Barreda (Honda), 4h07m11s
2. Marc Coma (KTM), a 1m39s
3. Ruben Faria (KTM), a 1m57s
4. Toby Price (KTM), a 2m14s
5. Paulo Gonçalves (Honda), a 3m46s
6. Stefan Svitko (KTM) a 6m22s
7.Hélder Rodrigues (Honda), a 6m26s
8. Pablo Quintanilla (KTM), a 6m29s
9. Ivan Jakes (KTM), a 8m59s
10. Hans Vogels (KTM), a 10m19s
Classificação Geral após 10ª etapa
1.Marc Coma (KTM), 38h13m50s
2. Paulo Gonçalves (Honda), a 7m35s
3. Pablo Quintanilla (KTM), a 31m42s
4. Toby Price (KTM), a 32m06s
5. Stefan Svitko (KTM), a 45m19s
6. David Casteu (KTM), a 1h41m14s
7. Ruben Faria (KTM), a 1h41m40s
8. Laia Sanz (Honda), a 2h05m00s
9. Ivan Jakes (KTM), a 2h25m51s
10. Olivier Pain (Yamaha), a 2h50m11s
12. Hélder Rodrigues (Honda), a 3h22m54s
![[Imagem: 140115rubenh.jpg]](http://www.motociclismo.pt/images/stories/NOTICIAS_DESPORTO/Todo-o-Terreno/140115rubenh.jpg)
O Dakar regressou hoje à Argentina, com uma tirada de quase novecentos quilómetros entre Calama e Salta, 471 km dos quais numa especial cronometrada que começou a 3600 metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes.
Esta foi, também, a primeira parte de nova etapa maratona, sendo que no bivouac de hoje em Salta não haverá apoio mecânico, outra razão pela qual esta era uma etapa “de nervos”, para a qual o líder Marc Coma e o 2º colocado, Paulo Gonçalves, partiram separados por apenas 5m28s. Era uma jornada em que as estratégias das marcas em luta, respetivamente KTM e Honda, estavam mais do que nunca em campo, cada uma a tentar colocar da melhor maneira os seus peões no terreno.
De um lado, Marc Coma apoiado por Ruben Faria, Toby Price e os privados Quintanilla, Svitko, Jakes ou Casteu, enquanto do lado da Honda Paulo Gonçalves tem a “trabalhar para si” Joan Barreda, Hélder Rodrigues, Laia Sanz, Israel e mesmo Pizzolito, que certamente terão instruções para canibalizar as suas CRF 450 Rally caso algo seja necessário na moto de Gonçalves.
Quanto a resultados, e excetuando o abandono de Mário Patrão, que detalhamos mais à frente, nada de grave para a esquadra lusa. Joan Barreda venceu, levando atrás de si Coma, na esperança eventual de algum erro do quatro vezes vencedor da prova, e Ruben Faria fez um excelente terceiro lugar - que até pode funcionar amanhã em favor de Gonçalves, pois deixa-o partir mais atrás, longe do controlo de Coma.
Para Ruben Faria, este foi um dia intenso, recuperando bastante tempo para o 6º posto que era seu ontem, antes de lhe ter sido averbada a penalização de 40 minutos por ter falhado um waypoint, que o fez descer para 7º da geral.
Segundo o piloto algarvio da KTM, “a etapa não era muito exigente do ponto de vista de navegação e desde os primeiros quilómetros que me senti muito bem. Percebi no momento do reabastecimento que podia fazer um bom resultado e resolvi atacar um pouco mais na fase final, também para procurar encontrar uma boa posição para a especial de amanhã. Hoje foi o primeiro dia de uma maratona e todos os pilotos se retraíram um pouco para poupar material para amanhã. A minha moto está perfeita e amanhã vou tentar imprimir um bom ritmo desde a partida porque me sinto também confortável neste tipo de piso.”
Paulo Gonçalves foi quinto, atrás dos pilotos referidos e de Toby Price, e perdeu 2m07s para o líder, o que o deixa agora a 7m35s de Marc Coma. Hélder Rodrigues foi hoje o sétimo e subiu um lugar na geral, para o 12º lugar, embora não seja esta agora a sua guerra.
