08-07-2025 às 11:25
A TDM foi talvez a primeira "crossover" (aka "çalça arregaçada") da história. E tal como dizes, também a primeira a incorporar um motor "crossplane", mas ainda na versão 850, na sua segunda geração, quando partilhou esse mesmo motor com a desportiva e aguerrida TRX850.
Pessoalmente nunca simpatizei muito com ela.
No caso da Deauville, teve o elan de ter sido a moto que inaugurou o conceito de turística de média cilindrada. Ainda que aquilo seja basicamente uma NTV, à qual foram adicionados uma quantidade substancial de plásticos e umas malas rígidas com uma solução disfuncional, pois eram fixas (não davam para retirar), o que para uma turística é um contrasenso (imagina na tua viagem chegares ao hotel e não poderes levar a mala com a bagagem para o quarto). A Honda tentou então colmatar este "erro" de design, criando uma linha de inner-liners em material têxtil, ou seja a bagagem era metida dentro desses inner-liners, que por sua vez eram colocados dentro das malas fixas. Hoje em dia o recurso a inner-liners é comum, nas opções dos packs touring, nas diferentes marcas.
A CBF, por sua vez, foi uma das mais dignas all-rounder. Com um motor que dispensava apresentações, mas numa concepção "descafeínada", era uma das motos que se prestava a quase todo o tipo de utilização e de forma muito competente. Não admira por isso que servisse desde o commuting ao tal "turismo light".
Aliás, mesmo a irmã de veia mais desportiva, a CBR600F, era comum ser utilizada com essa vertente turística, tal como as suas rivais Thundercat ou ZZR600.
Outra moto de média cubicagem, à semelhança destas, amplamente usada para turismo, era a VFR750F (que depois cresceu para 800cc). Ok... que aqui já falamos de outros valores de aquisição, e mesmo actualmente, continuam a ser motos bastante inflacionadas e sobrevalorizadas, no mercado de usados.
Eu, a dada altura, também senti esse apelo de ter uma moto vocacionada para diferentes âmbitos de utilização, aonde se incluísse também essa vertente turística. E fugindo a tudo o que era mais comum, apenas uma moto me seduziu, pelo seu recurso a soluções diferentes na sua concepção. E fui buscar uma BMW F800ST. Já não era barata, é certo (basta ter o logotipo da hélice, para o não ser). Mas foi definitivamente a moto mais "equilibrada" e versátil, que tive, até hoje. Ainda hoje me deixa saudades!
Pessoalmente nunca simpatizei muito com ela.
No caso da Deauville, teve o elan de ter sido a moto que inaugurou o conceito de turística de média cilindrada. Ainda que aquilo seja basicamente uma NTV, à qual foram adicionados uma quantidade substancial de plásticos e umas malas rígidas com uma solução disfuncional, pois eram fixas (não davam para retirar), o que para uma turística é um contrasenso (imagina na tua viagem chegares ao hotel e não poderes levar a mala com a bagagem para o quarto). A Honda tentou então colmatar este "erro" de design, criando uma linha de inner-liners em material têxtil, ou seja a bagagem era metida dentro desses inner-liners, que por sua vez eram colocados dentro das malas fixas. Hoje em dia o recurso a inner-liners é comum, nas opções dos packs touring, nas diferentes marcas.
A CBF, por sua vez, foi uma das mais dignas all-rounder. Com um motor que dispensava apresentações, mas numa concepção "descafeínada", era uma das motos que se prestava a quase todo o tipo de utilização e de forma muito competente. Não admira por isso que servisse desde o commuting ao tal "turismo light".
Aliás, mesmo a irmã de veia mais desportiva, a CBR600F, era comum ser utilizada com essa vertente turística, tal como as suas rivais Thundercat ou ZZR600.
Outra moto de média cubicagem, à semelhança destas, amplamente usada para turismo, era a VFR750F (que depois cresceu para 800cc). Ok... que aqui já falamos de outros valores de aquisição, e mesmo actualmente, continuam a ser motos bastante inflacionadas e sobrevalorizadas, no mercado de usados.
Eu, a dada altura, também senti esse apelo de ter uma moto vocacionada para diferentes âmbitos de utilização, aonde se incluísse também essa vertente turística. E fugindo a tudo o que era mais comum, apenas uma moto me seduziu, pelo seu recurso a soluções diferentes na sua concepção. E fui buscar uma BMW F800ST. Já não era barata, é certo (basta ter o logotipo da hélice, para o não ser). Mas foi definitivamente a moto mais "equilibrada" e versátil, que tive, até hoje. Ainda hoje me deixa saudades!

