As nossas motas
#1

Não sei se já houve um tópico semelhante mas era interessante saber quanto ao pessoal mais experiente, que ja tem muitos anos disto e ja teve varias motas se existe alguma mota que já tiveram tivesse deixado grandes saudades, se arrependeram de vende-la e gostariam de voltar a ter uma mota igual num futuro próximo, porque aquela fazia mesmo a diferença. 

Lone pá, anda cá falar, confessa que aquela casal V5 que tiveste quando eras novo, foi a tua melhor mota!  lol  já tiveste mais motas que eu tenho pares de meias, anda cá contar tuas experiências.
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#2

É pá!

Eu comecei com uma M70, até que o meu velho descobriu porque raio a gasolina evaporava tão depressa do depósito! Tinha 13 anos....

Depois, aos 16 comprei um Sport Special da Macal com motor casal de 5!!!
Fiz alguns km com ela até que um gajo me abalroou num cruzamento.
Nesse mesmo ano comprei uma M83, a minha querida e saudosa Jamaica!
Essa Macal foi pau para toda a colher!
Fiz milhares de km com ela por toda a geografía do país!
Vivi com ela tantas coisas que tardaría varias horas a conta-las aqui.
Com 18 anos tirei a carta e com o papel na mão tive a possibilidade de conduzir uma casal 125 que tinha o meu irmão.
Depois comprei uma AF1 Europa da Avarilia, 31cv, quase 200km/h e médias que facilmente passavam dos 10l. Com ela sufrí o acidente mais estúpido da minha vida, assim como a lesão de maior gravidade coma rotura do aparelho extensor do joelho esquerdo.
Quando finalmente voltei ao trabalho a ideia era comprar uma mota que me levasse longe, que fosse fiável e económica qb para os primeiros passos no Mototurismo.
Foi então que conheci a a Voyager (mota que ainda hoje tenho), uma CB500S, que me levou a sair pela primeira vez do retângulo, me fez conhecer as estradas mais retorcidas do país e me levou a todo o lado sem problemas. Foi com ela que tive os primeiros problemas com as autoridades por causa da puta da loucura...
Cenas para esquecer!
Felizmente pude salvar a minha carta.
Voyager saiu da pior maneira da minha vida, depois de uma acidente muito feio do qual saí ileso.
Depois de haver graveto por parte da seguradora, Voyager passou para as mãos do meu pai que ainda hoje é o seu proprietário.
Ainda "convalescente" do acidente apareceu Maria das Curvas, uma CB1100 X11 que me apaixonou....
E assim foi!
A mota que me trouxe a maturidade, que fez de mim um Homem.
O pessoal que me conhece melhor sabe que com ela estive por muitos sítios da geografia Europeia e que ela é a minha rainha.
Certo dia, num stand da Honda, com um pretexto de ter uma 125 para os problemas do momento poderem conduzir, conheci a Dulcinea. Era uma XR125 que me fez ver o Motociclismo de forma diferente, abriu os meus horizontes e o todo terreno entrou na minha vida!
Certo inverno, no já distante ano 14, encontrei deprimida uma elegante VFR1200F. Dorothy veio para casa vestida com o seu elegante vestido negro e com um objectivo simples.
Permitir a Maria descansar das grandes viagens!
Em 2015 Dulcinea diz-me adeus para empurrar para o seu lugar Artax, uma CRF250L que ainda hoje me faz sentir bué feliz entre salto e salto!

Ao longo de todo estes anos, tive a oportunidade de conduzir motos de muitos tipos, as que mais me gostaram foi a GTS do meu irmão, a Tomcat, a GSXR 750 de injecção (98), a Paso 750 que o meu irmão ainda conserva, a Dominator, a ST2, as atrevidas XT350 ou a bruta M900....
Últimamente experimentei a Z900RS, a África Twin e a Bobber. Esta última com um motor surpreendente que faz ter vontade de conhecer a Thruxton versão Pata Negra!

As motas, todas elas, desde a minha Jamaica até as NC que testei, são capazes de nos ensinar alguma coisa. São esses ensinamentos que no fazem depois fazer avaliações mais ou menos objectivas sobre outras motas que não experimentamos.

