(03-02-2020 às 17:06)dmanteigas Escreveu: Neste caso o mercado decidiu que essas motas deixaram de fazer sentido... e os construtores limitaram-se a ler o que o mercado lhes disse
A única coisa que posso concordar em toda a tua teoria. Os construtores fazem o que o mercado pede, a todo o instante... e lhes dá lucro. E nisso, não nos enganemos. Ponto.
Não tem que ver com o "carnismo" ou o "peixismo" de cada estilo.
Se o segmento da "moda" é o das "calça arregaçada", actualmente, e o que lhes dá fatia considerável na contabilidade geral, é natural que seja isso aonde a maioria dos construtores apostem...independentemente de todas as características, usos, virtudes, defeitos e limitações que cada estilo ou tipo de mota contemple ou possibilite, de forma mais ou menos transversal.
Não são só as sport-tourer que estão praticamente extintas. Olha por exemplo o caso dos "ferros", que tiveram o seu tempo áureo entre os 70 e os 90... e hoje é um nicho residual de vendas sem qualquer representatividade. Até mesmo a HD, que mais que tudo, vale pelo nome, já se virou para outros segmentos, sob pena de poder asfixiar, se não o fizer.
Depois, nesta coisa das motos, as "modas" são também cíclicas. A prová-lo foi por exemplo o boom das desportivas nos finais de 90 e viragem do século. E depois de um tempo em que as limitações rígidas ambientais e as contingências económicas ditaram o arrefecimento do segmento, eis que os construtores voltaram novamente à guerra de números que se assistia de há década e meia a duas décadas atrás. Já não falando que é actualmente o segmento porta-estandarte do melhor que cada um consegue fazer, aliada depois à respectiva vertente competitiva.
E nós, se não nos adaptarmos às "modas" que vão mudando sistematicamente... o mais que pode acontecer, é acabarmos a andar a pé!


