COVID-19 - PREOCUPAÇÕES
#11

Claro que as seguradoras se tentam sempre escapar a gastar dinheiro. Mas se por acaso pensarem em deixar de cobrir as tais coberturas facultativas haveria então lugar a um pedido de reembolso do prémio de seguro e taxas associadas a essas coberturas facultativas no período em que elas deixassem de ser asseguradas. E isso seria um imbróglio daqueles em que nenhuma seguradora se irá querer meter...
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#12

(21-03-2020 às 13:59)luisnogueira Escreveu:  Claro que as seguradoras se tentam sempre escapar a gastar dinheiro. Mas se por acaso pensarem em deixar de cobrir as tais coberturas facultativas haveria então lugar a um pedido de reembolso do prémio de seguro e taxas associadas a essas coberturas facultativas no período em que elas deixassem de ser asseguradas. E isso seria um imbróglio daqueles em que nenhuma seguradora se irá querer meter...

Não é bem assim. Se bem entendi, o que o artigo explica é que se tens um sinistro pelo facto de estares a violar a lei, a seguradora pode recursar-se a essa cobertura de despesas. Isto já acontece se por exemplo conduzires sem carta ou alcoolizado. Em estado de emergência se andares a conduzir sem um real motivo para o fazeres e tiveres um acidente, a interpretação da parte das seguradoras pode ser mais ou menos a mesma. Nesse sentido, não é muito diferente do que já tens hoje em dia.

Mas como não sei "advoguês", posso ter entendido mal.
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#13

(21-03-2020 às 14:07)marco.clara Escreveu:  
(21-03-2020 às 13:59)luisnogueira Escreveu:  Claro que as seguradoras se tentam sempre escapar a gastar dinheiro. Mas se por acaso pensarem em deixar de cobrir as tais coberturas facultativas haveria então lugar a um pedido de reembolso do prémio de seguro e taxas associadas a essas coberturas facultativas no período em que elas deixassem de ser asseguradas. E isso seria um imbróglio daqueles em que nenhuma seguradora se irá querer meter...

Não é bem assim. Se bem entendi, o que o artigo explica é que se tens um sinistro pelo facto de estares a violar a lei, a seguradora pode recursar-se a essa cobertura de despesas. Isto já acontece se por exemplo conduzires sem carta ou alcoolizado. Em estado de emergência se andares a conduzir sem um real motivo para o fazeres e tiveres um acidente, a interpretação da parte das seguradoras pode ser mais ou menos a mesma. Nesse sentido, não é muito diferente do que já tens hoje em dia.

Mas como não sei "advoguês", posso ter entendido mal.

Marco, mas pelo que tenho percebido os únicos neste momento proibidos totalmente de sair à rua e circular(seja a pé, de carro ou de mota), são os infectados. Todos os outros devem respeitar, mas não estão obrigados a ficar fechados em casa. Portanto na realidade podes circular. Pelo menos é o que entendi das últimas medidas anunciadas no que ao estado de emergência diz respeito.
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#14

(21-03-2020 às 14:25)luisnogueira Escreveu:  Marco, mas pelo que tenho percebido os únicos neste momento proibidos totalmente de sair à rua e circular(seja a pé, de carro ou de mota), são os infectados. Todos os outros devem respeitar, mas não estão obrigados a ficar fechados em casa.

De acordo com o artigo 5º do decreto-lei aprovado pelo governo, não é assim.

A quem não tiver paciência para ler o DL, há jornais que sumarizam o que se pode e não pode fazer. A título de exemplo, retirado de um artigo do Observador:

Citar:Posso pegar no carro e ir dar uma volta sem sair do carro?
Não. Só pode circular no seu carro se for fazer alguma das atividades permitidas ou para reabastecer de combustível.

Trocas a palavra "carro" por "mota" et voilá... as atividades permitidas estão listadas no DL partilhado acima.
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#15

(21-03-2020 às 15:17)marco.clara Escreveu:  
(21-03-2020 às 14:25)luisnogueira Escreveu:  Marco, mas pelo que tenho percebido os únicos neste momento proibidos totalmente de sair à rua e circular(seja a pé, de carro ou de mota), são os infectados. Todos os outros devem respeitar, mas não estão obrigados a ficar fechados em casa.

