(06-10-2018 às 16:48)Fsantos Escreveu: Só escrevi o que escrevi em cima porque já liguei a 4 representantes da marca Susuki e todos dizem para fazer as revisões de 6000km em 6000km, fico sem saber se é o manual da Susuki que está errado, ou se os representantes da marca me estão a enganar, ou se não leram o manual da moto... ou sei lá, outro motivo qualquer.
Não quero perder a garantia da moto por decidir por mim fazer as revisões de 12000km em 12000km e o representante não aceitar esta minha decisão.
O manual da moto deve ter uma "tabela" deste tipo. Neste caso esta é a tabela da manutenções para a minha Honda VFR1200F:
![[Imagem: DYSpozu.png]](https://i.imgur.com/DYSpozu.png)
![[Imagem: Q4nLkBX.png]](https://i.imgur.com/Q4nLkBX.png)
Como podes verificar, a primeira é aos 1000km, depois aos 12 mil e por aí sucessivamente, exceptuando a muda de óleo do motor e filtro, que deverá ocorrer nesse intervalo ou anualmente... e de dois em dois anos, a muda do óleo do cardã, óleo da embraiagem hidráulica e óleo dos travões.
Por mais que qualquer mecânico ou oficina, me diga o contrário, é esta tabela que é regra, mesmo para efeitos de garantia do fabricante (que no meu caso já não existe, visto a mota ter mais de 2 anos).
Claro que eles (no cúmulo do exagero) até poderiam dizer-te que deverias de mudar óleo a cada 1000 km... afinal para eles (stands e oficinas), quantas mais rotinas de manutenção realizarem, mais lucro terão contigo.
Obviamente que fazeres intervalos mais curtos, não prejudica em nada a moto, é um facto... mas face ao que o construtor diz, acaba a ser um "chover no molhado".
(06-10-2018 às 19:26)nunomsp Escreveu: Por vezes existem "revisões" intermédias que basicamente servem para verificar níveis e pouco mais.
Essas verificações de rotina, qualquer um as poderá fazer em casa, sem necessidade de recorrer a serviços "pagos"... mesmo para os mais leigos, os manuais neste aspecto costumam ser bastante elucidativos de como as fazer.
(06-10-2018 às 19:46)Fsantos Escreveu: Mas essas revisões intermédias como chamas não vinham no manual da moto? A moto por si quando o nível do óleo está baixo não tem um indicador que avisa o condutor, como nos carros?
A luz de pressão de óleo, existente nas motos, serve para avisar que o circuito de lubrificação está a funcionar com algum problema, que deverá ser de imediato visto e a moto não deverá circular por seus próprios meios. É uma anomalia que poderá indiciar algo grave, e não funcionar como alerta de baixo nível e necessidade de rectificação.
O nível de óleo deverá ser sempre verificado regularmente, de modo visual, seja pelo sistema de vareta ou pelo óculo de verificação, consoante o modelo da moto.
(06-10-2018 às 19:46)Fsantos Escreveu: Peço desculpa pelas perguntar parvas que estou a fazer em cima, mas na moto que tirei a carta de condução, era uma CB500 de 98, parecia um tanke de guerra e pensava 250kg e tinha indicação do óleo.
A luz do óleo da CB500 serve para aquilo que referi acima... e não para te avisar do nível baixo do mesmo. Aliás, no caso da CB500, tens uma vareta de verificação.
É verdade quea CB500 é um tanque de guerra (tive uma).... mas muito longe desses 250 kg de peso. Aliás, a marca "anuncia" um peso a seco de 170kg, que atestada e com fluídos, terás uma moto na casa dos 190kg (mais coisa menos coisa), em ordem de marcha.
(06-10-2018 às 19:46)Fsantos Escreveu: Não tenho moto, estou a tentar escolher a minha primeira, mas não quero ser enganado logo na primeira que vou comprar.
Começa por ler mais sobre elas, pois parece-me teres algumas ideias erradas e desfasadas. E não te inibas de perguntar o que queiras, por mais básico ou disparatado que possa parecer. Alguém estará aqui para te ajudar.
(06-10-2018 às 19:46)Fsantos Escreveu: Penso que a Suzuki que construi-o a moto deve conhecer melhor a moto do que os revendedores das motos da Suzuki.Costumo dizer que não existe ninguém melhor que os engenheiros da marca, que projectaram e conceberam cada moto, para saber as soluções que patentearam para cada modelo e o que de melhor se adequa, respectivamente. Claro que cada moto acaba a ser uma solução comercial, que é sempre possível melhorar, mas por quem na realidade perceba do assunto.
Não obstante disso, há sempre alguns "chico-espertos" que acham que sabem mais que esses engenheiros, e na maioria das vezes, dotados de uma esperteza saloia, acabam muitas vezes a alterar as características base das motos, seja a nível mecânico, como ciclístico... com resultados prejudiciais, para eles e para a moto.




