(16-10-2020 às 15:21)carlos-kb Escreveu: Mas existem sistemas mais actuais e com menos desvantagens, em relação ao desmo.
Que sistemas?
No campo das motos de produção as molas são o standard. Por razões óbvias.
No campo dos protótipos, a única receita alternativa adoptada foram as válvulas pneumáticas.
Podemos considerar um sistema mais actual? Sim, for por se tratar duma invenção mais recente.
Podemos considerar um sistema com menos desvantagens? A resposta parece-me mais complicada.
Uma vantagem das válvulas pneumáticas é a arrumação.
Requer mais espaço que o sistema de mola convencional.
Mas requer menos espaço que o ocupado pelas peças móveis do desmo.
Isto permite uma cabeça mais compacta que no desmo.
Se traduz em menor volume ou peso total, fica difícil perceber. Pois necessita de apêndices externos para o seu funcionamento.
Há ainda a questão da fiabilidade.
Abandonos relativamente a problemas no desmo são raros. Já relativamente ás válvulas pneumáticas foram recorrentes nos primeiros anos e este ano é algo que tem afectado bastante a Yamaha. A ponto de se ver obrigada a baixar a rotação máxima em algumas provas sob o risco de não ter motores disponíveis para o resto da época.
Há ainda algumas observações sobre as quais podemos divagar.
A ducati nunca apresentou nenhuma GP** capaz de ser considerada a "moto do campeonato".
Mas é a que se assiste de forma recorrente atingir velocidades máximas superiores ás concorrentes.
Não me admiraria que o desmo contribua para isso.
(Tal com possa contribuir para o que a moto tenha de errado.)
Uma coisa é certa...
O desmo continua a ser o único sistema usado na classe rainha que está disponível em motos de produção.
E isso é fixe. Independentemente de justificar ou não.
Para as MTS o fim do desmo parece-me pouco relevante tendo em conta o tipo de moto que é.
Mas se eventualmente as SBK perderem... será perder algo que as diferencia.