O futuro?

No meu racking existe uma mota destinada exclusivamente ao desporto, muito provavelmente um tri.
Também sonho com a possibilidade de, partindo da base de uma pata negra de enduro, construir a minha versão Adventure da coisa. Nesse campeonato estão motas como a CRF450, a EXC-F 500 ou a 690 Enduro R.
No entanto não deixo de pensar em ter algo extravagante onde a Scout é a primeira de uma extensa fila onde se pode muito bem encontra a polivalente Ventoinha R-R, a Gold Wing ou uma Road King, passando pela Thruxton H2SX, DukeGT ou uma CB1100RS!

Uma gajo vai andando e vai vendo!

I just don't run with the crowd!

www.loneriderendlessroad.com
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#3

Já existe um tópico semelhante a este...

https://motonliners.pt/topico-andar-de-m...mo-e-a-tua

De todas as motos que me passaram pelas mãos, não me arrependo de ter trocado nenhuma delas. Primeiro porque cada uma delas foi escolhida, comprada e usada no seu próprio tempo... e cumprindo o seu fim, acabaram a ser trocadas quando achei que era possível ou necessário... e depois, porque sempre o fiz para melhor.

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#4

Estava-me atravessadas uma bandit 400 e uma GSXR da velha guarda... Estão lá na garagem... Ainda me falta ou uma big one ou uma Zephyr... Já faltou mais... O supra sumo... Era uma spedd triple mk1.

[Imagem: SM4eYt9.png]
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#5

Grande post Lone, tao e qual a ideia dessa cb500 s? Isso é um projecto para restaurares um dia? 

É interessante saber que foi a cb500 que te iniciou no moto turismo à seria, minha yamaha thundercat, dos cerca 25 mil que já fiz, sim nao é muito mas em 2 anos e pco nao está mau, mas acho que posso dizer sem exageros que pelo menos 20 mil foram feitos em moto turismo, é o que mais gosto quanto ao andar de mota, a mota é a ferramenta que me leva a conhecer montes de sítios novos e muitas alegrias ja me deu. 
Mas agora até em jeito de desabafo, posso dizer que já achei mais piada, quando tirei a carta de mota e pus a maos nesta mota, era tudo novidade, centenas de sitios estavam a espera que eu fosse lá de mota, problema é que num raio ja significativo, tudo ja foi visitado, voltas de ir e vir num dia, praticamente já corri tudo. E quando abro o google maps para fazer uma volta, já nao tenho ideias para onde ir para voltas de um dia, e é frustrante, depois também nao acho grande piada a andar de mota por andar, e nao gosto de estar a ir constantemente a sítios onde já estive, as vezes ate sabe bem, ajuda a relaxar, anda-se um pouco de mota mas de preferência gosto de ir essencialmente para onde nunca fui, descobrir sitios onde nunca tive. E logicamente que ainda ha muitos sítios em Portugal onde ainda nao estive mas já exige uma liberdade financeira mais alargada, sao voltas bem maiores e é preciso ficar alojado em hoteis para poder usufruir das coisas como deve ser. 

E devido a isso tudo que mencionei, desde que tive de ferias na Covilhã em Setembro do ano passado, até agora nem 6 mil kms fiz, certo que a minha situação profissional que me encontro também nao me motiva muito a andar de mota mas a grande excitação inicial em que tudo era novidade na mota, já passou um pouco. Adoro também a mota que tenho mas já ando a pensar em trocar, para o estilo de mota que é, é uma mota muito confortável mas viagens já grandes cansa consideravelmente, 300km ou 3h de condução, com 1h30 para cada lado faz se relativamente bem mas mais que isso ja começa a moer. Quando fiz ultima volta para o Alentejo quando desmontei a mota depois de 505km já me doia tudo. Nao fazer exercício físico também deve ajudar! lol  Eu até antes dos 40 até tinha aquele desejo de puto de meter as maos numa cbr 900, até porque nao é depois dos 40 que vou buscar uma de certo mas nao é o que eu preciso agora. Se trocar de mota, que é provável, talvez vá buscar uma yamaha tdm, talvez me traga mais vontade de andar a passear por ai, e a tdm porque? Porque se conduz de costas direitas, para mim é a razão principal, diminuir a fadiga em viagens longas. 