Para Paulo Gonçalves, esta foi uma “etapa sem contratempos. Saí atrás do Hélder Rodrigues e mantive uma toada assertiva até ao final. O Marc (Coma) saiu atrás de mim, apanhou-me e desde então seguimos juntos. Sei que vamos ter um pouco deste jogo até ao final, mas está tudo em aberto. O importante é concentrar-me na prova, faltam mais três dias e o Dakar só termina em Buenos Aires. Estamos a trabalhar em equipa, a equipa HRC está a fazer um excelente trabalho, estamos todos de parabéns por termos chegado até aqui. Não percam os próximos episódios”, adianta o piloto de Esposende.
Quanto a Mário Patrão, que tem sido assolado por problemas mecânicos de toda a ordem na sua Suzuki durante a prova, voltou a não ter a sorte do seu lado, e foi forçado a abandonar na etapa de hoje, com problemas de injeção. Logo ao KM 16, já depois de uma longa ligação e a uma altitude superior a 4.000 metros, o piloto de Seia foi obrigado a baixar os braços devido a mais esta avaria. Foi um esforço enorme e, infelizmente, inglório, o do Campeão Nacional de TT, que, com meios incomparavelmente menores do que os seus compatriotas em prova, lutou sempre contra as adversidades.
![[Imagem: 140115marioh.jpg]](http://www.motociclismo.pt/images/stories/NOTICIAS_DESPORTO/Todo-o-Terreno/140115marioh.jpg)
“Estou fora de prova, triste, exausto, fiz tudo o que podia mas a sorte não me quis acompanhar neste Dakar”, referiu no final Mário Patrão. “Andei todos os dias como se estivesse na minha oficina, em Seia, sempre a reparar a moto pelo percurso, sempre com problemas. Fiz de tudo para me limitar a chegar a Buenos Aires, o objetivo principal era terminar, já que impor o meu ritmo e as minhas capacidades estava fora de questão”, explicou. “Para este ano acabou, terminou o sonho mas não acaba a esperança. Se conseguir reunir condições dignas de provar o meu valor espero voltar e levar por diante um bom Dakar. Esta prova apaixonou-me, pedras no sapato há muitas, resta-me aprender a evitá-las”, concluiu.
Amanhã, a 11ª e antepenúltima etapa deste Dakar leva a caravana de Salta até Termas de Rio Hondo, com 161 km de ligação e 351 km de especial.
Classificação da 10ª etapa
1. Joan Barreda (Honda), 4h07m11s
2. Marc Coma (KTM), a 1m39s
3. Ruben Faria (KTM), a 1m57s
4. Toby Price (KTM), a 2m14s
5. Paulo Gonçalves (Honda), a 3m46s
6. Stefan Svitko (KTM) a 6m22s
7.Hélder Rodrigues (Honda), a 6m26s
8. Pablo Quintanilla (KTM), a 6m29s
9. Ivan Jakes (KTM), a 8m59s
10. Hans Vogels (KTM), a 10m19s
Classificação Geral após 10ª etapa
1.Marc Coma (KTM), 38h13m50s
2. Paulo Gonçalves (Honda), a 7m35s
3. Pablo Quintanilla (KTM), a 31m42s
4. Toby Price (KTM), a 32m06s
5. Stefan Svitko (KTM), a 45m19s
6. David Casteu (KTM), a 1h41m14s
7. Ruben Faria (KTM), a 1h41m40s
8. Laia Sanz (Honda), a 2h05m00s
9. Ivan Jakes (KTM), a 2h25m51s
10. Olivier Pain (Yamaha), a 2h50m11s
12. Hélder Rodrigues (Honda), a 3h22m54s
Ricardo - Honda X-ADV
![[Imagem: latest?cb=20150510093035]](http://vignette2.wikia.nocookie.net/spongebob/images/6/66/Screen_Shot_2015-05-10_at_3.28.25_AM.png/revision/latest?cb=20150510093035)
![[Imagem: latest?cb=20150510093035]](http://vignette2.wikia.nocookie.net/spongebob/images/6/66/Screen_Shot_2015-05-10_at_3.28.25_AM.png/revision/latest?cb=20150510093035)