De acordo com o artigo 5º do decreto-lei aprovado pelo governo, não é assim.

A quem não tiver paciência para ler o DL, há jornais que sumarizam o que se pode e não pode fazer. A título de exemplo, retirado de um artigo do Observador:

Citar:Posso pegar no carro e ir dar uma volta sem sair do carro?
Não. Só pode circular no seu carro se for fazer alguma das atividades permitidas ou para reabastecer de combustível.

Trocas a palavra "carro" por "mota" et voilá... as atividades permitidas estão listadas no DL partilhado acima.

Na prática segundo o artigo 5º, praticamente qualquer pessoa pode alegar as alíneas:

f) Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou
dependentes;

h) Deslocações de curta duração para efeitos de atividade física, sendo proibido o exercício de atividade física coletiva;

Porque para dares essa justificação é só de "boca".

Ou seja, não podes sair só porque sim, mas tens justificações que se quiseres podes utilizar apenas para o porque sim.
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#16

Não me parece que a alínea h) seja desculpa para andar de mota... lol

De qualquer forma concordo com o que referes, e tal como já disse anteriormente, aqui ou no tópico dos croquetes... "podes sempre mentir". No caso de um acidente e de a seguradora se tentar esquivar ao pagamento pelos motivos já mencionados, podes é ter de o provar. E isso pode ser mais ou menos difícil dependendo do local onde ocorra o sinistro, horas, circunstâncias, etc. Mas admito ser tema que (sobretudo nos dias que correm) não valha o debate. thumbsup
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#17

Caso houvesse exclusão seria para todo o tipo de veículos.
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#18

https://sol.sapo.pt/artigo/690281/o-meu-...m-lagrimas

"O meu pai precisava de um ventilador para não morrer e eles negaram-no. O médico chamou-me em lágrimas"

Óscaro Haro, diretor desportivo da equipa de Moto GP LCR Honda, é uma das pessoas que viu um familiar próximo morrer devido à pandemia.

Texto e Video de óscaro Haro rolleyes

Óscaro Haro, diretor desportivo da equipa de Moto GP LCR Honda, é uma das pessoas que viu um familiar próximo morrer devido à pandemia. Nas redes sociais, Haro revelou que o pai morreu por falta de ventiladores.

"Ninguém deveria morrer sozinho. O meu pai começou a trabalhar aos 14 e só parou aos 65. Nunca pediu nada”, começou por desabafar.

“Na quarta-feira ele precisava de um ventilador para não morrer e eles negaram-no. O médico chamou-me em lágrimas para me pedir permissão para o deixar morrer. Esta é a Espanha que temos. Estamos a deixar morrer estas pessoas”, acrescentou.

“A minha mãe segue fechada em casa, sem eu poder abraçá-la, beijá-la, consolá-la, testou positivo e não quer voltar ao hospital, porque teme também que a deixem morrer”, contou, num vídeo onde surge emocionado, e onde pede ainda a todos para lutar.

“Não entendo por que é que meu pai não pode mais levar a neta para ver os tomates da horta. Não entendo muitas coisas, antes de tudo, não entendo o egoísmo do ser humano”, afirmou. “É hora de lutar juntos e levar o país à tona. E quem quiser afundar, nós gentilmente o convidamos a sair”, rematou.
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#19

Onde andam os Políticos???
Onde anda a União Europeia que pelos vistos de UNIÃO nada têm???
UNIÃO Europeia??? Não há ventiladores, não há equipamentos, para os médicos, etc... não há nada???
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#20

(25-03-2020 às 18:47)FerroH Escreveu:  Onde andam os Políticos???
Onde anda a União Europeia que pelos vistos de UNIÃO nada têm???
UNIÃO Europeia??? Não há ventiladores, não há equipamentos, para os médicos, etc... não há nada???

É precisamente por isso que devemos estar em casa.
Não existe tratamento farmacológico, nem vacinas, o único meio é o de conter o contágio através do isolamento social.
Assim evitamos uma afluência em avalancha aos hospitais e um pressão assistencial que, no caso de ocorrer, obrigará a difíceis decisões éticas sobre quem vive e quem morre.

Pensem nisto antes de sair de casa.

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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