Também gosto da outra vertente das motas, a cena desportiva, e gostava de aprender a conduzir como deve ser, ate fazer trackdays mas nao tenho vida para isso, por isso resumo minha cena nas motas ao turismo. Pode ser também que no futuro me dê para comprar uma mota para novas aventuras de off road. Alias inicialmente a XT era para isso, ir para sítios onde nao meto a cat mas nem cheguei a usufruir disso, e no pouco que andei em off road, no muito pouco mesmo, rapidamente cheguei a conclusão que dá para fazer uns caminhos de terra batida, estradas de serra mas nada de muito hardcore, a mota era muito pesada para isso, nao muito manobrável e com força a mais, principalmente para mim que nao tenho experiência nenhuma.  

Ah valente Carlos, sempre sem duvidas!  bigsmile Isso de trocar para melhor é sempre a nossa ideia, ainda que possas ter uma mota que objectivamente e nos aspectos técnicos, seja potencia, velocidade e.t.c seja melhor que a que tiveste anterior nao quer dizer que uma pessoa nao possa recordar saudosamente uma mota que tivesse numa passado e gostasse de ter no futuro novamente. Olha eu tive a honda crm 50, e adorei a cena a 2 tempos que simplesmente nao tens numa a 4 tempos, so o roncar do motor a 2 tempos, tem muito mais piada, para mim claro. E se nao tivesse preocupado em ter uma mota para consumos, nao tinha comprado uma ybr, tinha comprado uma crm 125. Alias até indo um pouco mais longe, quem me dera por exemplo ter uma Suzuki rgv 250, nao fosse os preços proibitivo delas, e andar a mudar de piston de x em x tempo!  lol  Se é uma mota melhor que a 600cc que tenho de momento? Provavelmente não, mas nao acho que precise de ser melhor, ser diferente já é suficiente para novas experiências. 

Ah grande Nelson, isso é que é, haja amor velo vintage!  lol mas chegaste a ter a gsxr 750 e bandit quando eras mais novo? Ou era aquelas motas da adolescência que sempre quiseste ter?
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#6

(28-07-2018 às 01:51)Nfilipe Escreveu:  Ah valente Carlos, sempre sem duvidas!  bigsmile Isso de trocar para melhor é sempre a nossa ideia, ainda que possas ter uma mota que objectivamente e nos aspectos técnicos, seja potencia, velocidade e.t.c seja melhor que a que tiveste anterior nao quer dizer que uma pessoa nao possa recordar saudosamente uma mota que tivesse numa passado e gostasse de ter no futuro novamente.

Antes dúvidas que dívidas!!! bigsmile

Epa... o facto de ponderar a escolha em cada momento, ajuda um pouco nisso. Mais que as motos em si, recordo certos momentos que vivi com cada uma delas, e que hoje servem de base a engraçadas peripécias para contar a uma mesa e deixar o pessoal bem disposto.

Não sou um gajo de grandes saudosismos. Ainda que pense bastante na BMW, que foi uma moto que me marcou, e a qual gostei imenso de ter, nos pouco mais de 8 anos que teve na minha mão... Por ser diferente de tudo o resto e adequar-se a um uso totalmente abrangente, desde o dia a dia até viagens maiores. E fazê-lo de forma totalmente eficiente!

[Imagem: zX4Kq81.png]

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#7

(28-07-2018 às 01:51)Nfilipe Escreveu:  Ah grande Nelson, isso é que é, haja amor velo vintage!  lol mas chegaste a ter a gsxr 750 e bandit quando eras mais novo? Ou era aquelas motas da adolescência que sempre quiseste ter?

Quando era mais novo cheguei a ter uma GSXR600, na altura já não se vendiam das outras...

A B400 sempre foi uma moto que gostei e ainda gosto... é uma moto peculiar, muito diferente do que se vê hoje na estrada... e muito divertida.

Escolho as minhas motos com o "coração", a vida é curta demais para andarmos com racionalismos para justificar o que compramos.

[Imagem: SM4eYt9.png]
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