30-08-2016 às 09:14
De onde me encontro ao consultório existem 35km de autovia que são uma autentica pasmaceira. Confesso que me vi tentado a ir pelo caminho, que tem uns saltos altamente, mas não achei muito prudente andar a dar saltos com as caixas de ferramentas a dois pneus em cima da mota.
Chegado ao consultório, o melhor seria desmontar as coisas e levar a Artax para uma ducha.

Lavar uma moto antes de uma operação de manutenção é sempre uma mais valia, pois ajuda a que não existam corpos estranhos a interferir.
Neste caso até é melhor, pois a agua ajuda a tirar boa parte da nhãnhã agarrada a corrente e demais elementos da transmissão.

E aqui a temos, preparada para a vida dura de ser uma moto do monte a ponto de lhe baixarem as cuecas!!
Na ausência de um descanso central, que é uma ajuda preciosa nestes casos, recorri a um elevador que tenho, que serve para todas as motos, principalmente paras as de todo terreno.

O sistema de transmissão secundaria são compostos por três elementos. Pinhão de ataque, cremalheira e corrente. No entanto existem as guias, que não sendo elementos da transmissão, são elementos de desgaste que permitem o seu correcto funcionamento.

Nas motos de todo terreno estas são muito importantes porque permitem que a corrente não salte fora do seu leito com as variações bruscas de tensão da mesma, derivado do curso longo e funcionamento da suspensão traseira.

Aqui temos a guia de cremalheira, pronta para a banhoca.

Isto é uma tina com gasóleo, onde deixei de molho as varias peças que fui desmontando para limpar. O gasóleo não é o melhor, visto que não é um desengordurante a 100%, mas é um excelente dissolvente e, no caso da corrente de transmissão, não é muito agressivo para os o-rings.

Aqui já falta o protector de pinhão...
Já esta de molho!

O próximo passo a seguir é o de desmontar a roda.
Para facilitar a coisa, ganhar espaço de manobra e não andar a bulha com Artax, convém afastar as pastilhas do travão traseiro. Para tal, podemos utilizar uma chave de fendas grande que, com carinho e delicadeza, serve de alavanca para convidar os pistões a retroceder e deixar mais espaço livre entre as pastilhas e o disco.
Depois podemos aliviar a porcas do eixo da roda traseira, para de seguida aliviar os esticadores da corrente.

O objectivo é deixar a corrente laça para se retirar da cremalheira, para alem de se criar a folga necessária para retirar o eixo da roda e permitir que a roda deixe de fazer parte do corpo da mota.

Uma vez a roda solta e a porca totalmente desenroscada, esta tudo pronto para retirar a roda do seu sitio.

Mas, ao que parece, Artax teve alguma relutância em deixar sair o eixo e libertar, embora que momentaneamente, a sua roda traseira.
Tivemos que acudir aos serviços do meu amigo Martelo!

Ora aqui esta, a roda já por sua conta!

A quando da minha juventude, vi o meu pai a desmontar muitas coisas. Quando não era a moto-serra ,era o motor de rega, passando por embraigens e caixas de carros, motores a 2T, até mesmo os complicadissímos sistemas de transmissão que nos ocupam hoje!
Quando não sabia bem o que ia sair dali utilizava o método da tábua.
Agarrava numa tábua, limpava-a e dispunha as peças pela sua ordem de desmontagem, mantendo a posição em que saíram e com o objectivo de não perder de vista a sua posição de origem e posição de montagem. Apesar de não haver aqui uma tábua, este trapo velho cumpre a mesma função e como era primeira vez que desmontava o Eixo da roda da Artax era importante saber a posição dos casquilhos "espaçadores" e das escalas de ambos esticadores de corrente.

Foi tudo lavado, limpo e seco,para posterior montagem.

Lavar a corrente é uma tarefa muito semelhante a da luta na lama, so que desta vez sem gajas nuas e com um cheiro nauseabundo a gasóleo!
A técnica consiste em, sem desmontar a corrente do pinhão de ataque, deixar a parte inferior de molho e lavar a parte superior. Quando já chega, puxa-se pela parte indefiro para que entre uma no parte no molho e a parte que saiu de molho leva a esfrega desta trincha que se vê. E assim até que a corrente brilhe.
Ao mesmo tempo as sobras de gasóleo vão empapando a nhãnhã que esta no pinhão de ataque!

Que depois lavamos com gasoleo e a fricção da trincha justiceira!
No caso da Artax, que não existem silent blocks depois da cremalheira para amortecer as investidas da caixa, lavar a cremalheira com gasóleo é uma tarefa que requer alguma atenção.
O gasóleo pode reduzir o índice de atrito das pastilhas no disco de travão, pelo que, para evitar que este elemento fique “vidrado”, convém ter cuidado ao lavar a cremalheira e depois de tudo seco, preventivamente, passar uma lixa fininha no disco para eliminar eventuais capas de gordura.
Olha ai! Ficou lindo não foi!
Agora mudar o pneu.

