10-03-2021 às 17:34
(10-03-2021 às 17:19)dfelix Escreveu: As multas correspondem a uma fonte de receita importante para o Orçamento de Estado.
Objectivos que crescem de ano para ano.
Quase sempre sob o argumento moralista da segurança rodoviária.
A necessidade de cumprir estes objectivos é o que tem levado a certas práticas.
Algumas delas bastante discutíveis.
O discurso mártir de que se "somos apanhados" devemos assumir e blá blá é muito giro e romântico.
Mas parece-me um bocado moralista.
Porque se assume que a generalidade das multas são merecidas.
Ou que servem para alguma outra coisa que não encaixar verba para o Estado.
Há determinadas infracções que podem fazer todo o sentido.
Uma coisa é passar um vermelho...
Outra é ser apanhado por excesso de velocidade sem que seja velocidade excessiva.
E o excesso de velocidade é a "multa fácil". Sobretudo quando são escolhidos locais onde o objectivo é claramente facturar e não evitar a sinistralidade. Posso enumerar uns quantos.
No momento em que um condutor é visto como um alvo para extorquir dinheiro... não vejo motivo para que não se coloque areia no sistema.
Discurso mártir nenhum pá.
Eu, com as ferramentas que dispunha pedi que me deixassem bem claro que foram cumpridas todas as garantias de que não se partia de um pressuposto ilícito.
Quando percebi isso pus a minha parte no assunto, paguei e já está.
O que se aconselhou aqui foi a fugir com o cú à seringa e passar a batata quente para outro.
Existe uma coisa chamada responsabilidade e ser responsável, assumir os seus actos e as suas consequências.
A lei não vem falar de moralidade. Fala de factos e dos meios que tens ara apurar que esses factos são assim, tal qual como aconteceu. A partir do momento que se apuram os factos lerpaste.
O facto de que alguém seja apanhado num radar que não está dentro da lei tem toda a legitimidade de pedir a impugnação e inclusive danos e prejuízos.
Agora o que não é legítimo, para além de do direito de impugnação é prestar declarações falsas, meter cúmplices no meio e ainda por cima chamar palerma a quem não o faz.
E se isso tudo vem a baila, como ao que parece é uma actuação recorrente, pode-se alegar dolo e premeditação.
Tudo por não reconhecer um acto que possivelmente se cometeu.
Isso de chamar mártir moral à quem joga limpo e de acordo com as regras do jogo, nem parece teu Feliz depois de toda a moralidade que já tive que ler de ti...
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