29-06-2017 às 03:12
(29-06-2017 às 01:55)dfelix Escreveu:(28-06-2017 às 14:28)LoneRider Escreveu: É pá mas o pessoal das tanquetas não se mete nesses guisados!
Quando surgiu a VFR1200F, a minha primeira reacção é que aquilo era um barco...
Até porque nunca faltaram no mercado opções bem mais racionais.
Indiscutivelmente mais leves, com maior "manobrabilidade" e sobretudo mais fáceis de caber nos sítios em que diariamente passo.
E apesar de ter surpreendido quando experimentei, a última coisa que me ocorre é comprar uma sport-tourer de 270kg!!!!
Ainda assim, consigo ver um monte de atributos positivos nesse calhamaço que tens na garagem!
Podem não ser características de peso nas minhas decisões... o que não quer dizer que não seja para outros.
Pessoalmente estou-me a cagar para o pessoal das tanquetas.
Cada vez gosto mais de motos e menos de pessoas.
E não por determinados géneros e modelos estarem na moda que fico com alergias.
Vejo um enorme potencial destas motos para uma utilização turística em destinos que implique longas estocadas fora do asfalto.
E que normalmente para lá chegar é preciso passar por enfastiantes centenas de quilómetros de asfalto.
E honestamente não vejo assim tantas limitações como apontas.
No que diz respeito às motos em si. Porque se que as compra não tem arcaboiço para elas... isso já é outra história.
Insultar a própria inteligência é cagar postas de pescada só porque não serve para a aventura que é dar uns saltos no pinhal lá atrás de casa.
Comparar a VFR pelo seu peso em relação às tanquetas é próprio do desconhecimento que tens do mundo do todo terreno.
A minha VFR, apesar dos seus 270kg, tem argumentos para acompanhar qualquer moto do seu segmento, assim como qualquer desportiva numa estrada de montanha. E falo por experiencia própria.
Uma Enduro jamais acompanhará a minha CRF na subida à Cruz de Ferro (1700m de altitude) ou pelos trilhos do Caminho d Santiago Navarro (não cabe, literalmente, não cabe).
Dizer que podem atravessar um deserto, nas mãos de um gajo experiente, é possível, mas aí entra no universo das imagens acima publicadas e não do Enduro como a própria mota se faz chamar.
No regresso a Zaragoza, depois de fazer o Caminho, vindo da Mealhada, tracei um trajecto que fosse o menos aborrecido possível e dei por mim a explorar os caminhos florestais da Serra do Açor e Estrela, terminando por subir a Serra de Bejar e atravessar a meseta pela planicie de Soria num misto de estradas secundárias e pistas florestais.
Nada que uma tanqueta não possa fazer é verdade, mas com a consequente factura física para lidar com as inercias no que respeita à condução fora de asfalto.
Factura que, comparativamente, não pago com o meu calhamaço (VFR) numa estrada de curvas a acompanhar o pessoal das Rs.
I just don't run with the crowd!
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