24-05-2019 às 10:52
(24-05-2019 às 10:23)Johnny_1056 Escreveu: Boas;
Dfelix, os italianos sempre foram uns gajos "à parte" e isso reflecte-se no que fazem. São os gajos que conseguem fazer os piores "cancros" como em simultâneo fazem algo deslumbrante e até conseguem usar material duns nos outros.
Tão depressa andam a moer eternidades à procura dum conceito perfeito como recorrem ao pragmatismo de ir à prateleira ver o que lá está que possa servir.
Acredita que a tua descrição não está fora da realidade.
Lone, Moto2 é, sem qualquer sombra de dúvida, uma categoria interessante do ponto de vista competitivo. Mas, para mim, nunca será uma categoria do Campeonato do Mundo de Velocidade, acabou com:
- a concorrência entre marcas, consequentemente com a formação de pilotos pelas marcas deixando isso a cargo de estores de carreira, agentes e outras entidades que visam apenas o lucro;
- limitação de know-how, tanto que havia a esperança que aparecessem muitos construtores de chassis tais como a Bimota, a Vyrus, a Sutter e outros. No entanto tornou-se monopólio de apenas um, no caso deste ano da Kalex;
- a aberração que se transformou ao usar um motor civil, "capado" e com mais de 10 anos, felizmente conseguiram arranjar um substituto francamente mais icónico e desenvolvido, mas que também foi capado;
- monopólio de entidade preparadora de motores, que obviamente tinha que ser espanhola (sobrinho do Angel Nieto);
- enfim, para categoria "Mundial" é algo muito limitado...
Entendo o que queres dizer mas se fizermos comparação com a antiga classe de 250...

Convém também contextualizar a coisa. Ou seja, está categoria surgiu num momento de crise económica onde não havia dinheiro para patrocínios e investimentos de retorno dúbio.
Foi a fórmula encontrada para preencher uma grelha com projectos novos, onde o piloto brilhasse com luz própria e não houvesse a egemonia de uma só marca (neste caso a Aprilia).
Mas o resultado, nisso concordo contigo, acabou por ser o mesmo, quando actualmente as Kalex são uma maioria.
Sobre o motor....
Será que hoje em dia teríamos a Triumph envolvida neste projecto se o regulamento permitisse que os fabricantes desenvolvessem o seu próprio motor?
Teríamos uma grelha de 30 ou mais motos?
É que o facto de haver um motor único, para além de igualar as coisas, também retira boa parte dos custos que teem outras categorias de cima dos ombros das fábricas e equipes.
O que é certo é que não existe uma fórmula perfeita, que não se pode ter tudo, infelizmente!
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