Qualquer bem de consumo tem necessariamente de ter indicações ou recomendações quanto à duração, capacidades e limites, da parte dos seus fabricantes (consoante o fim), para que ilibe estes de usos mais abusados, em que depois o cliente venha imputar a culpabilidade por qualquer ocorrência fora do normal, no fabricante.
Por exemplo, uma top case tem de trazer sempre advertências quanto à velocidade e peso máximo comportável, pois haverá sempre um chico esperto que a vai usar a 250 km/h transportando uma bigorna lá dentro. E depois quando aquilo parte (aonde é que isto me é familiar, tirando a parte da velocidade e da bigorna
), ele vai sempre dizer que a culpa foi do material.
O mesmo se passa com um capacete... existem as ditas recomendações, de modo a que esse mesmo chico esperto não use o capacete indefinidamente no tempo, vá nadar com ele (também me é familiar), ainda sirva de suporte a uma tábua na garagem que faz de prateleira, e depois um dia, quando o capacete é mesmo solicitado para a sua função, abre-se ao meio e o chico esperto parte os "cornos" contra o alcatrão e diz que a culpa é do fabricante.
Um pneu, ao final de 5 anos, também convém trocar, por estar ressequido, endurecido e deformado, por mais rasto que tenha. Mas a lei fala apenas na altura mínima do rasto.
Eu já comi iogurtes fora de prazo, e não estavam estragados.... mas se não tivessem uma data de caducidade, pela qual é razoável o produto se deteriorar, alguém os iria guardar no frigorífico, e passados dois anos, lembrar-se-ia que tinha lá iogurtes, e vai de se alambazar com eles. E depois a culpa da intoxicação alimentar seria sempre imputável à Danone!
Não há anormais que culpam e até processam as tabaqueiras pelos seus cancros de pulmão, e (incompreensivelmente) alguns deles até ganham essas acções judiciais? Dizer nos maços que o tabaco provoca cancro e mata acaba no fundo por ser uma forma das tabaqueira se ilibarem de consequências à posteriori.
Não se admirem qualquer dia que as motos também tragam aviso semelhantes.
Por exemplo, uma top case tem de trazer sempre advertências quanto à velocidade e peso máximo comportável, pois haverá sempre um chico esperto que a vai usar a 250 km/h transportando uma bigorna lá dentro. E depois quando aquilo parte (aonde é que isto me é familiar, tirando a parte da velocidade e da bigorna
), ele vai sempre dizer que a culpa foi do material.O mesmo se passa com um capacete... existem as ditas recomendações, de modo a que esse mesmo chico esperto não use o capacete indefinidamente no tempo, vá nadar com ele (também me é familiar), ainda sirva de suporte a uma tábua na garagem que faz de prateleira, e depois um dia, quando o capacete é mesmo solicitado para a sua função, abre-se ao meio e o chico esperto parte os "cornos" contra o alcatrão e diz que a culpa é do fabricante.
Um pneu, ao final de 5 anos, também convém trocar, por estar ressequido, endurecido e deformado, por mais rasto que tenha. Mas a lei fala apenas na altura mínima do rasto.
Eu já comi iogurtes fora de prazo, e não estavam estragados.... mas se não tivessem uma data de caducidade, pela qual é razoável o produto se deteriorar, alguém os iria guardar no frigorífico, e passados dois anos, lembrar-se-ia que tinha lá iogurtes, e vai de se alambazar com eles. E depois a culpa da intoxicação alimentar seria sempre imputável à Danone!
Não há anormais que culpam e até processam as tabaqueiras pelos seus cancros de pulmão, e (incompreensivelmente) alguns deles até ganham essas acções judiciais? Dizer nos maços que o tabaco provoca cancro e mata acaba no fundo por ser uma forma das tabaqueira se ilibarem de consequências à posteriori.
Não se admirem qualquer dia que as motos também tragam aviso semelhantes.

