28-01-2015 às 21:33
Este tema é muito controverso e é tudo muito relativo...
Por exemplo a questão da maturidade: é muito provável que uma pessoa com 35 anos casado(a) e com filhos seja mais madura e tenha mais "juízo" que um miúdo que quer uma mota aos 16 para parecer "fixe" na escola secundária. Dito assim parece óbvio e linear, mas estar a discutir a maturidade de uma pessoa com 18 e outra com 25 não é. Embora no geral até se possa assumir que a de 25 tem mais juízo, eu pessoalmente conheço malta de 16 com muito mais cabecinha e que pondera consequências/pensa no futuro, do que outra gente que conheço com vinte's e muitos.
Se por um lado a lei é muito positiva no sentido de que incentiva e facilita o acesso às duas rodas, por pessoas que na sua maioria já andam na estrada e serão minimamente responsáveis. Por outro lado está-se a "pôr" nas mãos um veiculo diferente e que para além de (evidentemente) se conduzir de forma diferente, acima de tudo requer uma visão diferente da estrada, dos outros etc etc (por exemplo: questões de visibilidade, local onde circular na via, perigos como areia etc etc)
E se aprender a conduzir até pode ser rápido (ou a pessoa até pode ter andado no monte com motorizadas/motas), o resto demora um pouco mais. E eu acho que é isso que falta, uma espécie de sensibilização/acção de formação curta (para não encarecer). E pegando do que disseram dos 2 e dos 8 em cada 10. Se calhar aos 2 que nem deviam ter acesso a essa possibilidade não serviria de muito, aos outros 8 pessoas com bom senso até iria ajudar e fariam-no de boa vontade se não fosse caríssimo! (Qualquer coisa como um papel de uma escola de condução a dizer que a pessoa teve 4 horitas de formação e 2 aulas de condução, pagando 50€ seria melhor que nada).
É sobre esse ponto que me faz confusão. Eu nos últimos 5 anos fui a 4 exames de condução, (passeios todos a primeira). A1, B, Al que passou a A2, e recentemente A (este ultimo já com mais de 25mil km de mota, que não me garante experiência é um numero pequeno, mas é substancialmente melhor que nada!). Eu não sou contra o escalonamento, em nada. Agora só contra exigirem escalonamento a alguns e tudo na integra direitinho e a outros: toma lá é só passar no stand!
No meu ultimo exame, o intercomunicador estava meio avariado e eu vinha a ouvir a conversa do instrutor e da examinadora e vinham (em parte do percurso) precisamente a comentar isso. Que não fazia sentido nenhum eu ir pela terceira vez a exame em tão pouco tempo, quando tenho carta e tenho conduzido (o instrutor conhece-me desde a primeira), quando há gente a quem é exigido praticamente nada... e um gajo tem de andar ali a gastar uns trocos valentes quando está relativamente à vontade e até é (relativamente) cumpridor.
Por exemplo a questão da maturidade: é muito provável que uma pessoa com 35 anos casado(a) e com filhos seja mais madura e tenha mais "juízo" que um miúdo que quer uma mota aos 16 para parecer "fixe" na escola secundária. Dito assim parece óbvio e linear, mas estar a discutir a maturidade de uma pessoa com 18 e outra com 25 não é. Embora no geral até se possa assumir que a de 25 tem mais juízo, eu pessoalmente conheço malta de 16 com muito mais cabecinha e que pondera consequências/pensa no futuro, do que outra gente que conheço com vinte's e muitos.
Se por um lado a lei é muito positiva no sentido de que incentiva e facilita o acesso às duas rodas, por pessoas que na sua maioria já andam na estrada e serão minimamente responsáveis. Por outro lado está-se a "pôr" nas mãos um veiculo diferente e que para além de (evidentemente) se conduzir de forma diferente, acima de tudo requer uma visão diferente da estrada, dos outros etc etc (por exemplo: questões de visibilidade, local onde circular na via, perigos como areia etc etc)
E se aprender a conduzir até pode ser rápido (ou a pessoa até pode ter andado no monte com motorizadas/motas), o resto demora um pouco mais. E eu acho que é isso que falta, uma espécie de sensibilização/acção de formação curta (para não encarecer). E pegando do que disseram dos 2 e dos 8 em cada 10. Se calhar aos 2 que nem deviam ter acesso a essa possibilidade não serviria de muito, aos outros 8 pessoas com bom senso até iria ajudar e fariam-no de boa vontade se não fosse caríssimo! (Qualquer coisa como um papel de uma escola de condução a dizer que a pessoa teve 4 horitas de formação e 2 aulas de condução, pagando 50€ seria melhor que nada).
É sobre esse ponto que me faz confusão. Eu nos últimos 5 anos fui a 4 exames de condução, (passeios todos a primeira). A1, B, Al que passou a A2, e recentemente A (este ultimo já com mais de 25mil km de mota, que não me garante experiência é um numero pequeno, mas é substancialmente melhor que nada!). Eu não sou contra o escalonamento, em nada. Agora só contra exigirem escalonamento a alguns e tudo na integra direitinho e a outros: toma lá é só passar no stand!
No meu ultimo exame, o intercomunicador estava meio avariado e eu vinha a ouvir a conversa do instrutor e da examinadora e vinham (em parte do percurso) precisamente a comentar isso. Que não fazia sentido nenhum eu ir pela terceira vez a exame em tão pouco tempo, quando tenho carta e tenho conduzido (o instrutor conhece-me desde a primeira), quando há gente a quem é exigido praticamente nada... e um gajo tem de andar ali a gastar uns trocos valentes quando está relativamente à vontade e até é (relativamente) cumpridor.
Blog com fotos de passeios de mota em: http://naosougajodefazerblogs.blogspot.pt/
Cumprimentos "V"!
--Cláudio A. B. Silva--

