12-08-2025 às 12:41
Boas a todos.
Depois de fazer a N2, as coisas ficaram sem dúvida mais claras relativamente ao futuro, viagens e na possibilidade ou necessidade de uma nova moto.
Sim a N2 fez-se bem na chamuça, não foi o mais confortável, mas nas nacionais foi bastante fácil e não encontrei problemas.
Na viagem de retorno, aí sim, sofri. No total foram cerca de 7h, entre os 120/140km/h a comer vento e bicharada! Com ventos laterais a moto mostrou-se instável, serpenteando regularmente, mas nada que sequer se aproximasse ao chamado "death wobble".
O motor também se mostrou muito quente mesmo nessas velocidades, tendo que por vezes adotar uma postura mais a "sapo", com pernas bem abertas para as afastar do motor.
O constante tirar bagagem e colocar bagagem todos os dias foi irritante, remover banco para tirar e colocar alforges é chato, e prender constantemente a mochila neste caso também é aborrecido.
A falta de proteção também dificultou a capacidade de comunicação com o meu colega. O ruído é muito grande e simplesmente não conseguia compreender nem manter uma conversa a velocidades acima dos 110km/h.
Conclusão? Pequenas viagens, viagens por nacionais, etc, a chamuça resulta bem e os seus defeitos são toleráveis. O banco é duro, torna-se cansativo ao fim de uma hora, mas pelas estradas nacionais as paragens são sempre bem vindas, paragens para molhar a garganta, e encher a pança por exemplo.
Para o restante seguramente algo mais prático era óptimo. Sim algo um pouco mais confortável, um pouco mais protegido, pois passados dois dias ainda estou bastante cansado. Não, não precisa ser um monstro acima dos 900cc, mas algo entre os 600 e 750cc, não muito pesado, e simples.
Ainda não desisti da chamuça, e vou continuar a usar para viagens, mas mais curtas. Já estive a ver umas coisinhas, uns vidros maiores, alforges rígidos e com chave por exemplo, algo que facilite a vida, mas... até que ponto esses upgrades, e outros tantos mais, serão justificáveis quando uma moto desenhada para o efeito poderá ser adquirida por (algumas delas) preços atraentes?
Até que ponto se justifica a "desfiguração" da chamuça?
Algo que terei ainda que refletir.
Melhores cumprimentos.
Depois de fazer a N2, as coisas ficaram sem dúvida mais claras relativamente ao futuro, viagens e na possibilidade ou necessidade de uma nova moto.
Sim a N2 fez-se bem na chamuça, não foi o mais confortável, mas nas nacionais foi bastante fácil e não encontrei problemas.
Na viagem de retorno, aí sim, sofri. No total foram cerca de 7h, entre os 120/140km/h a comer vento e bicharada! Com ventos laterais a moto mostrou-se instável, serpenteando regularmente, mas nada que sequer se aproximasse ao chamado "death wobble".
O motor também se mostrou muito quente mesmo nessas velocidades, tendo que por vezes adotar uma postura mais a "sapo", com pernas bem abertas para as afastar do motor.
O constante tirar bagagem e colocar bagagem todos os dias foi irritante, remover banco para tirar e colocar alforges é chato, e prender constantemente a mochila neste caso também é aborrecido.
A falta de proteção também dificultou a capacidade de comunicação com o meu colega. O ruído é muito grande e simplesmente não conseguia compreender nem manter uma conversa a velocidades acima dos 110km/h.
Conclusão? Pequenas viagens, viagens por nacionais, etc, a chamuça resulta bem e os seus defeitos são toleráveis. O banco é duro, torna-se cansativo ao fim de uma hora, mas pelas estradas nacionais as paragens são sempre bem vindas, paragens para molhar a garganta, e encher a pança por exemplo.
Para o restante seguramente algo mais prático era óptimo. Sim algo um pouco mais confortável, um pouco mais protegido, pois passados dois dias ainda estou bastante cansado. Não, não precisa ser um monstro acima dos 900cc, mas algo entre os 600 e 750cc, não muito pesado, e simples.
Ainda não desisti da chamuça, e vou continuar a usar para viagens, mas mais curtas. Já estive a ver umas coisinhas, uns vidros maiores, alforges rígidos e com chave por exemplo, algo que facilite a vida, mas... até que ponto esses upgrades, e outros tantos mais, serão justificáveis quando uma moto desenhada para o efeito poderá ser adquirida por (algumas delas) preços atraentes?
Até que ponto se justifica a "desfiguração" da chamuça?
Algo que terei ainda que refletir.
Melhores cumprimentos.