Não é muito dificil!

Rebarbadora dali, maçarico por acolá...

...uma câmara de ar reforçada há mistura....

Et voilá!
Roda montada!

Agora é momento de voltar a por tudo no sitio!
E agora!?
Chegado ao consultório, o melhor seria desmontar as coisas e levar a Artax para uma ducha.

Lavar uma moto antes de uma operação de manutenção é sempre uma mais valia, pois ajuda a que não existam corpos estranhos a interferir.
Neste caso até é melhor, pois a agua ajuda a tirar boa parte da nhãnhã agarrada a corrente e demais elementos da transmissão.

E aqui a temos, preparada para a vida dura de ser uma moto do monte a ponto de lhe baixarem as cuecas!!
Na ausência de um descanso central, que é uma ajuda preciosa nestes casos, recorri a um elevador que tenho, que serve para todas as motos, principalmente paras as de todo terreno.

O sistema de transmissão secundaria são compostos por três elementos. Pinhão de ataque, cremalheira e corrente. No entanto existem as guias, que não sendo elementos da transmissão, são elementos de desgaste que permitem o seu correcto funcionamento.

Nas motos de todo terreno estas são muito importantes porque permitem que a corrente não salte fora do seu leito com as variações bruscas de tensão da mesma, derivado do curso longo e funcionamento da suspensão traseira.

Aqui temos a guia de cremalheira, pronta para a banhoca.

Isto é uma tina com gasóleo, onde deixei de molho as varias peças que fui desmontando para limpar. O gasóleo não é o melhor, visto que não é um desengordurante a 100%, mas é um excelente dissolvente e, no caso da corrente de transmissão, não é muito agressivo para os o-rings.

Aqui já falta o protector de pinhão...
Já esta de molho!

O próximo passo a seguir é o de desmontar a roda.
Para facilitar a coisa, ganhar espaço de manobra e não andar a bulha com Artax, convém afastar as pastilhas do travão traseiro. Para tal, podemos utilizar uma chave de fendas grande que, com carinho e delicadeza, serve de alavanca para convidar os pistões a retroceder e deixar mais espaço livre entre as pastilhas e o disco.
Depois podemos aliviar a porcas do eixo da roda traseira, para de seguida aliviar os esticadores da corrente.

O objectivo é deixar a corrente laça para se retirar da cremalheira, para alem de se criar a folga necessária para retirar o eixo da roda e permitir que a roda deixe de fazer parte do corpo da mota.

Uma vez a roda solta e a porca totalmente desenroscada, esta tudo pronto para retirar a roda do seu sitio.

Mas, ao que parece, Artax teve alguma relutância em deixar sair o eixo e libertar, embora que momentaneamente, a sua roda traseira.
Tivemos que acudir aos serviços do meu amigo Martelo!

Ora aqui esta, a roda já por sua conta!

A quando da minha juventude, vi o meu pai a desmontar muitas coisas. Quando não era a moto-serra ,era o motor de rega, passando por embraigens e caixas de carros, motores a 2T, até mesmo os complicadissímos sistemas de transmissão que nos ocupam hoje!
Quando não sabia bem o que ia sair dali utilizava o método da tábua.
Agarrava numa tábua, limpava-a e dispunha as peças pela sua ordem de desmontagem, mantendo a posição em que saíram e com o objectivo de não perder de vista a sua posição de origem e posição de montagem. Apesar de não haver aqui uma tábua, este trapo velho cumpre a mesma função e como era primeira vez que desmontava o Eixo da roda da Artax era importante saber a posição dos casquilhos "espaçadores" e das escalas de ambos esticadores de corrente.

Foi tudo lavado, limpo e seco,para posterior montagem.

Lavar a corrente é uma tarefa muito semelhante a da luta na lama, so que desta vez sem gajas nuas e com um cheiro nauseabundo a gasóleo!
A técnica consiste em, sem desmontar a corrente do pinhão de ataque, deixar a parte inferior de molho e lavar a parte superior. Quando já chega, puxa-se pela parte indefiro para que entre uma no parte no molho e a parte que saiu de molho leva a esfrega desta trincha que se vê. E assim até que a corrente brilhe.
Ao mesmo tempo as sobras de gasóleo vão empapando a nhãnhã que esta no pinhão de ataque!

Que depois lavamos com gasoleo e a fricção da trincha justiceira!
No caso da Artax, que não existem silent blocks depois da cremalheira para amortecer as investidas da caixa, lavar a cremalheira com gasóleo é uma tarefa que requer alguma atenção.
O gasóleo pode reduzir o índice de atrito das pastilhas no disco de travão, pelo que, para evitar que este elemento fique “vidrado”, convém ter cuidado ao lavar a cremalheira e depois de tudo seco, preventivamente, passar uma lixa fininha no disco para eliminar eventuais capas de gordura.
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Não é muito dificil!

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Roda montada!

Agora é momento de voltar a por tudo no sitio!
E agora!?
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