04-09-2018 às 00:20
(02-09-2018 às 22:17)Fábio Martins Escreveu: As AJP já conhecia, não conheço no entanto em relação a fiabilidade.Na fiabilidade ainda não tenho nada negativo a apontar mas também ainda nem sequer acabei a rodagem da mota. Saí com ela umas 8 a 10 vezes para o monte.
(02-09-2018 às 22:17)Fábio Martins Escreveu: Este vicio pela lavoura como lhe chamas já vem de há uns aninhos e como prefiro o sabor da terra ao do alcatrão, lá terá de ser um bicho mais dado ao campo.O que me tenho apercebido é que há vários tipos de "campo".![]()
Cumprimentos!
Quando saía com a moto4 e das primeiras vezes com a AJP, achava que os "estradões" abertos, com areia ou terra, com pequenos saltos em que a mota andava sempre a zigezaguear em aceleração é que eram fixes. Os pequenos saltos em "velocidade" tinham a sua piada. Eram os trilhos onde andava normalmente de bicicleta de monte. Aqui uma CRF250L ou até uma XT com pneus dual dá perfeitamente.
Depois, o pessoal regular, começa a levar-me para sítios onde eu pensava que era impossível passar. Aquelas subidas que passas ao lado de bicicleta e pensas:"É preciso ser muito maluco para pensar que é possível subir isto!". As primeiras vezes a medo (bem... ainda agora...), outras vezes iludido com uma confiança de que "se ele subiu é porque é possível", até começas a tentar e ganhas confiança para ir tentando e das vezes seguintes até quase que achas fácil. Aqui, e dependendo obviamente das inclinações, da tracção no terreno, e do teu nível de confiança, uma CRF250L ainda dá, mas as limitações já são evidentes. Se andas com a tua dual-purpose à experimentas uma cabra de monte pura percebes logo as limitações.
Depois tens aqueles casos em que tu não sabes bem como é que te meteste naquilo e nao fazes ideia como é que vais sair. Ribeiros onde não há tracção, encostas empedradas ou com pedra solta onde se páras... garantidamente tens de recomeçar lá de baixo, degraus a pique que tens de passar "embalado"... Sítios onde tens dificuldade em segurares-te em pé quanto mais junto com a mota. Aí esquece... só uma pata negra é que te consegue ajudar.
São esses diferentes níveis de "campo" ou trilhos que condicionam a escolha da mota. Uma dual-purpose pode dar e ser suficiente ou pode ser totalmente desaconselhada.


